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Na jornada 11 do Campeonato Nacional de juniores da Zona Sul assistiu-se, no campo nº1 do Caixa Futebol Campus, no Seixal, ao jogo empolgante entre as equipas do Sport Lisboa e Benfica e do Sporting Clube de Portugal. O resultado final, 3-3, acabou por ilustrar, no geral, o desempenho das equipas e o equilíbrio que a tabela classificativa já revelava (ambas com 22 pontos, resultado de 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas, e com praticamente a mesma diferença de golos marcados e sofridos, 24 para o Sporting e 23 para o Benfica).

Nos “onzes” iniciais notava-se a preocupação dos treinadores em apostar preferencialmente em juniores de segundo ano (na equipa inicial encarnada surgiam 4 atletas de primeiro ano, enquanto no verde-e-brancos apenas 2).

Pode dizer-se que tivemos duas partes distintas, em termos de supremacia no jogo. Durante a primeira parte, foi notória a superioridade da equipa visitante. Os leões afiaram as garras e dominaram o relvado. Uma abordagem estratégica ao jogo assente numa pressão muito alta e com linhas muito próximas realizada pelos seus sectores mais avançados impediu a organização de jogo das águias e criou inúmeras oportunidades de golo. Porém, o único golo da primeira parte surgiu ao minuto 21′, apontado pelo camisola 11, Daniel Podence.

A segunda parte começou com um golo madrugador do Sporting, logo ao minuto 48′, da autoria do capitão da equipa, Francisco Geraldes, na sequência de um pontapé de canto. Com o marcador em 0-2, a equipa leonina parecia estar próxima da vitória e não se percebia qualquer tentativa de reação da equipa da casa. Porém, o futebol tem a capacidade de surpreender os adeptos e a direcção do jogo pode ser alterada a qualquer momento. Em consequência de uma diminuição dos níveis de concentração na equipa do Sporting C.P, os encarnados conseguiram reduzir a desvantagem para 1-2 ao minuto 54, com um golo de Nuno Santos, que, ao segundo poste e sem qualquer marcação, finalizou já na pequena área uma boa jogada do colega do flanco contrário, Romário Baldé. Este golo veio “acordar” uma equipa que parecia derrotada, e, em apenas 3 minutos (entre os 72 e os 75 minutos), o Benfica conseguiu a reviravolta no marcador, com golos de Gonçalo Guedes, primeiro, e de Diogo Rocha, depois. A formação verde-e-branda acusava alguma falta de frescura e pagava caro a descida das suas linhas.

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Depois deste “volte face”, já não se esperava mais nenhuma alteração no resultado. Porém, o futebol tem esta magia: joga-se até ao último folgo, especialmente quando estão em confronto equipas tão equilibradas. A quatro minutos dos 90, Mama Baldé fechou o marcador, assegurando o 3-3 e colocando justiça no resultado.

A repartição de pontos deixa as duas equipas com 23 pontos no final da primeira volta desta primeira fase do Campeonato Nacional de Juniores da 1ª divisão, à espera do que poderão fazer Oeiras e Vitória de Setúbal, ambas com possibilidade de assumirem o comando da zona sul.

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A Maria é uma rapariga que nasceu numa família em que o sexo masculino está em grande maioria, por isso desde cedo começou a ver futebol profissional, a jogar Football Manager, a ler jornais desportivos e a assistir a jogos de futebol formação. Os hábitos e a paixão perduram até hoje.                                                                                                                                                 A Maria não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.