A CRÓNICA: BASTOU A EXIBIÇÃO DO SC BRAGA QUE A VITÓRIA APARECERIA

Mais um jogo europeu no Estádio Municipal de Braga e, desta vez, o último da fase de grupos da Liga Europa. O SC Braga recebeu, em sua casa, o FK Zorya, em encontro para decidir em que lugar os minhotos passariam à próxima eliminatória da competição.

Sentia-se um clima frio no ar, mas um jogo bastante quente como o esperado. A primeira oportunidade flagrante de golo na partida teve lugar logo nos três minutos iniciais, onde o estreante Zé Carlos, jovem jogador da formação da equipa minhota, desperdiçou um golo quando, na sua frente, nem Shevchenko tinha dada a confusão que se instalou na área após uma jogada do Braga. Zé Carlos rematou em carga e a bola passou por cima da trave da baliza dos visitantes.

A primeira parte demonstrou bastante equilíbrio na forma de jogar de ambas as equipas, mas a capacidade de decisão e a criação de oportunidades prevaleceu na formação do Minho. Aos 20 minutos, depois de um excelente cruzamento, e consequente mudança de flanco, por parte de Galeno, foi André Horta a receber a bola e a rematar em direção à baliza do Zorya, mas, mais uma vez, a bola tirou tinta à trave.

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Em jeito de resposta, a equipa ucraniana, poucos minutos depois, criou uma jogada de grande perigo que podia ter mesmo dado golo, não fosse a intervenção rápida de Tiago Sá ao remate de Gromov.

O jogo prosseguiu nos mesmos trâmites, com um Braga por cima do encontro onde existiu mais uma oportunidade perdida. Nem à terceira foi de vez. Passavam 34 minutos do apito inicial e Galeno, na cara de Schevchenko, num remate de primeira após cruzamento de Zé Carlos, rematou ao lado em mais uma oportunidade flagrante de golo. E na jogada seguinte, Abel Ruiz, totalmente isolado, rematou em direção ao corpo do guarda-redes ucraniano.

E estes minutos não deram descanso. Em contra-ataque, foi o Zorya, através de Kabaev, a visar a baliza dos guerreiros. Tiago Sá não conseguiu chegar à bola que, felizmente para a equipa da casa, não entrou na baliza e passou ao lado do poste esquerdo por meros centímetros.

Chegou o recolher ao balneário para o intervalo e jogo permaneceu num empate a zeros. No recomeço da partida, na sequência de uma falta cometida sobre Raul Silva, foi assinalado pontapé a favor dos Guerreiros. João Novais conseguiu fazer o crossbar challenge na perfeição, ao fazer a bola bater na trave da baliza de Schevchenko com bastante estrondo. Era mais uma hipótese para inaugurar o marcador que, aos 55 minutos, ainda permanecia da mesma forma como começou.

Mas esse mesmo golo que os minhotos procuravam não tardou a chegar depois do início da segunda parte. Dez minutos depois do remate estrondoso de João Novais, o golo da vantagem do Braga apareceu. Aos 62 minutos, após uma jogada individual de Galeno, foi Abu Hanna a inserir a bola dentro da baliza da sua equipa. O auto-golo do jogador israelita acabou a favorecer a turma de Carlos Carvalhal.

Só o primeiro custou a entrar. Nem dez minutos foram precisos para o Braga aumentar a vantagem, através de Ricardo Horta. Tinha acabado de entrar na partida, à semelhança de Iuri Medeiros, que fez uma assistência fundamental e brilhante para a finalização de Horta. Aos 70 minutos, o marcador ditava o 2 a 0 para a formação minhota.

O jogo pouca mais história teve, a não ser o equilíbrio que existiu desde o início do encontro. O Zorya não tentou pressionar tão agressivamente, dado que nada viria a obter se o resultado fosse diferente e o resultado manteve-se inalterado.

Desta forma, o Braga acabou por vencer a equipa ucraniana por 2-0 e carimbou oficialmente a passagem à próxima eliminatória da Liga Europa.

 

A FIGURA

¡DESCANSO en el Estádio Municipal de Braga!#SCBraga 0 – 0 #FCZoryaLuhansk pic.twitter.com/n8o751GpYA

— Fútbol Portugal © 🇵🇹 (@FutbolPortugal) December 10, 2020

Capacidade ofensiva do SC BragaSe o jogo ficou decidido e a formação de Carlos Carvalhal venceu, foi graças ao jogo que tanto o meio-campo como o ataque fizeram, pois, a ligação entre os dois setores do campo foi implacável. Foi uma equipa que soube como decidir nos momentos certos, soube pressionar o adversário devidamente criando inúmeras oportunidades de golo. Apesar das alterações no marcador terem tardado a chegar, era notório que a equipa minhota ia acabar por concretizar, dada a carga ofensiva demonstrada e também a qualidade que transpareciam dentro das quatro linhas.

 

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Raul Silva – Não esteve na sua melhor forma, nem fez a melhor das exibições. Passou pelos pingos da chuva, pois a sua agressividade, em certos momentos do encontro, podia ter dado errado para o conjunto bracarense. Cabeça quente em alguns momentos decisivos nas jogadas ofensivas do Braga, onde podia ter decidido de uma maneira mais correta.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal mudou o esquema a que já tinha habituado toda a gente. Desta vez, optou por um 4-3-3 e com caras novas no onze inicial, relativamente ao do último encontro frente ao Belenenses SAD.

As mudanças começam na baliza, onde Tiago Sá veio render Matheus. Na defesa só se manteve David Carmo que foi acompanhado por Tormena, Raul Silva e o jovem da formação Zé Carlos. O meio-campo também foi alterado, onde a única similaridade foi Horta, mas o escolhido para o encontro foi André. Os restantes médios escolhidos foram o veterano Fransérgio e João Novais. A frente da ataque da formação de Carvalhal foi constituída por Galeno, Abel Ruiz e Schettine, sendo este último o homem mais avançado no terreno.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Tiago Sá (7)

Zé Carlos (7)

Tormena (6)

João Novais (7)

Abel Ruiz (6)

André Horta (7)

David Carmo (6)

Fransérgio (6)

Raul Silva (5)

Galeno (8)

Schettine (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulinho (6)

Ricardo Horta (8)

Iuri Medeiros (7)

Bruno Viana (6)

Al Musrati (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – FK ZORYA

Skripnik fez algumas alterações na sua equipa, principalmente a nível do esquema tático. No último encontro que a equipa realizou foi utilizado um 4-4-1-1, e no encontro frente ao SC Braga, o treinador ucraniano optou por utilizar um 4-3-3.

A baliza permaneceu defendida por Schevchenko. A defesa foi composta por Ciganiks, Abu Hanna, Ivanisenia e Favorov. O meio-campo, que passou a ser composto apena por três jogadores, ficou servido com Yurchenko, Kochergin e Nazaryna. Na frente de ataque, Gromov e Kabaev, apesar de mais influentes no jogo, estavam encarregues de servir Gladky, o homem mais avançado no terreno por parte da equipa ucraniana.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Shevchenko (6)

Favorov (6)

Ivanisenia (6)

Abu Hanna (5)

Ciganiks (5)

Nazaryna (6)

Kochergin (6)

Yurchenko (7)

Kabaev (6)

Gladky (6)

Gromov (7)

SUBS UTILIZADOS

Perovic (6)

Lunyov (6)

Hryn (5)

Poddubny (-)

Khomchenoskyi (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FK Zorya

Não foram colocadas questões ao técnico do FK Zorya, Viktor Skripnik.

SC Braga

BnR: Como é que o mister viu o jogo e quais são as expectativas perante a próxima fase desta competição?

Carlos Carvalhal: É uma vitória que deixa um treinador extremamente feliz. Fizemos várias mudanças e fizemos com que o jogo não parecesse tão difícil. Chegámos ao 1-0 com naturalidade e o 2-0 surgiu da mesma maneira. Todos os meus jogadores estão preparados para ir a jogo. Sobre o sorteio, gostava de ter uma equipa inglesa forte. Os níveis motivacionais seriam muito altos, mas é apenas uma preferência. Saia quem sair, vamos estar preparados para enfrentar e ultrapassar a próxima fase.

 

 

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