4-3-3 ou 4-4-2, em que é que ficamos? | FC Porto

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Nos últimos tempos, temos assistido a algumas mutações táticas no FC Porto. Aquele 4-4-2 puro que era apanágio de Sérgio Conceição muitas vezes é convertido num 4-3-3 ou até num sistema com três centrais. Estaria a mentir se dissesse que nos últimos três anos nunca existiu uma troca de sistema de jogo, mas a verdade é que esta época já vimos por várias vezes um onze inicial a surpreender aqueles que por natureza já apostavam numa mudança da equipa.

A principal mutação a que temos assistido nos últimos tempos é entre o clássico 4-4-2 e o 4-3-3. Creio que o fator diferenciador destes dois sistemas táticos é sem dúvida Marega. Quando o FC Porto joga em 4-4-2 é para aproveitar muito daquilo que o avançado maliano pode oferecer à equipa. No 4-3-3 ou coloca-se Marega sozinho na frente de ataque (o que não é nada positivo tendo em conta as características do número 11 portista) ou um ponta de lança como Taremi, Toni Martínez e Evanilson (o que me parece ser a melhor solução).

Se olharmos para os jogos mais recentes em que o FC Porto adotou um sistema de três avançados no esquema inicial, apontamos imediatamente para os encontros frente ao Chelsea FC e CD Nacional. Falando nos dois jogos frente à equipa inglesa, o 4-3-3 teve como ponta de lança Marega.

O maliano esta temporada já marcou 12 golos e fez cinco assistências em todas as competições
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Por um lado, consigo perceber as vantagens que o maliano poderia trazer a um jogo destes, mas jogar desapoiado na frente de ataque não é a melhor solução para um jogador que não tem a capacidade de segurar a bola e jogar de costas para a baliza. O 4-4-2 também não seria a melhor solução para um jogo desta dimensão, uma vez que a entrada de Grujic era essencial para preencher ainda mais o meio-campo. Dois homens não são suficientes para tentar travar um jogador como Kanté.

Muitos defendem que na segunda mão da eliminatória poderíamos ter visto Mehdi Taremi sozinho na frente de ataque e Marega no banco. Provavelmente seria a melhor solução, mas se também tivesse corrido mal, já se defendia que a verticalidade de Marega tinha feito falta… Por outro lado, creio que Marega sozinho na frente de ataque não tem a liberdade para explorar a profundidade comparativamente aos momentos em que está mais encostado às alas…

O jogo frente ao CD Nacional foi mais um exemplo do 4-3-3, mas com Taremi sozinho na frente de ataque. Podemos afirmar que foi uma escolha acertada porque, para além do resultado positivo na madeira, o avançado iraniano fez o gosto ao pé. Este não era um jogo de dificuldade acrescida para ter três médios.

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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