A CRÓNICA: BALLACK DESBLOQUEOU, GUSTAVO MOURA MARCOU E O REAL SC CONQUISTOU OS TRÊS PONTOS

Real SC e Caldas SC defrontaram-se esta manhã no Complexo Desportivo do Real SC, em jogo da quarta jornada da Liga 3 (Zona Sul). As equipas surgiam separadas por um ponto, com seis para os visitantes (quarto lugar) e cinco para a equipa visitada. E o jogo demonstrou o equilíbrio verificado na tabela.

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Foi a equipa da casa a dar os primeiros sinais de perigo, privilegiando o lado direito do seu ataque. Primeiro, foi Ballack a aproveitar um passe de Pedro Gaio que ficou curto para ganhar a linha e cruzar para Gustavo Moura, que rematou por cima. Depois, o próprio Ballack rematou e ficou a queixar-se de um corte com o braço do defesa adversário, protestos que não foram atendidos pelo árbitro.

Respondeu o Caldas SC, igualmente com uma incursão pela direita e o remate de Leandro Borges, em boa posição, a sair para fora. Pouco depois, na sequência de um canto, foi André Sousa a aproveitar um corte para rematar de primeira, mas por cima.

O jogo estava numa toada equilibrada, e não muito bem jogada, até que, perto do intervalo (43 minutos) o Caldas dispôs da melhor oportunidade da partida, novamente no aproveitamento de um erro. O atraso de Romário Carvalho para o guarda-redes João Godinho ficou curto e Pedro Faustino desviou a bola do guardião. Quando se pensava que o esférico ia entrar na baliza, surgiu o corte decisivo de Clayton Sampaio. O intervalo chegou com um 0-0 que se justificava pela forma como estava o encontro.

No início do segundo tempo, foi o Real SC a criar a primeira grande ocasião. Novamente Ballack a ganhar no corredor direito a tirar um cruzamento tenso para a cabeça de Gustavo Moura, que se antecipou ao guarda-redes Luís Paulo, mas não conseguiu direcionar com a força suficiente para a baliza, permitindo o corte dos defensores visitantes.

Como seria de esperar, as substituições começaram a surgir por volta dos 60 minutos, com o Caldas a mexer primeiro. João Silva saiu, entrou para o seu lugar Luís Farinha, que foi fazer o corredor esquerdo, avançando Diogo Clemente no terreno. Pedro Faustino tentou ameaçar com um pontapé de fora da área na sequência de um canto, mas o disparo foi encaixado com segurança por João Godinho. O guarda-redes do Real ia borrando a pintura aos 68 minutos, ao agarrar a bola fora da área e a permitir um livre perigoso para o Caldas, mas Diogo Clemente atirou contra a barreira.

Foi já durante os 75 minutos que o Real mexeu pela primeira vez, com Wilson Kennedy a entrar para a saída de Mika Borges. Respondeu o Caldas com a entrada de Nuno Januário e a saída de Pedro Faustino. Sentia-se que ia ser difícil sair do nulo, mas a verdade é que o golo surgiu mesmo. 88 minutos, Ballack conseguiu isolar-se na direita e assistiu Gustavo Moura para o único golo da partida. Três pontos saborosos para o Real, que ultrapassa o Caldas na classificação.

 

A FIGURA

Ballack – Num jogo tão equilibrado, Ballack foi aquele que mais contribuiu para que o jogo desencaixasse. Teve participação decisiva no resultado, com a assistência para o golo de Gustavo Moura, mas antes disso, já tinha estado no melhor que a equipa produziu ofensivamente.

 

O FORA DE JOGO

Pedro Gaio – Fez todo o corredor esquerdo da equipa do Caldas e acabou por cometer um par de erros, um deles decisivo para o resultado final. Um corte falhado deixou a bola à disposição, que assistiu Gustavo Moura para o único golo do jogo.

 

ANÁLISE TÁTICA – REAL SC

A equipa de Luís Loureiro apresentou-se para este jogo num sistema tático de 5x2x3. Fábio Pala fazia o corredor direito do Real, Rúben Freire o esquerdo e o trio de centrais era composto por Paulinho, Romário Carvalho e Clayton Sampaio. Tiago Morgado e Rúben Marques eram os dois médios de corredor central, com Ballack, Mika Borges e o avançado Gustavo Moura a formarem o trio ofensivo. Os laterais Fábio Pala e Rúben Freire subiam pelos respetivos corredores no momento em que a equipa atacava, juntando-se à linha mais recuada em momento defensivo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Godinho (4)

Fábio Pala (5)

Romário Carvalho (4)

Paulinho (5)

Clayton Sampaio (6)

Tiago Morgado (5)

Rúben Marques (5)

Rúben Freire (5)

Mika Borges (5)

Ballack (7)

Gustavo Moura (6)

SUBS UTILIZADOS

Wilson Kennedy (5)

Cabissandin (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – CALDAS SC

A formação de José Vala veio para o jogo disposta igualmente num sistema de 5x2x3, com André Sousa a ser o central do meio, rodeado por Pedro Gaio (central esquerdo) e Militão (central direito). Diogo Clemente fazia todo o corredor esquerdo, com Juvenal Oliveira à direita. Yordi Marcelo e Leandro Borges ocupavam o meio-campo. Pedro Faustino, João Silva e o avançado João Rodrigues eram os três homens mais adiantados. Em momento ofensivo, os jogadores desdobravam-se em 3x4x3, com a subida dos laterais.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Luís Paulo (5)

Juvenal Oliveira (5)

Militão (5)

André Sousa (5)

Pedro Gaio (4)

Diogo Clemente (5)

Yordi Marcelo (5)

Leandro Borges (5)

Pedro Faustino (5)

João Silva (4)

João Rodrigues (4)

SUBS UTILIZADOS

Luís Farinha (5)

Gonçalo Chaves (-)

Nuno Januário (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Real SC

BnR: Não sei se gosta de individualizar ou não, mas pedia-lhe uma avaliação à exibição do Ballack. Num jogo tão encaixado, até pelos sistemas táticos, sente que os desequilíbrios do Ballack foram importantes para o Real?

Luís Loureiro: O Ballack é um jogador que, pelas suas características, tem tendência a desequilibrar e se tiver espaço, é aí que vai criar desequilíbrios. Fez um bom jogo, como grande parte da equipa. Sabíamos o que tínhamos de fazer e os jogadores que jogam mais adiantados é para isso mesmo, para criar desequilíbrios. O Ballack tem umas características que, visualmente, percebemos pela velocidade que desequilibra com mais facilidade, mas tanto o Gustavo como o Mika são jogadores com características diferentes e no jogo interior desequilibraram muitas vezes, gerando espaço nas costas para o Ballack explorar

 

Caldas SC

BnR: O Caldas passa a somar duas vitórias em casa e duas derrotas fora nesta Liga 3. Pergunto-lhe se tem objetivos a longo prazo nesta competição ou se vai ser jogo a jogo.

José Vala: O Caldas é uma equipa que se quer consolidar nesta nova Liga. Uma equipa que provavelmente é a única que continua a treinar ao final da tarde nesta Série E, mas não é isso que vai servir de desculpa para perder ou ganhar. A nossa ambição é sermos competitivos para estarmos mais perto de ganhar os jogos. Às vezes perdemos, mas com a atitude que tivemos e o futebol que estamos a praticar, vamos ganhar mais vezes do que perder. Queremos estabilizar o Caldas nesta Liga, o clube está a estruturar-se bem, tem os pés assentes no chão e quer consolidar-se nesta Liga.

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