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A academia do Sporting CP, em Alcochete, foi palco de um jogo com um resultado algo surpreendente para a formação de sub 19 dos leões. Um início de jogo marcado pela inexperiência e algum nervosismo de alguns dos jovens jogadores da casa sentenciou a favor dos forasteiros, Chelsea, numa partida que se previa mais equilibrada. Logo aos três minutos de jogo parecia traçado o destino da equipa leonina. O guarda-redes, Pedro Silva, com uma deficiente recepção com os pés seguida de uma má decisão, originou uma grande penalidade que Colkett não desperdiçou. A superioridade dos blues era evidente, e os leões, fragilizados pela entrada infeliz no jogo, não conseguiram inverter o sentido do resultado. A equipa inglesa dominava um campo que não era seu. Quatro minutos depois, Musonda carimbou o 2-0, através de um remate de longe.
Possante e veloz, a formação londrina jogava no erro do adversário e aproveitava as constantes perdas de bola na zona intermédia do campo dos verde e brancos. Ao minuto 26 surgiu o 3-0, depois de um excelente lance de Solanke e consequente passe para Abraham, que finalizou. Os leões nem tempo tiveram para suspirar: o quarto golo surgiu um minuto depois, com um remate de Solanke no coração da área. Ao intervalo, o ouro estava entregue aos ingleses. Estavamos perante duas equipas incomparáveis, com níveis de competição muito diferentes. De um lado, estava um Sporting com pouca intensidade, que pagava pela inexperiência de alguns dos seus jogadores. Do outro lado, estava um Chelsea de jogadores de grande capacidade e envergadura física, que competem num campeonato de sub 21, o que lhes confere um ritmo de jogo muito elevado, com rápidas decisões e execuções técnicas apuradas, tendo alguns deles, inclusive, integrado o plantel de José Mourinho na pré-época. Deve relembrar-se que este Chelsea, na edição anterior da prova, foi a única equipa a terminar a fase de grupos só com vitórias, tendo marcado 18 golos e sofrido apenas um!

Este jogo foi uma lição para a jovem equipa leonina Foto: Maria Serrano
Este jogo foi uma lição para a jovem equipa leonina
Foto: Maria Serrano

Certamente que o intervalo serviu para técnicos e jogadores do Sporting reflectirem sobre o que se passou no primeiro tempo. No entanto, no minuto inicial da segunda parte, o orgulho e brio com que os jogadores da casa queriam dignificar as cores do clube foram esmagados pelo quinto e último golo da partida. Abraham, um dos melhores jogadores da equipa inglesa, selou o triunfo após ter recebido a bola isolado no lado esquerdo do seu ataque e, com tempo para tudo, colocou-a no canto superior esquerdo da baliza, fazendo o melhor golo da partida.
Os leões perceberam agora a necessidade de aumentar a intensidade e o ritmo de jogo, a única forma de poderem disputar jogos deste nível de exigência competitiva.
O sonho mantém-se… O Sporting é claramente superior ao Maribor, por isso, resta-lhe disputar nas próximas duas jornadas da competição com o Schalke 04 um lugar na próxima fase (a equipa alemã perdeu por 4-1 frente ao Chelsea em Londres, na primeira jornada, e venceu em casa por 5-0 o Maribor, na segunda jornada). Já dizia Rui Patrício, em declarações ao Record, que “A Champions é para os melhores”, desafio que os jovens de verde e branco deverão assumir como equipa com tradição e pergaminhos a nível mundial.