Cabeçalho Futebol NacionalCom o início do novo ano, está oficialmente aberto mais um mercado de transferências. Neste mercado, todos os clubes na Europa procuram fazer alterações cirúrgicas nos seus planteis consoante as suas necessidades. Cá em Portugal não é excepção e os adeptos dos três grandes aguardam por reforços de inverno que possam fazer a diferença nas contas finais. Noutras épocas anteriores, as actuações dos três grandes no mercado de Inverno já foram decisivas nas contas do título e irei aqui recordar aqui algumas dessas actuações.

Decorria já a longínqua época de 1999/2000 e o Sporting CP, orientado por Augusto Inácio e presidido por José Roquette estava disposto a tudo para quebrar o jejum que já perdurava há 18 anos. Como tal, o clube decidiu reforçar uma equipa onde já figuravam jogadores de grande valia, tais como Beto Acosta, Peter Schmeichel e Pedro Barbosa.

Para o ataque, foi contratado o avançado belga Mbo Mpenza, que assumiria a titularidade na extrema-direita, fazendo estragos com a sua velocidade. Fez 22 jogos e marcou três golos e marcaria presença no EURO 2000. Já na defesa, foram contratados dois internacionais brasileiros que seriam fundamentais na solidez defensiva da equipa leonina: César Prates e André Cruz.

O lateral-direito assumiu a titularidade, realizando 18 jogos e marcando dois golos. Já o defesa-central assumiu a liderança da defesa e fez muitos estragos com o seu pé esquerdo na cobrança de livres directos, que lhe valeram cinco golos em 23 jogos, dois dos quais no jogo contra o Salgueiros, onde se daria oficialmente a “matança do borrego”.

Estes três reforços de inverno assumiram imediatamente a titularidade na equipa do Sporting, contribuindo de forma importante para uma segunda volta de grande produtividade da equipa leonina, onde inclusive derrotaram o FC Porto por 2-0. No final, sagrar-se-iam campeões nacionais 18 anos depois e quebraram o domínio do FC Porto, então pentacampeão nacional.

Passados cinco anos, estava mais um borrego por matar. O Sport Lisboa e Benfica atravessava o período de maior seca da sua história e, depois da conquista da Taça de Portugal na época anterior, o presidente Luís Filipe Vieira exigia a conquista do campeonato. A principal aquisição da época foi a do treinador Giovanni Trapattoni, que era então o treinador no activo com mais títulos conquistados.

Nuno Assis foi decisivo no Benfica 04/05 Fonte: eternobenfica.blogspot.pt
Nuno Assis foi decisivo no Benfica 04/05
Fonte: eternobenfica.blogspot.pt

Apesar de um bom arranque, a equipa viria a perder o gás nos meses de Novembro e Dezembro, ao venceram apenas duas das sete jornadas disputadas, o que aumentaria a contestação por parte dos adeptos. Uma das principais deficiências da equipa era o “buraco” existente no meio campo ofensivo da equipa.

Com a dispensa de Zahovic devido a um desentendimento com a “Velha Raposa”, o clube recorreria ao mercado interno para preencher a sua vaga. Por recomendação do então treinador-adjunto Álvaro Magalhães, acabaria por chagar Nuno Assis, vindo do Vitória de Guimarães.

O médio-ofensivo assumiria imediatamente a titularidade como nº 10, jogando no apoio a nuno Gomes, marcando um golo logo na sua estreia na vitória em casa do Moreirense por 2-1. No final, o SL Benfica quebraria um jejum de 11 anos com a conquista do campeonato, com o médio natural da Lousã a marcar três golos em 20 jogos.

Decorria a temporada de 2011/2012, quando seria o FC Porto a precisar a recorrer ao mercado de Inverno. Sob a orientação técnica de Vítor Pereira, o clube azul e branco perdera a liderança isolada do campeonato para o Benfica na 14ª jornada após empatar em Alvalade e o fosso aumentaria para cinco pontos no último fim-de-semana de Janeiro após uma derrota por 3-1 em casa do Gil Vicente.

Lucho González

Com poucos dias para agir, o clube azul e branco optaria por reforçar o ataque com a contratação do gigante ponta-de-lança austríaco Marc Janko. Com 1,96m de altura, o jogador contratado aos holandeses do Twente não mostrou os dotes que se esperavam dele, mas marcou alguns golos decisivos na recuperação dos Dragões. Fez 12 jogos e marcou 5 golos, mesmo não se tendo livrado do rótulo de “cone”.

Mas a contratação mais decisiva e mais bombástica seria a de Lucho González. El Comandante estava de regresso à Invicta após dois anos e meio nos franceses do Marselha e contrariou a máxima de que não devemos regressar ao sítio onde já fomos felizes. O médio internacional argentino fez mostrou a sua experiência e influência dentro e fora das quatro linhas. Marcou três golos em 16 jogos e seria decisivo na recuperação do FC Porto e na conquista do bicampeonato.

Os reforços de Invernos têm a sua marca no futebol português, e daqueles que já chegaram neste mercado e que ainda podem chegar, espera-se que algum deles de possa juntar a esta lista no futuro.

 

Foto de Capa: andrecruz50.blogspot.pt

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