DRAGÕES PROCURAM DESFORRA NA PEDREIRA BRACARENSE

A primeira final da temporada 2019/2020 no futebol português está mesmo aqui à porta! Depois de dois excelentes jogos nas meias-finais desta Final Four, ambos com um marcador de 2-1 e emoção até ao fim, estão encontrados os dois finalistas da Taça da Liga: SC Braga e FC Porto.

Para os “Gverreiros do Minho” esta será a sua terceira final da competição, tendo vencido em 2012/13 o troféu – precisamente frente ao FC Porto –, no Estádio Municipal de Coimbra, e perdido em 2016/17, numa partida disputada no Estádio do Algarve frente ao Moreirense FC, naquele que foi o “ano zero” do formato “Final Four”.

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Já para os Dragões esta será a sua quarta final, tendo perdido todas as anteriores, tornando a Taça da Liga um troféu muito cobiçado para o seu Museu, visto ser o único que lá não marca presença.

  • 2010/2011: SL Benfica 3 – 0 FC Porto (Rubén Amorim, hoje treinador do SC Braga, marcou nesse jogo. Os azuis e brancos eram treinados por Jesualdo Ferreira);
  • 2012/2013: SC Braga 1 – 0 FC Porto (José Peseiro, que já passou pelos quatro clubes presentes nesta fase final, era o treinador do bracarenses);
  • 2018/2019: Sporting CP 1 – 1 FC Porto (A primeira de duas finais perdidas por Sérgio Conceição para os “Leões” na época passada, esta por 3-1 nas grandes penalidades).

Apesar de ser uma final e, por isso, sem um jogo muito interessante de seguir, este SC Braga vs FC Porto tem ainda um picante extra. Há uma semana atrás, a contar para a Primeira Liga Portuguesa, os bracarenses foram vencer ao Estádio do Dragão – algo que já não acontecia há 15 anos – e, fruto da vitória do SL Benfica em Alvalade, “aumentaram”, indiretamente, a desvantagem dos azuis e brancos para sete pontos, em relação ao campeão nacional. A possibilidade de ganhar um título já dá motivação suficiente ao clube da invicta, mas conseguir a desforra desta derrota ainda “fresca”, com uma exibição convincente, vai ser também um objetivo.

Por outro lado, estou curioso para ver como se irá sair Rúben Amorim neste exigente teste, ele que está em estado de graça desde que assumiu o comando técnico do SC Braga porque só sabe ganhar: quatro vitórias, 13 golos marcados e apenas quatro sofridos.

COMO JOGARÁ O SC BRAGA?

A equipa bracarense deverá entrar em campo com uma estratégia semelhante àquela que dispôs frente ao FC Porto, no Estádio do Dragão. Um 4-4-2 que na verdade, em momento defensivo, é um 5-2-3, com o Tormena – que ganhou uma nova vida – a juntar-se aos centrais, Esgaio fecha pela direita e Sequeira pela esquerda. Os dois médios reforçam a zona central (o que facilita no momento da saída da bola, assim que a mesma é recuperada), com os dois extremos bem projetados na frente, de forma a “alimentarem” bem o ponta-de-lança de serviço. O importante para Rubén Amorim é colocar muitos homens no meio campo adversário.

Em ataque posicional é muito mais um 4-4-2, com Tormena a fazer de lateral direito, Esgaio a funcionar como médio/ala, com muita capacidade para chegar à frente, e um dos extremos de que falei acima atua mais pelo meio junto ao ponta-de-lança (vão alternando nesta missão).

JOGADOR A TER EM CONTA

Galeno fez a cabeça em água aos médios e defesas do Sporting CP, na meia-final Fonte: SC Braga

WENDERSON GALENO (SC BRAGA) – Forte no corpo a corpo, tecnicista e com uma tremenda facilidade para visar a baliza. Este é o Galeno que pode ser chave nesta segunda fase da época em Braga. Em cima disto que acabei de dizer, creio que irá dar tudo aquilo que tem para conseguir fazer uma exibição de luxo contra… O seu antigo clube. O brasileiro era jogador do FC Porto e depois de sucessivos empréstimos, saiu em definitivo para os “Gverreiros”. Para mim, vai provar – mais uma vez – que tinha qualidade para fazer parte do plantel azul e branco para esta temporada.

XI PROVÁVEL: Matheus, Tormena, Bruno Viana, Raul Silva, Sequeira, João Palhinha, Fransérgio, Ricardo Esgaio, Galeno, Trincão e Paulinho.

COMO JOGARÁ O FC PORTO?

A turma de Sérgio Conceição deverá repetir o mesmo onze que entrou em campo frente ao Vitória SC – se não houver problemas físicos de nenhum jogador –, na meia-final da Taça da Liga. Um 4-2-3-1 que pode transformar-se facilmente num 4-3-3, com os laterais muito ofensivos, Marega a assumir-se mais como extremo ou “10”, atrás do ponta-de-lança, dois médios de contenção e o “joker”, de quem vamos falar abaixo, Otávio, que é quem mais faz mexer o sistema, de acordo com as necessidades da equipa.

JOGADOR A TER EM CONTA

Otávio é hoje um jogador muito mais completo
Fonte: Bola na Rede

OTÁVIO (FC PORTO) – Se destacasse aqui Tiquinho Soares seria igualmente justo, mas vou recuar um pouco no terreno para falar de Otávio. Uma mutação incrível nas mãos de Sérgio Conceição transformaram este brasileiro que era um jogador muito mais de ataque – um “10”, se quiser –, num verdadeiro “box-to-box” de qualidade. Tem qualidade técnica para encontrar os jogadores que marcam golos de forma fácil, tem uma boa meia-distância e agora junta a tudo isto uma tremenda capacidade de pressão e roubo da bola. Pelo lado negativo, é o seu feitio “brigão” dentro de campo que às vezes pode fazer com que as pessoas falem do acessório, em vez do essencial.

XI PROVÁVEL: Diogo Costa, “Tecatito” Corona, Mbemba, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Uribe, Otávio, Luís Diaz, Marega, “Tiquinho” Soares.

Foto de Capa: Liga Portugal

Artigo revisto por Joana Mendes

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