Última horaEM DIRETO: Francesco Farioli na conferência de antevisão do Marítimo x FC Porto da Primeira Liga
Publicidade

A fórmula do sucesso: Conceição está lá perto?

José Mário Fernandes · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A tarde de domingo ficou marcada pelo regresso do FC Porto à competição, após nova pausa internacional, em jogo a contar para a prova rainha do futebol nacional.

O jogo era frente a um Vitória FC que, apesar de todo o respeito que merece da minha parte, apresenta-se atualmente como sendo uma das mais frágeis formações a atuar em Portugal.

Partindo desse princípio, considero intelectualmente desonesto tentar tirar sérias ilações, tendo como base estes últimos noventa minutos; até porque, sejamos honestos, não assistimos a uma exibição de gala por parte do FC Porto.

Contudo, é impossível negar que existiram pontos positivos. A titularidade (segunda consecutiva) de alguns dos nossos jovens talentos, exibições mais consistentes de alguns outros atletas e os sempre reconfortantes quatro golos, e consequente presença nos oitavos da Taça, são, claramente, tópicos a ter em conta.

No geral, quem se deslocou ao Estádio do Dragão neste chuvoso final de domingo, assistiu a uma exibição consistente da equipa. Tal, também, deveu-se a uma melhoria exibicional de alguns jogadores, individualmente, como por exemplo de Marega, mais participativo no jogo e capaz de otimizar as suas características mais diferenciadoras, ou de “Tecatito” Corona, decisivo no último terço.

Moussa Marega foi um dos jogadores em maior destaque na partida frente ao Vitória FC
Fonte: FC Porto

Contudo, o onze mantém-se, ainda, a meu ver, um pouco distante daquele que poderá ser o ideal. A questão “lateral direito” mantém-se (será Saravia assim tão inferior a Manafá?), a dupla do setor intermédio, constituída por Danilo Pereira e Loum, apesar de estar a “deslumbrar”, parece-me não ser a melhor solução num médio/longo prazo e, honestamente, faz-me imensa confusão ver Marchesín, Uribe ou Luis Díaz fora do onze inicial (ainda para mais se esta for uma medida efetiva de Sérgio Conceição).

Diogo Costa é um jovem com um potencial incrível, com capacidade para colocar o seu nome na história do futebol português e do FC Porto. Todavia, Marchesín é “apenas” o melhor guarda-redes no nosso país, atualmente. Díaz é um dos mais talentosos e evoluídos do plantel, Uribe é um médio que, estando na sua plenitude, pode ter um papel determinante num hipotético sucesso desta equipa em 2019/20.

Não será, na minha opinião, com um onze base sem estes três nomes que o FC Porto se aproximará do seu potencial máximo. E a verdade é que não será uma qualquer festa que me fará mudar de ideias.

Foto de capa: FC Porto

Artigo revisto por Joana Mendes

José Mário Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quando os outsiders deixam de pedir licença | Premier League

Há uma altura em todas as épocas em que olhamos para a classificação da Premier League e procuramos os intrusos. Aqueles clubes que, por alguma razão, decidiram não respeitar a hierarquia habitual e instalaram-se em lugares que, à partida, pareciam reservados aos mesmos de sempre. Este ano, apenas cinco jornadas decorreram para dois nomes já começarem a desviar a atenção, o Brighton e o Leeds. O primeiro está em terceiro. O segundo, em quinto. Ambos invictos e separados por apenas um ponto. Mas talvez mais interessante do que a posição que ocupam seja a sensação de que nenhum dos dois parece estar ali por acaso... Mas analisemos com factos. O Brighton já marcou 16 golos em cinco jornadas, mais do que qualquer outra equipa do campeonato, e só perdeu um jogo. O Leeds sofreu apenas três golos e ainda não conheceu a derrota.

Francisca Marafona Graça · 4 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Cristiano Ronaldo: Obviamente, Finish

Existem momentos em que no espaço futebolístico e mediático não se fala noutro tema. Sendo esses momentos absolutamente inevitáveis, em muitos deve haver consciência por parte dos protagonistas, ações algo dignas e a capacidade de seguir em frente. Assim deve ser, não só pelo respeito por quem está a ver (o país e até o mundo), mas sobretudo pelo respeito por si próprios. Assim foi, tem sido e devia ser o recente escândalo em torno da seleção nacional, envolvendo Pedro Proença, Jorge Jesus e maioritariamente Cristiano Ronaldo.   Em vez de ir cronologicamente e ao pormenor a cada um dos acontecimentos que fizeram parte desta polémica, que já foram repetidos várias vezes pelos média ou tentar perceber, ponto por ponto, quem teve razão e quem não teve, que seria muito aborrecido e sinceramente já é algo enjoativo (pois há teorias e boatos sobre o que qualquer uma das partes terá dito ou feito), é mais necessário colocar um ponto final em todo este embaraço. Todo este imbróglio deixa fragilizado o prestígio da Federação Portuguesa de Futebol (mais que a do seu Presidente), a figura do Selecionador Nacional e ainda mais, o legado e a imagem de Cristiano Ronaldo.

Jorge Afonso · 12 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.