O SC Braga de Paulo Fonseca

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Nos últimos 10 anos, o Sporting de Braga de António Salvador tem sido um dos clubes com maior evolução e, época após época, consolida o seu estatuto de quarto grande do futebol português com presenças constantes nas competições europeias, nomeadamente com participações nas fases finais da Liga Europa.

Ao analisarmos os treinadores que passaram por Braga nos últimos tempos, não podemos deixar de reparar que o clube minhoto serviu de rampa de lançamento para os três grandes, face à forte estrutura implementada aliada a um crescimento e solidificação da massa associativa e das fortes relações com aquele que é atualmente o melhor agente do mundo do Futebol, Jorge Mendes.

Com isto, nos últimos seis anos, o Sporting de Braga conta com um segundo e um terceiro lugar no campeonato português, uma final europeia, uma conquista da Taça da Liga e também com uma final da Taça de Portugal, reforçando assim a sua influência no panorama nacional e, cada vez mais, internacional.

Após uma passagem menos boa pelo Futebol Clube do Porto, culpa também de uma “falta” de apoio da SAD e da falta de paciência da massa associativa para com um treinador jovem e inexperiente, o Braga voltou a erguer Paulo Fonseca, onde, mais uma vez, foi protagonista de uma ótima época pelos castores, Paços de Ferreira.

Um dos maiores entendidos do futebol português em atividade no território nacional e fã confesso de Jorge Jesus, Paulo Fonseca demonstrou sempre perceber a realidade da cultura portuguesa do desporto rei e a sua organização defensiva, com bloco médio baixo e com saídas recorrendo a dois e três médios, a fim de lançar rápidos contra-ataques, nunca passou despercebida, de tal forma que foi sempre tarefa difícil para todos os treinadores que enfrentou.

Este ano, com uma maturidade bem maior e diferente daquela que apresentava no FC Porto, tem surpreendido todos os que não reconheciam a sua cultura e organização tática e tem reforçado as qualidades que muitos já lhe atribuíam. Mas como? Colocando a jogar o Braga como um grande. Mas quem disse que só os três grandes podem jogar com dois avançados? Paulo Fonseca discorda e, numa das edições mais competitivas dos últimos tempos, o Braga ocupa a quarta posição, acaba de seguir em frente na Liga Europa e apresenta um futebol vistoso com um bloco médio alto, de posse e com identidade própria, percebendo o plantel que tem ao seu dispor e conhecendo os pontos fortes e fracos das equipas que enfrenta.

Paulo Fonseca está diferente, completamente diferente. Com defesa alta e com um número de oportunidades de golo bastante grande por jogo, parece um assíduo adepto da escola “marcar mais golos que o adversário” e, apesar de registar nos últimos jogos bem mais golos sofridos do que aquilo a que nos habituou, o futebol que apresenta é bastante mais vistoso e diferente de todo aquele futebol físico e direto que estamos habituados a observar na Liga Portuguesa.

A nova vida de Paulo Fonseca Fonte: SC Braga
A nova vida de Paulo Fonseca
Fonte: SC Braga

O plantel minhoto esta época é jovem e imponente fisicamente, como de costume; contudo, apresenta uma maturidade enorme com jogadores que já se conhecem e que possuem entre si um entrosamento defensivo e ofensivo bastante interessante, permitindo uma qualidade de transições que permitem fazer frente a bastantes clubes que militam na Liga Europa. Com um estilo de jogo bastante aberto e com uma subida constante dos laterais até ao último terço do campo, o que permite a Rafa, Alan ou Pedro Santos descair várias vezes para o meio, decompondo sistematicamente a defesa contrária, esta época vemos constantemente o Braga instalado no meio campo adversário, onde jogadores com grande visão de jogo e qualidade de passe, como é o caso do Josué e de Felipe Augusto, é frequente ver esta equipa a explorar a bola nas costas da defesa contrária ou a encontrar espaço na área que possibilite exponenciar o jogo forte de cabeça de Hassan e Stojiljkovic, fazendo lembrar o Benfica de Cardozo ou o atual Sporting de Slimani.

Aos poucos, o futebol do Braga vai ganhando mais identidade e espera-se que ainda tenha uma palavra a dizer nesta Liga Europa, dependendo, claro, do quão simpáticos forem os próximos sorteios. A verdade é que o Braga está bem encaminhado para repetir mais uma final no Jamor e, quem sabe, da Taça da Liga, sendo assim o clube em mais frentes no contexto nacional.

Resta esperar para ver até onde os “Guerreiros” podem ir esta época e, independentemente disso, resta esperar que Paulo Fonseca continue na próxima época com o máximo de condições que António Salvador lhe possa oferecer e veremos, certamente, um Braga ainda mais forte e mais deslumbrante do que temos observado esta época.

Foto de capa: SC Braga

Júnior Barroso
Júnior Barrosohttp://www.bolanarede.pt
Depois de 11 anos como federado, a tática, a estrutura, e tudo aquilo que envolve o futebol fizeram com que Júnior visse o futebol de uma maneira diferente. Adepto assíduo da Premier League desde os seus seis anos, acredita ainda que a essência do futebol de rua perdurará sempre em detrimento da tática. Considera-se um estudioso do futebol.                                                                                                                                                 O Júnior escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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