A CRÓNICA: PRIMEIRA PARTE DO FC FAMALICÃO E SEGUNDA PARTE DE RIO AVE FC DITAM EMPATE NOS ARCOS

O Rio Ave FC chegou a este encontro depois de uma vitória em casa do Vitória SC e o FC Famalicão vinha de uma derrota em casa, contra o CD Santa Clara. Os momentos dos clubes faziam antever um sensível favoritismo para os da casa. Foi uma primeira parte atipicamente má para o conjunto da casa. Tarantini e Filipe Augusto, como elementos mais recuados do meio-campo, não estiveram bem e o Famalicão percebeu eu era aí que tinha que pressionar. Já na segunda metade, as substituições promovidas por Carlos Carvalhal surtiram efeito e tiveram influência direta nos dois lances que deram o empate ao Rio Ave. Foi um bom jogo de futebol, no qual o domínio foi repartido pelas duas equipas por partes. A palavra do jogo foi pragmatismo, esteve melhor em cada metade do jogo a equipa que conseguiu ser mais incisiva nas suas decisões. O conjunto da casa, deu uma vantagem de dois golos na primeira parte, mas na segunda foi a tempo de recuperar a desvantagem e de empatar o jogo.

 

A FIGURA

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Fonte: Swansea City FC

Carlos Carvalhal – Viu a sua equipa recolher aos balneários com dois golos de desvantagem e soube que substituições tinha que fazer para recuperar deste resultado negativo. Decidiu lançar Gelson Dala e Carlos Mané depois do regresso dos balneários e a dupla foi influente na ofensiva vila-condense. Ofereceram dinâmica e qualidade de decisão no último terço e foram a chave para que Carvalhal ainda conseguisse sair deste jogo com pontos.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: FC Famalicão

FC Famalicão – A equipa sensação da primeira volta não tem vindo a surpreender nas últimas jornadas. Não conseguiram ter bola e apenas conseguiram chegar aos dois golos na primeira parte, depois de ofertas do Rio Ave. A ideia de jogo parece estar algo gasta e os jogadores demonstram alguma desmotivação ao longo dos noventa minutos, algo que não tem sido típico neste conjunto de João Pedro Sousa.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Foi uma primeira parte fraca do Rio Ave, com várias desatenções no seu meio campo que levaram a perdas de bola comprometedoras. A equipa estava a tentar controlar o jogo com o seu típico 4-4-2, mas o meio-campo vila-condense não conseguiu ligar-se ao jogo e pecou por falta de pragmatismo. A ideia de jogo era simples: atrair a equipa do Famalicão para uma das alas e depois aproveitar os movimentos de Diego ou de Nuno Santos, a baixar, para colocar a equipa rapidamente na ala contrária, que estaria desocupada. Este modelo apenas resultou por duas vezes e foram esses os únicos momentos mais perigosos do Rio Ave na primeira parte, mas sem conseguir rematar à baliza uma única vez. A falta de posse de bola do Famalicão permitiu que o Rio Ave conseguisse controlar melhor a posse de bola na segunda parte. Carlos Carvalhal lançou Dala e Carlos Mané para a segunda metade e o angolano deu mais dinâmica ao ataque vila-condense. Se há algo que ficou bem claro neste jogo foi que o Rio Ave de Carlos Carvalhal não abdica da sua identidade de jogo, nem mesmo em situações extremas.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (6)

Matheus Reis (7)

Filipe Augusto (5)

Borevkovic (6)

Diogo Figueiras (5)

Tarantini (6)

Diego (6)

Nuno Santos (6)

Piazon (5)

Aderlan Santos (5)

Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

 

Gelson Dala (8)

Carlos Mané (7)

ANÁLISE TÁTICA – FC FAMALICÃO

Na primeira metade da partida, o Famalicão optou por pressionar os centrocampistas do Rio Ave. O conjunto de João Pedro Sousa acabou por conseguir aproveitar duas perdas de bola no seu meio-campo ofensivo e libertou sempre, rapidamente, a bola. Os visitantes abdicaram da posse de bola e procuravam recuperar a bola e ser pragmáticos na saída com bola, jogando num 4-3-3. Os laterais foram Lionn e Centelles (Coly foi para o banco e Ivo Pinto não foi convocado) e diferença notou-se. Houve mais consistência defensiva, mais entrosamento entre os jogadores e mais critério de decisão. Esta receita na primeira parte, mas na segunda, com as mexidas do Rio Ave, acabou por ser escassa. A equipa não conseguia sair do seu meio-campo, porque os alas estavam comprometidos defensivamente, face à boa pressão do Rio Ave. O conjunto da casa, deu uma vantagem de dois golos na primeira parte, mas na segunda foi a tempo de recuperar a desvantagem e de empatar o jogo.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vaná (6)

Lionn (6)

Rúben Lameiras (6)

Fábio Martins (7)

Gustavo Assunção (6)

Riccieli (6)

Toni Martinez (7)

Roderick (5)

Pedro Gonçalves (7)

Centelles (6)

Racic (6)

SUBS UTILIZADOS

Anderson(6)

Walterson (-)

Guga (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA 

Rio Ave FC

BnR: Mexeu bem à entrada para a segunda parte, mas não esgotou as alterações. Sentiu que, naquele momento crítico do jogo (depois do golo do empate) podia desequilibrar a equipa se fizesse a terceira alteração?

Carlos Carvalhal: A citação é esta: mexemos para ganhar. Fazemos 1-2 e um 2-2 e se marcarmos um 3-2 tenho que recompor a linha defensiva e como a equipa estava bem e reagiu bem e estava por cima no jogo, não senti necessidade de fazer essa terceira alteração.

FC Famalicão

BnR: Não é a primeira vez que o Famalicão se encontra numa posição confortável em jogo (em vantagem por mais de um golo) e que se deixa empatar. O que acha que está a faltar em termos táticos à sua equipa para conservar a vantagem?

João Pedro Sousa: Hoje defrontamos uma equipa fortíssima. E cabe-nos perceber que o Rio Ave tem as suas qualidades. Mas concordo que temos que gerir melhor esse momento do jogo para conseguirmos sari dos jogos com os três pontos. Vamos trabalhar nesse sentido para que não volte a acontecer.

Foto de Capa: Rio Ave FC