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Portimonense SC 1-2 SL Benfica: No Algarve, mandou um algarvio

A CRÓNICA: NUM JOGO CHEIO DE PERIPÉCIAS, OS ENCARNADOS CONSEGUIRAM A SEGUNDA VITÓRIA CONSECUTIVA COM UM ALGARVIO EM DESTAQUE

Neste encontro cheio de peripécias, não foi de estranhar os 15 minutos de descontos dados pelo árbitro Fábio Veríssimo.

Primeiro, para prestar socorro a um jovem que estava a fazer de apanha bolas que caiu quando saltou por cima de um painel publicitário.

Depois, à meia hora de jogo, nova interrupção da partida por terem sido arremessadas tochas para o terreno de jogo. Mais uma situação lamentável que continua a acontecer nos estádios portugueses.

Mas vamos ao que interessa, isto é, ao jogo disputado dentro das quatro linhas. O SL Benfica apresentou-se no Algarve sem o seu melhor marcador, Darwin Núñez, e queria vingar a derrota da primeira volta frente ao Portimonense SC, que impôs precisamente a primeira derrota da época ao clube encarnado.

Os primeiros 15 minutos foram bastante equilibrados e não foi por acaso que neste período não existiu uma única oportunidade de golo para ambos os lados. Os algarvios entraram a pressionar e não deixavam o SL Benfica fazer o seu jogo, criando vários problemas de construção de jogo para a equipa comandada por Nélson Veríssimo.

Foi preciso esperar alguns minutos para encontrar o primeiro lance de algum perigo junto da área algarvia. O primeiro jogador encarnado a dar um ar da sua graça foi Gonçalo Ramos que podia ter feito o primeiro golo aos 23 minutos, após uma boa jogada pela esquerda.

A equipa de Portimão geria o jogo a seu bel-prazer e não foi por acaso que no minuto seguinte se adiantou no marcador, por intermédio de Wellington. Mau passe de Taarabat que Carlinhos aproveitou e desmarcou o brasileiro que na cara a cara com Vlachodimos, não perdoou.

Mas o tento sofrido pelos encarnados fez com que o Portimonense SC alterasse a sua maneira de jogar e deixou de fazer o pressing inicial, fazendo recuar as suas linhas. Com isso, o SL Benfica foi para cima dos algarvios e começou a controlar o jogo.

Adivinhava-se o empate, Everton esteve perto de o conseguir mas foi Grimaldo a faturar para os encarnados já nos (longos) descontos, na sequência de um pontapé de canto e após um belo trabalho de Taarabt pela direita. O espanhol ficou moralizado e podia ter feito mais um a fechar a primeira parte na sequência de um livre direto.

E a segunda parte começou praticamente com a reviravolta do SL Benfica. O lance nasce novamente de um pontapé de canto, com Rafa a oferecer o golo a Gonçalo Ramos que só teve de encostar para o fundo da baliza, depois de uma defesa incompleta de Samuel Portugal. E quem pensou que os algarvios iriam reagir forte ao tento sofrido, enganou-se redondamente.

Foi um Portimonense SC mais recuado e sem o fulgor dos primeiros 45 minutos que timidamente ia criando perigo junto da área encarnada, sobretudo pelo lado direito por intermédio de Moufi e Angulo.

Até ao final da partida, só existiu mais uma oportunidade de golo para a equipa de Portimão que Wellington não conseguiu concretizar. Relvas ainda tentou o empate, mas o SL Benfica tinha o jogo controlado e apesar de também não criar muito mais perigo após o segundo golo, soube aguentar o resultado e levar os três pontos para Lisboa.

 

A FIGURA

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Gonçalo Ramos foi fulcral na vitória de hoje
Fonte: Carlos Silva/ Bola na Rede

Gonçalo Ramos (SL Benfica) – O jogador natural de Olhão foi o herói da partida por ser decisivo na vitória encarnada. Mas não foi apenas por meter a bola dentro da baliza que foi considerado o homem do jogo.

Gonçalo Ramos foi muito participativo nas jogadas da equipa e teve mais oportunidades para marcar. É o segundo encontro consecutivo a faturar e nota-se que está um jogador cada vez mais confiante.

 

O FORA DE JOGO

Paulo Sérgio foi expulso ainda na primeira parte
Fonte: Diogo Cardoso/ Bola na Rede

Expulsão do treinador Paulo Sérgio (Portimonense SC) – Mesmo que muitas vezes jogadores e treinadores não estejam de acordo com as decisões dos árbitros, em que alguns casos até têm razão, não podem exagerar nos seus protestos ao ponto de serem expulsos.

Paulo Sérgio foi mais uma vítima do descontrolo emocional que um jogo de futebol proporciona. Expulso à beira do intervalo, pode ter prejudicado a sua equipa no regresso do segundo tempo.

 

ANÁLISE TÁTICA – PORTIMONENSE SC

O Portimonense SC começou a partida num 3-5-2 com dois laterais bastante ofensivos, Dacosta e Moufi, mas na segunda parte passou para um 4-3-3.

Nakajima começou a jogar descaído na esquerda do ataque algarvio mas veio muitas vezes ao meio buscar jogo. Foi quase sempre pela direita que o Portimonense SC tentou criar perigo por intermédio de Moufi e Angulo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Samuel Portugal (5)

Dacosta (6)

Relvas (6)

Willyan Rocha (6)

Possignolo (8)

Moufi (6)

Wellington (7)

Lucas Fernandes (5)

Carlinhos (5)

Nakajima (6)

Angulo (6)

SUBS UTILIZADOS

Luquinha (5)

Anderson Oliveira (-)

Fabrício (5)

Sapara (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

Nélson Veríssimo continua a apostar no 4-4-2 e parece que agora é para ficar de vez. O SL Benfica jogou de pé para pé como tem sido habitual e Rafa foi o jogador mais livre dos encarnados, com o português a variar entre a direita e a esquerda.

Taarabt foi mais uma vez aquele que tentou pegar no jogo e fazer as transições ofensivas, sempre com os laterais Gilberto e Grimaldo bem subidos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vlachodimos (6)

Gilberto (6)

Otamendi (6)

Vertonghen (5)

Grimaldo (7)

Weigl (6)

Taarabt (6)

Rafa (8)

Everton (6)

Gonçalo Ramos (8)

Yaremchuk (6)

SUBS UTILIZADOS

Paulo Bernardo (-)

Meité (5)

Diogo Gonçalves (-)

Darwin Núñez (-)

 

Artigo redigido por Rui Maria

O Rui é natural de Tavira. Desde 2003 que a sua residência é em Odivelas e com essa deslocação teve a oportunidade de frequentar e concluir um Curso Profissional de Técnicas Jornalísticas. O jornalismo foi sempre a sua paixão desde muito cedo e o seu gosto pela escrita foi acompanhando essa mesma paixão. No entanto, é no jornalismo desportivo que se sente mais à vontade para desenvolver todas as suas capacidades.

O Rui é natural de Tavira. Desde 2003 que a sua residência é em Odivelas e com essa deslocação teve a oportunidade de frequentar e concluir um Curso Profissional de Técnicas Jornalísticas. O jornalismo foi sempre a sua paixão desde muito cedo e o seu gosto pela escrita foi acompanhando essa mesma paixão. No entanto, é no jornalismo desportivo que se sente mais à vontade para desenvolver todas as suas capacidades.

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