Dois anos depois, a festa da Taça está de regresso à Pedreira. Eliminado por Covilhã e Rio Ave ainda cedo na prova nos últimos dois anos, o Braga queria acabar com esse registo negativo e voltar a sorrir numa prova em que recentemente disputou duas finais consecutivas (vencendo uma). 

Pela frente, tinha os açorianos do Praiense, do Campeonato Nacional de Séniores, que quereriam deixar uma boa imagem e tentar aproveitar esta oportunidade única para inscrever o seu nome na história do futebol nacional.

Braga cedo tomou conta do meio campo adversário
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

Desde cedo se percebeu que o Braga estava dominador, com este a instalar-se no meio-campo adversário. No entanto, as boas trocas de bola não resultavam em jogadas de perigo e até foi a equipa visitante que, aos 22’, mais se aproximou do golo após uma defesa incompleta de Marafona, mas a defesa arsenalista foi mais rápida a responder.

Nos minutos finais do primeiro tempo, o Braga aumentou a pressão e colocou a bola bem perto da baliza de Tiago Maia, especialmente através de bolas paradas, mas não conseguiu acertar com o golo.

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A segunda metade do encontro começou com o Braga a, finalmente, dar substância ao seu domínio, chegando à vantagem por Novais. Tudo parecia encaminhado para os da casa, mas assim não o seria. Aos 64’ o Praiense chegou perto e um remate de meia distância foi parado por Marafona. Na sequência, o canto daria uma bola no poste.

Pouco depois, Fonseca aproveitou um erro no início da construção do Braga e tentava isolar-se quando foi travado em falta por Raul. O brasileiro levou um amarelo que bem poderia ter sido mais avermelhado. Na marcação da bola parada, os açorianos levaram a bola à trave, mas de pouco importou, porque Novais fez falta e o árbitro aportou para a marca dos onze metros. Chamado a converter, o capitão João Peixoto assim o fez e colocou tudo de novo igualado.

Já está! Peixoto converte e Praiense empata
Fonte: José Baptista/Bola na Rede

A partir daí, o Braga tentou retomar o controlo, mas acusava a pressão e não se conseguia organizar da melhor forma. Quando já pairava no Estádio o espectro do prolongamento, o inevitável Paulinho respondeu da melhor forma a cruzamento da esquerda em livre de Sequeira e permitiu a este repórter e aos 3349 espectadores escapar a mais meia hora ao frio.

O vencedor foi mesmo o esperado, mas um Praiense muito bem organizado deu muita mais luta do que o esperado e sai do Minho de cabeça erguida.

SC Braga: Marafona; Sequeira, Raul, Bruno Viana, Goiano; Fábio Martins (Eduardo Teixeira 67’), Palhinha, Novais (Fransérgio 87’), Murilo; Paulinho, Wilson Eduardo (Ricardo Horta 79’)

Vitória FC: Tiago Maia; Careca, Cristiano, Moniz, Magina (Fonseca 71’), Celso Raposo, Vitinha, Danny, Forbs (Buba 58’), Itto Cruz, João Peixoto