Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

A fórmula do sucesso: Conceição está lá perto?

José Mário Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A tarde de domingo ficou marcada pelo regresso do FC Porto à competição, após nova pausa internacional, em jogo a contar para a prova rainha do futebol nacional.

O jogo era frente a um Vitória FC que, apesar de todo o respeito que merece da minha parte, apresenta-se atualmente como sendo uma das mais frágeis formações a atuar em Portugal.

Partindo desse princípio, considero intelectualmente desonesto tentar tirar sérias ilações, tendo como base estes últimos noventa minutos; até porque, sejamos honestos, não assistimos a uma exibição de gala por parte do FC Porto.

Contudo, é impossível negar que existiram pontos positivos. A titularidade (segunda consecutiva) de alguns dos nossos jovens talentos, exibições mais consistentes de alguns outros atletas e os sempre reconfortantes quatro golos, e consequente presença nos oitavos da Taça, são, claramente, tópicos a ter em conta.

No geral, quem se deslocou ao Estádio do Dragão neste chuvoso final de domingo, assistiu a uma exibição consistente da equipa. Tal, também, deveu-se a uma melhoria exibicional de alguns jogadores, individualmente, como por exemplo de Marega, mais participativo no jogo e capaz de otimizar as suas características mais diferenciadoras, ou de “Tecatito” Corona, decisivo no último terço.

Moussa Marega foi um dos jogadores em maior destaque na partida frente ao Vitória FC
Fonte: FC Porto

Contudo, o onze mantém-se, ainda, a meu ver, um pouco distante daquele que poderá ser o ideal. A questão “lateral direito” mantém-se (será Saravia assim tão inferior a Manafá?), a dupla do setor intermédio, constituída por Danilo Pereira e Loum, apesar de estar a “deslumbrar”, parece-me não ser a melhor solução num médio/longo prazo e, honestamente, faz-me imensa confusão ver Marchesín, Uribe ou Luis Díaz fora do onze inicial (ainda para mais se esta for uma medida efetiva de Sérgio Conceição).

Diogo Costa é um jovem com um potencial incrível, com capacidade para colocar o seu nome na história do futebol português e do FC Porto. Todavia, Marchesín é “apenas” o melhor guarda-redes no nosso país, atualmente. Díaz é um dos mais talentosos e evoluídos do plantel, Uribe é um médio que, estando na sua plenitude, pode ter um papel determinante num hipotético sucesso desta equipa em 2019/20.

Não será, na minha opinião, com um onze base sem estes três nomes que o FC Porto se aproximará do seu potencial máximo. E a verdade é que não será uma qualquer festa que me fará mudar de ideias.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.