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A equipa de Juniores do SL Benfica voltou a deixar marca na competição UEFA Youth League, desta vez frente ao Áustria de Viena. Por algum motivo, os encarnados estiveram em realce na fase de grupos e provaram mais uma vez o seu valor, após a vitória merecida nos oitavos-de-final por 4-1. Assim, a equipa visitante, que eliminou o FC Porto da competição, teve a vingança portuguesa.
Apesar do golo precoce da equipa austríaca e da vantagem que esta levou para a segunda parte, a equipa da casa apareceu com uma atitude dominante e, através do golo de Ricardo Carvalho, fez o 1-1. O golo do central foi o mote para os três que o sucederam; foi o acordar das águias. Desta forma, com uma vitória confortável, a equipa encarnada assegurou a sua presença nos quartos-de-final da Liga Jovem da UEFA.
O Benfica já provou ter cartas para jogar e vencer em competições internacionais. Resta agora saber se há alguma equipa capaz de o travar. Esperemos que não seja o Manchester City; queremos ver as águias a voar!

Rafael Ramos, lateral direito dos juniores Benfica.
Rafael Ramos, lateral direito dos juniores Benfica

O Rafael Ramos, lateral direito dos Juniores do SL Benfica, viveu na primeira pessoa o jogo de quarta-feira. Apesar de ter estado ao serviço do Sporting CP, durante sete anos, e de ter chegado recentemente ao plantel encarnado, confia totalmente na equipa onde está actualmente integrado e no futuro que esta poderá vir a traçar na competição da UEFA Youth League.

1 – O que destacas neste jogo com o Áustria de Viena?
Destaco claramente a união da minha equipa e a capacidade de sofrimento e de superação do grupo. Soubemos estar sempre juntos perante as adversidades e, assim, conseguimos dar a volta ao resultado e ganhar!

2 – Que benefícios pessoais e profissionais ganhas com a experiência de participar numa competição desta dimensão?
Esta competição é uma autêntica montra para todos nós que temos o sonho de ser profissionais de futebol a um alto nível. Muitos de nós, os Juniores de segundo ano, já estamos no último ano da formação e, por isso, esta competição é também uma forma de nos preparar melhor para o futebol profissional, porque estamos mais próximos de cenários de jogo de grandes competições.

3 – Que leitura fazes do futebol de formação português no contexto da formação futebolística europeia?
Acho que a formação portuguesa está muito bem vista a nível europeu, porque somos sempre muito respeitados pelas equipas adversárias em todos os jogos que disputamos. Olhando para trás, a nossa equipa conseguiu eliminar várias das melhores equipas de países da Europa: o PSG (da França), o Anderlecht (da Bélgica), o Olympiacos (da Grécia) e, a mais recente, o Áustria de Viena. Até o FC Porto, que não se qualificou na fase de grupos, na minha opinião, fez uma boa campanha e tinha, a meu ver, capacidades para estar a disputar estas eliminatórias. Por outro lado, nós agora estamos nos quartos-de-final, o que significa que nos posicionamos entre as oito melhores equipas europeias. Acho que está assim provada a grande qualidade da formação do Benfica, mas também a da formação portuguesa, uma vez que alguns de nós dedicaram parte do seu tempo de formação a outros clubes, antes de chegarem ao Benfica.

4 – Sabendo que o próximo adversário é o Manchester City, como vês o futuro do Benfica na competição?
Estando perante as oito melhores equipas da Europa, o nosso trabalho não vai ser fácil. A partir daqui, os jogos vão ser cada vez mais complicados… Mas nós já demos provas da qualidade do nosso trabalho e da nossa força como equipa. Por isso, penso que podemos continuar a sonhar em chegar à final e, quem sabe, ganhar a competição, até porque já fomos capazes de bater grandes equipas no nosso percurso, como já referi anteriormente. Por isso, é aproveitar ao máximo as oportunidades que temos nesta Liga dos Campeões sub-19 e, jogo a jogo, dar tudo para continuarmos a sonhar cada vez mais alto! Especificamente falando do Manchester City, acho que é uma grande equipa. Tem um conjunto muito forte, vai ser difícil batê-los. Contudo, penso que a nossa equipa tem qualidade para disputar o jogo e ganhar, mas, para isso, vamos ter de trabalhar muito. A equipa está toda em sintonia e estamos todos muito unidos. Certamente vai ser um jogo que vai apelar à nossa capacidade de superação.

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