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Cabeçalho Futebol NacionalO Minho é uma região de turismo, e é também uma região de futebol. Uma região de futebol muito bem representada pelos seus principais dois emblemas: Sporting Clube de Braga e Vitória Sport Clube Há muitos anos que “espanhóis e marroquinos” se defrontam num derby que choca paixões e que para a região inteira.

Para além de serem os principais representantes da região a que pertencem, Sporting de Braga e Vitória de Guimarães também têm aspirações em comum. Actualmente, SC Braga e Vitória SC são tradicionais candidatos aos lugares de acesso às competições europeias. No entanto, apesar de ambos os clubes terem carimbado o acesso à Liga Europa na próxima época, os rivais minhotos terminam a época com sentimentos distintos.

O Vitória de Guimarães realizou uma das melhores épocas da sua história, com um quarto lugar alcançado com record de pontos e a chegada à final da Taça de Portugal. Já o Sporting de Braga, que aspirava aos lugares de acesso à Champions, não foi além do quinto lugar e perdeu a final da Taça da Liga para o também clube minhoto Moreirense FC.

Desde 2007/2008 que o Vitória de Guimarães não terminava o campeonato à frente dos rivais minhotos. E foi também nesta época que a equipa vitoriana derrotou o SC Braga no Estádio Axa pela primeira vez. Mas quais terão sido os factores que levaram a este desfecho?

Quanto ao SC Braga, pode-se dizer que o clube teve uma época má em todos os aspectos. Primeiro, começando pela decisão incoerente de António Salvador de contratar José Peseiro para treinador no início da época. Um treinador mal-amado pelos adeptos e para o qual, a conquista do primeiro título da “Era Salvador” em 2012/2013 não foi o suficiente para o manter no comando técnico da equipa na época seguinte.

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Apesar da derrota na Supertaça, a equipa bracarense até vinha a realizar um campeonato regular com o técnico coruchense ao leme, chegando a espreitar o segundo lugar. No entanto, a eliminação da Liga Europa num grupo relativamente acessível e a eliminação precoce da Taça de Portugal, consumada com uma derrota caseira contra o SC Covilhã ditaram o seu segundo despedimento em 2017.

Para a sua sucessão foi escolhido Jorge Simão, o treinador na então equipa sensação deste campeonato. E quando se deu a sua apresentação oficial, com certeza que os adeptos do clube bracarense estavam longe de imaginar os tormentos que aí viriam, que tornaram a contratação de Jorge Simão num fiasco.

Os arsenalistas esperam viver melhores dias na próxima época Fonte: SC Braga
Os arsenalistas esperam viver melhores dias na próxima época
Fonte: SC Braga

Antes de mais, o ex-treinador do GD Chaves estabeleceu uma meta para o clube no campeonato: 65 pontos. Pareceu-me uma meta pouco ambiciosa para um clube que aspira aos lugares de acesso à Champions. Vejamos, ao fim da primeira volta, o SC Braga tinha conquistado 39 pontos, faltavam 26 para os 65, sendo que na segunda volta iria receber os três grandes e o Vitória de Guimarães no seu estádio. Este sinal de pouca ambição pareceu ter deixado a equipa desmotivada.

Depois, em pleno mercado de Inverno, rebentou a polémica com o médio Marko Bakic e o defesa-central e capitão de equipa André Pinto, que resultou no encosto de ambos os jogadores, iniciou-se um ciclo de seis jogos seguidos sem vitórias, que iniciou na derrota na final da Taça da Liga contra o Moreirense FC. Este ciclo de maus resultados mostrou que a situação com os dois jogadores que ficariam a treinar na equipa B o resto da época, teve um impacto negativo no balneário.

E não foi apenas pela polémica com estes dois jogadores que o mercado de Inverno foi agitados para o Sporting de Braga. Foi também pelas muitas mudança que foram feitas no plantel, e que no final, só mostraram que estas satisfaziam mais os interesses do treinador do que as necessidades da equipa. Por exemplo, porque foram contratar o extremo Fede Cartabia, quando na posição já tinham Alan, Pedro Santos, Wilson Eduardo e Ricardo Horta?

Quando Abel Ferreira chegou para ficar na equipa principal bracarense, a quatro jornadas do fim, já era tarde. O mal já estava feito. Abel Ferreira teve apenas tempo para confirmar o descalabro, ao deixar-se ultrapassar pelo rival minhoto. No entanto, o presidente António Salvador (que foi reeleito no último fim-de-semana) mantém a sua confiança no técnico para liderar um novo projecto assente na aposta na formação.

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