Estoril 1–0 SC Braga: Nas expulsões estava o segredo

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Perspectivas de boa tarde de futebol na Amoreira, num encontro entre duas equipas acostumadas a trazer futebol de qualidade ao campeonato português. Pena, pois, é que o estádio António Coimbra da Mota se tenha mostrado tão despido de público. Decidido a levar os três pontos para Braga, foi a equipa de Paulo Fonseca que saiu melhor no tiro de partida e rapidamente tomou o controlo do encontro. Dispondo-se em campo num 4-4-2, Rui Fonte e Crislan deram trabalho suficiente à defensiva estorilista no primeiro tempo. A equipa da Linha ia-se mostrando muito macia no momento defensivo e poucas não foram as vezes que o Braga esteve perto de inaugurar o marcador. Ora por Rui Fonte na cara de Kieszek – excelente mancha do guarda-redes polaco –, ora pelo aproveitamento que Alan e Pedro Santos faziam dos (muitos) espaços que o Estoril abria entre os centrais e os laterais. Até aos 25 minutos o Braga foi dono e senhor do jogo, havendo espaço ainda para uma cabeçada do central Boly – forte jogo aéreo do jogador oriundo do Auxerre – ao poste da baliza do Estoril.

Jogo animado na Amoreira e mais ficou com a expulsão de Fabiano Soares do banco do Estoril por protestos para com Artur Soares Dias. Parece ter sido esse o “toque” de que o Estoril precisava para se espicaçar e foi a partir daí que conseguiu equilibrar as operações. Muito devido às iniciativas individuais de Gerso, que, com a sua extrema velocidade, tentava desamarrar um Estoril muito preso de ideias do meio-campo para a frente. O nulo ao intervalo interessava, pois, mais à equipa da casa do que aos visitantes, que fizeram o suficiente para chegarem à vantagem.

Face à produtividade atacante apresentada na primeira parte, era expectável que, no regresso dos balneários, o Braga continuasse a mostrar-se superior e a à procura do golo. Pois bem, quaisquer intenções bracarenses ficaram bem mais complicadas depois da expulsão de Mauro, por duplo amarelo em 5 minutos. O lance que dá origem à precoce saída de campo do meio-campista do Braga deixa algumas dúvidas e talvez se pedisse mais condescendência a Artur Soares Dias. Assim não foi e acabou, pois, o Estoril por aproveitar a vantagem numérica para tomar o controlo do jogo. Paulo Fonseca sacrificou Rui Fonte para repor o equilíbrio no miolo com a entrada de Vuckevic e Crislan passou a ser presa demasiado fácil para Diego Carlos e Yohan Tavares. Não mais o Braga conseguiu esticar-se no terreno e incomodar, sequer, Kieszek.

Pouca gente nas bancadas para o encontro no António Coimbra da Mota Fonte: Facebook do SC Braga
Pouca gente nas bancadas para o encontro no António Coimbra da Mota
Fonte: Facebook do SC Braga

Face às circunstâncias, a equipa arsenalista passou a ver o empate com bons olhos e tentou baixar o ritmo de jogo. Contudo, com mais espaço para os estorilistas junto da defesa bracarense, foi sem surpresa que a equipa da casa chegou à vantagem num excelente remate de fora da área de Léo Bonatini aos 68 minutos. Isto já depois de Leandro Chaparro ter perdido uma claríssima oportunidade de golo na cara de Krticiuk. Foi apenas com mais um homem em campo que o Estoril mostrou alguma serenidade e assertividade no ataque, já que, em igualdade numérica, pouco perigo conseguiu criar. Tentando alterar o rumo dos acontecimentos a partir do banco, Paulo Fonseca puxou Pedro Santos para lateral-esquerdo e lançou Rafa para o lugar de Marcelo Goiano. O central improvisado lateral deu pouca profundidade atacante, qualidade bem presente no ausente Djavan. Se a tarefa arsenalista já estava complicada, (muito) mais ficou com mais uma expulsão. A entrada fora de horas de Boly sobre Babanco reduziu o Braga a 9 elementos e, daí em diante, o Estoril limitou-se a controlar o rumo dos acontecimentos até ao apito final.

A Figura:
Léo Bonatini: O ponta-de-lança brasileiro deu a segunda vitória (e também o seu segundo golo na conta pessoal) ao Estoril no campeonato com um excelente pontapé de fora da área. O Estoril não confirmou as boas indicações deixadas na Luz e no Dragão mas valeu-se da inspiração do número 9

O Fora de Jogo:
Onze do Sporting de Braga: A não ser por limitações físicas, não se percebe o porquê de Paulo Fonseca ter deixado Vuckevic, Román e Rafa no banco.

Francisco Vaz de Miranda
Francisco Vaz de Miranda
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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