Depois da já expectável saída de Ivo Vieira do comando técnico do Vitória Sport Clube, várias foram as notícias que garantiam Mário Silva, ex-treinador do UD Almería, como o mais provável candidato ao lugar. Por essa razão, o anúncio de Tiago Mendes como o novo treinador dos vimaranenses caiu que nem uma bomba nos corredores do futebol português. Esta será também a primeira experiência do ex-médio como treinador principal.

Esta época, o Vitória não alcançou o objetivo do apuramento europeu e ficou algo aquém das expectativas, o que levou à saída de Ivo Vieira. Agora, com Tiago no comando da equipa, o clube espera recuperar o estatuto europeu e a consistência que não teve.

Mas a inexperiência do agora treinador do Vitória leva-nos a questionar as expectativas do clube. Na base desta escolha estará, com certeza, a esperança de um resultado semelhante ao contributo de Rúben Amorim no SC Braga e, mais tarde, no Sporting CP, com um impacto imediato na equipa e a aposta em jovens de qualidade.

Só o tempo dirá se foi a escolha certa, para ambos os lados. Certo é que as influências de Tiago a nível do treino levam a crer que terá as ferramentas necessárias para conduzir a equipa ao sucesso. Depois de ser treinado por nomes como Jesualdo Ferreira, José Mourinho e Claudio Ranieri, nos últimos sete anos da carreira foi liderado por Diego Simeone, que considera ser o treinador mais marcante da sua carreira, conquistando, juntos, vários títulos importantes.

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No entanto, como jogadores, Simeone e Tiago tinham posturas muito diferentes. O argentino sempre se destacou pela agressividade com que se entregava ao jogo, enquanto Tiago primava pelo requinte técnico e inteligência. Mas se há algo que ficou com o médio português dos seus tempos como ‘colchonero’ foi a forma de liderar de Simeone, que o encantou e com a qual se sentia muito identificado. Resta saber se, a nível tático, terá a mesma abordagem defensiva que o seu ex-treinador.

A partir de 20 de setembro, data prevista para o início da temporada 2020/21 da Liga, teremos oportunidade para ver o novo Vitória em ação e ver que pedaço de ‘Cholismo’ teremos em Portugal.

Artigo revisto por Joana Mendes