Vitória SC 1-3 Rio Ave FC: Rapidez e eficácia versus oportunidades e ineficácia

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A CRÓNICA: HISTÓRIA NO DOM AFONSO HENRIQUES

Um duelo que inicia com uma dominância clara da equipa da casa, criando oportunidades desde o primeiro minuto. No entanto, ainda que sufocados, os jogadores do Rio Ave FC vêem o marcador sorrir na sua direção, mesmo com um golo anulado a Carlos Mané após análise do lance.

É após uma tentativa perigosa às redes do Rio Ave FC que Vitória SC acaba por perder a bola, após dois remates completamente falhados, por parte de André André e Pepelu. Gelson Dala recupera a bola cedida pela formação vitoriano e coloca a velocidade de Carlos Mané me prova. Velocidade esta que parece supersónica e que enche as redes de Bruno Varela, embora Mumin ainda tente impedir este desfecho final.

E é novamente na velocidade que surge o segundo golo da equipa vila condense. Desta vez, Gelson Dala surge isolado e remata para golo, deixando Bruno Varela sem qualquer hipótese de defesa.

A verdadeira oportunidade surge de um passe extraordinário de Ricardo Quaresma para Sacko, o central cruza procurando Estupinan na grande área da equipa visitante, que se vê cair por embate com Kieszek. Os conquistadores ficam a pedir penálti, mas o mesmo é negado aos 35’, após Gustavo Correia conferir o VAR.

Uma segunda parte com os primeiros vinte minutos muito fracos tecnicamente, com algumas oportunidades de ambos os lados, mas sem grande perigo iminente. É aos 70’ que o Vitória SC vê uma oportunidade surgir. Marcus Edwards procura por André André na grande área, mas o médio português é ceifado pelo homem do Rio Ave, Filipe Augusto. O árbitro confirma o pontapé de penalti. Quaresma é o homem escolhido para bater a grande penalidade. Embora falhe a primeira tentativa, consegue converter a bola em golo com recarga.

O Rio Ave não se mostra satisfeito e Gelson Dala converte a parvoíce de Bruno Varela no terceiro para a formação visitante, com a baliza completamente aberta.

Começam a faltar as forças físicas e psicológicas para lutar perante tal resultado avolumado. O Vitória SC continua exaustivamente a tentar, mas sem grandes perigos. Assim, a equipa da casa quebra o ciclo sem derrotas no campeonato deste novo ano e vê-se deslizar na própria casa contra o atual nono classificado.

 

 A FIGURA

 

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Vídeo-árbitro – Esteve envolvimento em vários lances e não pecou em nenhum momento no qual esteve mencionado. Assinalou fora de jogo quando Gelson Dala se encontrava em posição irregular, negando o golo ao avançado angolano da formação do Rio Ave. Há que criticar quando o contrário acontece, mas, neste final de tarde em Guimarães, o VAR é uma das figuras em maior destaque – associado positivamente, ao contrário da maioria dos episódios anteriores.

 

O FORA DE JOGO

Vitória SC – São inúmeros os perigos relativos à baliza de Kieszek por parte da formação vitoriana. No entanto, algo não parece estar de acordo com a equipa da casa, que falha tentativa atrás de tentativa. Muito aquém das expetativas para este duelo, que cediam o favoritismo ao Vitória SC. Todo o conjunto pecou por erros individuais e conjuntos dos seus elementos e é uma derrota miserável. Assim, o clube da cidade de Guimarães vê a sua primeira derrota em 2021, onde a ineficácia custa cada vez mais nas contas finais.

 

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

João Henriques continua a optar por um onze inicial semelhante ao dos últimos jogos. Utilizando um 4-3-3, com Bruno Varela a defender as redes vitorianas, como é habitual e seguro para o técnico português. O recém-chegado à cidade berço, Rúben Lameiras, assegura a titularidade, após a última partida disputada e continua a ser escolha para substituir Marcus Edwards, que fica fora do onze mais uma partida.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (2)

Mumin (5)

Sacko (5)

Jorge Fernandes (4)

Mensah (5)

Pepelu (4)

André André (5)

André Almeida (4)

Quaresma (3)

Lameiras (3)

Estupinan (4)

SUBS UTILIZADOS

Bruno Duarte (3)

Edwards (4)

Rochinha (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

Do outro lado, Miguel Cardoso também opta pela mesma técnica, algo habitual do técnico português, sendo a opção eleita um 4-3-3, deixando Gelson Dala como o homem mais avançado no terreno. Coentrão e Borevkovic ficam de fora das opções do técnico, devido a limitações físicas e dão lugar para a entrada de Nélson Monte e Carlos Mané. Guga, ao contrário do último jogo frente ao Tondela, inicia este duelo no banco de suplentes.

 

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Kieszek (7)

Nélson Monte (4)

Filipe Augusto (4)

Gelson Dala (9)

Francisco Geraldes (6)

Pelé (5)

Carlos Mané (7)

Ivo Pinto (4)

Santos (5)

Sávio (5)

Rafael Camacho (9)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Amaral (3)

Tarantini (4)

Ronan (3)

Guga (-)

Anderson (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Rio Ave FC

BnR: Pedia-lhe uma breve análise do jogo de hoje e se considera que foi um resultado avolumado perante o que aconteceu na partida.

Miguel Cardoso: Foi um jogo que teve por base uma questão comportamental do Rio Ave. Sobre o ponto de vista coletivo temos crescido e é assim que se consegue perceber esse crescimento. A palavra entreajuda está aqui no coletivo. É ser solidário, ajudar uns aos outros, estarmos juntos – temos trabalhado sobre esse mesmo conceito. Tenho falado desde o primeiro jogo e hoje transmitimos isso para campo. É assim que se constrói equipas. Os resultados vêm de mérito e isso traz resultados, acho que foi isso que aconteceu hoje aqui em campo.

Vitória SC

Não foram colocadas questões ao técnico do Vitória SC, João Henriques

Artigo revisto

Ana Beatriz Martins
Ana Beatriz Martinshttp://www.bolanarede.pt
A Ana é apoiante do clube da sua terra, o Vitória Sport Club. Apaixonada por futebol e pelo ambiente nele envolvido, característica desenvolvida pelos ambientes vivenciados no estádio e pelo palpitar frenético da sócia do Vitória SC. Estudante de Ciências da Comunicação na Universidade Trás-os-Montes e Alto Douro, com a ambição de fazer carreira enquanto jornalista desportiva.                                                                                                                                                 A Ana escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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