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Pergunta da semana: alguém consegue acertar no próximo onze que o mister Abel Ferreira fará alinhar pelo Sporting Clube de Braga? Tarefa árdua parece-me. Tão árdua que daqui a pouco já estou a ver a Santa Casa da Misericórdia a criar um novo jogo, onde o objectivo é acertar nesse mesmo onze, podendo ser a compensação de tal “sorte” um valor bem chorudo.

Ora vejamos: se contarmos com os jogos do campeonato e o primeiro jogo da fase de grupos da Liga Europa, podemos constatar que o mister nunca manteve o mesmo onze em dois jogo seguidos. Sinceramente,  agora um pouco mais a sério, se me perguntarem o onze tipo do Braga, eu não consigo dizer-vos qual é.

Parece começar a existir uma base de alguns jogadores que têm repetido a titularidade, mas, sinceramente, há algo que não entendo: Esgaio após brilhar na Alemanha, é pouco depois retirado do onze? Sequeira, mesmo sendo verdade que Jefferson tem demonstrado debilidades defensivas, é superior ao ex-jogador do Sporting? Não sei porquê, mas eu, se fosse adepto do clube arsenalista, acho que ainda ia ter saudades do Baiano e do Djavan. Bruno Viana ou Rosic são superiores a Ricardo Ferreira, que após se ter exibido a alto nível na Luz (e vindo de lesão) é reenviado para o banco de suplentes? Quem são os homens do meio campo? Vukcevic e Fransérgio? Danilo? Então o Xadas é suplente do Fábio Martins que este ano tem estado particularmente pouco inspirado e muito faltoso? O Paulinho e o Hassan são para manter, ou daqui a pouco veremos o Dyego Sousa ou o André Horta também no onze?

Têm sido constantes as mudanças que o treinador do Braga tem vindo a efectuar no onze arsenalista Fonte: SC Braga
Têm sido constantes as mudanças que o treinador do Braga tem vindo a efectuar no onze arsenalista
Fonte: SC Braga

Com isto tudo, quero simplesmente transmitir-vos que primeiro não percebo algumas alterações no plantel do Braga para este ano, segundo não percebo porque não jogam sempre as mais valias, ficando muitas vezes no banco de suplentes ou na bancada, e terceiro, a verdadeira razão desta pequena análise: estará o treinador do Braga a fazer o mais correcto?

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Face a um plantel mais ou menos homogéneo em termos de valores individuais, será que esta constante alteração dos elementos que jogam, irá, mais para o meio da época, fazer-se notar tanto na disponibilidade física como mental de todo o grupo, não se notando a falta de alguns titulares (até porque na realidade quase não os há)? Será que a tecla “batida” por quase toda a comunicação social de que os treinadores devem ter um onze base e alterá-lo pouco de um jogo para o outro, afinal, não será contrariada se o Braga for um Braga de sucesso nesta época e o seu treinador mantiver esta rotação?

E até ao momento? Tem o treinador do Braga tirado proveito destas alterações? Foi graças a estas constantes alterações que o Braga ganhou na casa de um clube alemão que cinco dias antes havia ganho ao crónico campeão alemão por 2-0? Ou terá sido daqueles jogos em que as mudanças no onze habitual do Hoffenheim (que também ocorreram) e a “sorte” do jogo, conjugadas, ditaram um resultado tão pouco provável quanto histórico? Estaria este Braga mais “seguro” nos seus jogos, mais “mandão”, mais constante, se mantivesse um onze onde as movimentações de cada jogador eram mais previsíveis para os colegas de equipa, onde os mecanismos da equipa se faziam notar com mais naturalidade?  Serão, com certeza, respostas que teremos daqui a mais algumas jornadas, quando se conseguir fazer um balanço mais fidedigno.

Até lá, divirtam-se a tentar adivinhar o onze do Braga para o confronto da Liga Europa e depois deixem-se surpreender. Deixo aqui a minha “lotaria”: Matheus; Esgaio, Ricardo Ferreira, Bruno Viana e Jefferson; Fransérgio e Vukcevic, Bruno Xadas e João Carlos Teixeira; Paulinho e Hassan. Qual é a vossa?

Foto de Capa: SC Braga

artigo revisto por: Ana Ferreira

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