O futebol movimenta milhões de euros. O futebol prende milhões de espectadores ao ecrã da televisão. O futebol arrasta milhões de adeptos até aos estádios. O futebol é o desporto rei, é o motor dos sonhos de muitos jovens, é um misto de emoções.

O número de jovens que luta por um futuro ligado ao futebol aumenta de dia para dia: muitos querem ser o próximo Cristiano Ronaldo, muitos se inspiram nos golos de Zlatan, muitos querem atingir a técnica de Messi. Mas não basta dar uns toques na bola e fazer umas fintas parecidas com as do Ronaldinho para ser jogador de futebol profissional; é preciso formação. É preciso acordar cedo, meter as caneleiras, calçar as chuteiras e ter vontade de correr. Correr atrás da bola, atrás do sonho.

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Falo de futebol formação masculino; neste espaço, mais precisamente, falo das equipas de Iniciados até Juniores. Falo, por isso, de jovens que têm entre 13 e 20 anos. De jovens que conciliam a vida académica com os treinos. De jovens que abdicam das saídas de sexta à noite porque há jogo no sábado, das saídas de sábado à noite porque há jogo no domingo. Falo de rapazes que, em muitos casos, para lutarem por um sonho que não dão por garantido, estão longe da família, dos amigos. No futebol, tal como na vida, há vitórias e há derrotas. No futebol, há golos e há lesões. E é por este reverso da medalha que muitos se batem todos os dias, mas já dizia António Gedeão que “o sonho comanda a vida”.

Por toda esta luta diária, por todos os grandes jogos e pela grande qualidade do futebol formação masculino português, esta modalidade merece ocupar aqui um pouco de espaço, ao Domingo à noite. Por isso, todas as semanas irei dar a minha opinião acerca de um jogo em concreto de um destes escalões. Quem sabe se não venho a falar do futuro melhor jogador do mundo.

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A Maria é uma rapariga que nasceu numa família em que o sexo masculino está em grande maioria, por isso desde cedo começou a ver futebol profissional, a jogar Football Manager, a ler jornais desportivos e a assistir a jogos de futebol formação. Os hábitos e a paixão perduram até hoje.                                                                                                                                                 A Maria não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.