AMBIENTE INCRÍVEL NO INBROX STADIUM

O Ibrox Stadium, em Glasgow, recebeu a primeira mão do embate dos 16avos de final da Liga Europa entre The Rangers FC e o SC Braga. O terreno de jogo estava longe das melhores condições, mas o excelente ambiente proporcionado pelos adeptos escoceses animava os minutos antes do começo do jogo.

Logo após o apito inicial do árbitro Javier Estrada Fernández, foi possível observar um início de jogo muito intenso. O SC Braga entrou melhor na partida e causou muitas dificuldades à defensiva da equipa de Steven Gerrard. Os bracarenses saiam a jogar a partir da zona defensiva com facilidade, conseguindo contrariar a forte pressão dos azuis de Glasgow. O golo dos “arsenalistas” surgiu num grande remate de longa distância de Fransérgio. O Rangers respondeu e ainda causou alguns calafrios ao guardião do Braga, Matheus. Nesta primeira parte os desequilíbrios da equipa escocesa surgiram sobretudo dos desequilíbrios em profundidade de Morelos (sobretudo sobre o lado esquerdo da defensiva bracarense). No entanto, o SC Braga esteve sempre por cima do jogo nesta primeira parte. A troca de bola dos guerreiros do Minho conseguiu sempre confundir os adversários, que tiveram muita dificuldade para retirar a posse de bola aos comandados de Ruben Amorim.

No início da segunda parte, o SC Braga voltou a entrar muito forte na partida e continuou a dominar o jogo. Defensivamente a equipa de Ruben Amorim estava irrepreensível, conseguindo sempre impedir que o Rangers FC mantivesse a posse de bola. O SC Braga aumentou a vantagem numa excelente combinação no lado esquerdo, que terminou num grande remate do estreante Abel Ruiz.

Apesar do ascendente da equipa do Minho, o Rangers chegaria mesmo ao golo através dum desequilíbrio e subsequente remate do prodígio romeno, Ianis Hagi. Apesar do golo sofrido os bracarenses continuaram a dominar o jogo e poderiam ter alcançado o terceiro tento por diversas vezes. Mias uma vez a equipa de Glasgow iria chegar ao golo contra a corrente da partida. Desta vez foi o recém-entrado Joe Aribo, que numa grande jogada individual (com a ajuda da sorte) ultrapassou vários adversários e bateu Matheus. Motivados pelo grande ambiente que se fazia sentir no Inbrox Stadium, os escoceses pressionaram fortemente um SC Braga que parecia nesta altura muito afetado pelos golos.

O golo da reviravolta surgiu mesmo através de um livre de Hagi, que desviou na barreira e traiu o guardião “arsenalista”. Após o empate o SC Braga dispôs de várias oportunidades para empatar a partida, mas o resultado manteve-se até final. Um resultado injusto para os portugueses, mas um grande jogo de futebol num ambiente absolutamente espetacular. Está em aberto a eliminatória.

A FIGURA

Fonte: The Rangers FC

Ianis Hagi – Uma grande segunda parte por parte do talentoso prodígio Romeno. Marcou dois golos (demonstrando a sua incrível capacidade com os dois pés: um golo de pé esquerdo outro de direito. Um verdadeiro ambidestro) e contribui muito para o jogo da equipa, sobretudo quando ocupou espaços mais centrais. Belíssima exibição do filho da lenda Romena Gheorghe Hagi. A qualidade corre na família. Grande destaque também para o publico escocês, que mesmo com a equipa a perder por dois golos nunca deixou de apoiar o seu clube. Fundamental para a vitória.

O FORA DE JOGO

Fonte: SC Braga

Galeno – Jogo ingrato para o extremo brasileiro. Entrou para a posição de ala-defensivo, acabou por não estar muito bem do ponto de vista defensivo e ofensivamente acrescentou pouco à equipa. Não foi uma grande exibição de um jogador capaz de produzir muito mais

ANÁLISE TÁTICA – THE RANGERS FC

Os comandados de Steven Gerrard entraram nesta partida com o habitual esquema de 4-3-3. No meio campo o The Rangers FC alinhou com o habitual triângulo, com Steven Davis como pivot e Kamara e Scott Arfield como os médios mais adiantados. Na frente Morelos (a referência mais central) e os extremos Hagi e Ryan Kent estavam sobretudo atentos à profundidade nas costas da defensiva bracarense, especialmente no espaço entre Sequeira e Raul Silva. Os escoceses procuravam jogavam de forma mais curta numa primeira fase de construção, mas sempre atentos à profundidade. Com as entradas de Aribo e Stewart o Rangers melhorou muito ofensivamente. Defensivamente o esquema era semelhante: um 4-3-3, mas os médios mais adiantados baixavam e formavam uma linha de 3 mais junto à linha defensiva.

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Mcgregor (6)

Tavernier (6)

Goldson (6)

Katic (5)

Barisic (5)

 Steven Davis (7)

Kamara (6)

Scott Arfield (5)

Hagi (8)

Morelos (7)

Ryan Kent (6)

SUBS UTILIZADOS

Aribo (7)

Stewart (5)

Kamberi (5)

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A equipa “arsenalista” entrou em campo com o habitual esquema de 3-4-3. Abel Ruiz estreou-se e ocupou sobretudo ala esquerda, Trincão no lado direito (sempre à procura de espaço interior) e Paulinho apareceu como a figura mais central. Contudo, o trio atacante da equipa de Ruben Amorim estava em constante movimento existindo muito dinamismo e trocas posicionais entre os integrantes. O SC Braga esteve fortíssimo na primeira fase de construção, conseguindo sempre sair a jogar com qualidade apesar da fortíssima pressão da equipa de Glasgow. Os alas-defensivos dos Bracarenses tiveram sempre muito espaço, o que causou muitas dificuldades à defensiva de Steven Gerrard. Defensivamente a equipa portuguesa defendia num 5-2-3, com os alas a baixar para juntos dos centrais, deixando apenas o duplo pivot no meio campo. A lesão de Wallace obrigou Ruben Amorim a colocar Esgaio como terceiro central. Este contratempo prejudicou um pouco as dinâmicas defensivas da equipa  (no entanto, o perigo até surgiu sobretudo do lado esquerdo dos bracarenses).

ONZES INICIAIS E PONTUAÇÕES

Matheus (7)

Sequeira (5)

Raúl Silva (6)

Wallace (-)

Bruno Viana (6)

Esgaio (6)

Fransérgio (7)

Palhinha (6)

Trincão (7)

Paulinho (5)

Abel Ruiz (7)

SUBS UTILIZADOS

Galeno (5)

Ricardo Horta (5)

João Novais (-)

Foto de Capa: UEFA

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