A CRÓNICA: DE PRIMEIRA PARTE PRETA E BRANCA PARA UMA SEGUNDA PARTE DE PIAZON

No primeiro jogo após o fecho do mercado de inverno, o Estádio Municipal de Braga acolheu o duelo entre o SC Braga e o Portimonense SC, tal como as estreias de Sporar e Borja pelos guerreiros do Minho.

O jogo não começou de feição para o SC Braga. Logo aos seis minutos, depois de uma falta algo dura, André Castro foi forçado a ser substituído por lesão, dando o lugar a André Horta e, assim, a remodelar o meio-campo bracarense.

A sorte apareceu no jogo, mas a favor do Portimonense. Depois de um rasgar imaculado pelo flanco por parte de Beto, foi Aylton Boa Morte que só precisou de encostar ao segundo poste da baliza de Matheus para abrir o resultado em Braga. Aos 24 minutos, 1-0 a favor dos forasteiros.

O golo do SC Braga esteve mesmo à vista. Depois de um cruzamento teleguiado de Sporar, foi Galeno que rematou para a bola passar a centímetros da baliza de Samuel. Estava a faltar a “estrelinha” aos minhotos para conseguirem finalizar. Os comandados de Carlos Carvalhal chegavam muitas vezes à área do Portimonense, mas a capacidade de finalização teimava em não aparecer.

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A primeira parte pouca história teve para além de um manancial de jogadores no relvado a queixarem-se de lesão e um golo do Portimonense. Uma primeira metade partida, com boas oportunidades para cada uma das equipas, mas o Portimonense levava a real vantagem e a que verdadeiramente importa: a do marcador.

A segunda parte começou como um espelho da primeira, a nível de jogo jogado. A nível de golos foi diferente. Aos 63 minutos, Lucas Piazon foi a “estrelinha” que faltava e, mesmo fora da grande área, à lei da bomba, rematou para a baliza de Samuel. A bola embateu no poste direito, mas acabou por entrar e viu-se um golo brilhante por parte do jogador dos minhotos. Dizer que foi golaço é fazer um favor.

Foi preciso igualar o marcador para o SC Braga aparecer decisivo na partida. Depois de Piazon fazer o gosto ao pé, os guerreiros não tiraram o pé do acelerador e só eles atacavam na partida. Aos 72 minutos, mais uma grande oportunidade, nos pés de Ricardo Horta, que converteu a grande penalidade assinalada pelo árbitro Rui Costa e, desta forma, o SC Braga fez a reviravolta no marcador. A pouco mais de um quarto de hora do final da partida, a turma de Carvalhal via-se a vencer por 2-1.

Ainda existiu um momento de sufoco já perto do final do tempo regulamentar. O Portimonense podia ter mesmo empatado a partida. Instalou-se a confusão na pequena área de Matheus e a bola parecia perdida. No entanto, acabou mesmo nas mãos do guardião do SC Braga e tudo permaneceu igual: minhotos na frente e algarvios em desespero.

Ficou mesmo tudo igual quando Rui Costa deu o apito final. O SC Braga venceu o Portimonense por 2-1, num encontro marcado pela pressão algarvia na primeira parte e o senhor golo de Piazon que marcou a reviravolta no marcador.

 

A FIGURA

Ataque do SC Braga na segunda parte – Foi preciso o golo “do meio da rua” de Piazon (que foi, realmente, a estrela do encontro) para reanimar o SC Braga. As transições ofensivas dos minhotos na segunda metade foram fulcrais para a reviravolta no resultado. A isso juntou-se a perseverança e um Portimonense inconsolável.

O FORA DE JOGO

Defesa do SC Braga – Se, por um lado, a vertente ofensiva do SC Braga esteve imparável na segunda parte, depois do golo de Piazon, a vertente defensiva já teve dias muito melhores. Apanhada de surpresa nas transições ofensivas do Portimonense, a defesa bracarense apareceu muitas vezes descompensada e mal posicionada. Podia ter sido realmente fatal na luta pela vitória.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

Carlos Carvalhal moldou um 4-4-2, adaptado para incluir as estreias de Borja e Sporar. Matheus alinhou na baliza e a linha defensiva foi composta por Rolando e David Carmo, na zona central, e o estreante Borja a par de Ricardo Esgaio, nas laterais.

O meio-campo começou com o alinhamento de Al Musrati, Piazon, Ricardo Horta e André Castro. Este último foi forçado a ser substituído após lesão e André Horta ocupou o seu lugar.

Na frente, encontravam-se Sporar e Galeno. Apesar de ocupar uma posição avançada “no papel”, Galeno descia no terreno para apoiar o setor médio, para fazer a ligação com Sporar, o ponta de lança estreante dos minhotos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Borja (5)

Rolando (4)

David Carmo (4)

Ricardo Esgaio (5)

Ricardo Horta (7)

André Castro (-)

Al Musrati (6)

Lucas Piazon (7)

Sporar (7)

Galeno (6)

SUBS UTILIZADOS

André Horta (6)

Tormena (5)

Abel Ruiz (6)

Nicolas Gaitán (6)

Raul Silva (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

Paulo Sérgio montou um 4-4-2 para este encontro com o SC Braga. Ricardo começou na baliza, mas cedo teve de ser substituído por lesão, dando lugar a Samuel.

A defesa foi montada pela dupla de Lucas, com Anzai e Fali Candé nas alas. O meio-campo foi ocupado pelo capitão Dener, Ewerton, Luquinha e Henrique, sendo que estes dois últimos foram os jogadores fulcrais na construção de jogo ofensivo para Beto e Aylton Boa Morte (como foi notório no golo do Portimonense, na primeira parte).

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Ricardo (-)

Anzai (6)

Lucas Tagliapietra (6)

Lucas Possignolo (6)

Fali Candé (6)

Dener (6)

Ewerton (5)

Luquinha (6)

Henrique (7)

Aylton Boa Morte (7)

Beto (7)

SUBS UTILIZADOS

Samuel (6)

Fabrício (6)

Bruno Moreira (5)

Anderson (5)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SC Braga

BnR: Pergunto-lhe sobre a situação de André Castro, se é de alguma forma grave, e também lhe pedia um comentário relativamente às estreias de Sporar e Borja.

Carlos Carvalhal: A situação do André parecia mais grave, mas é uma pequena entorse tibiotársica, não parece ser nada por aí além. Sobre o Borja e o Sporar, deram excelentes indicadores. O Borja fez bom jogo pelo corredor esquerdo. Valorizei muito a sua prestação e, com o tempo, foi melhorando, tal como o Sporar. Com o tempo, vão melhorar muito mais, principalmente no enquadramento com os colegas. O Sporar fez uma boa prestação, não conhece ainda as rotinas da equipa. Ambos tiveram de ir para dentro e nós estávamos necessitados de gente fresca para nos poder ajudar.

Portimonense SC

BnR: Depois de ver a equipa sofrer esta reviravolta, o que sente que faltou por fazer, em campo, para conseguir chegar à vitória?

Paulo Sérgio: Faltou fazer golos e não sofrer golos. Quanto ao jogo, faltou fazer tudo. O Braga foi muito forte. A equipa trabalhou. Trabalhou para impedir a fluidez do SC Braga. Sofremos um golo de bandeira, o Piazon sacou um golo fabuloso e pouco podíamos fazer. Deixa-nos um sabor amargo de frustração. Com mais discernimento, tínhamos feito o segundo golo. A equipa mostrou qualidade e coragem. Tiro-lhes o chapéu pelo trabalho que fizeram. O resultado não traduz o que foi o jogo, mas o futebol é isto. Estamos frustrados.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

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