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As conferências e Conceição, Conceição e as conferências

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O destaque da semana podia ter sido muito bem o empate do FC Porto frente ao CS Marítimo, na última quarta-feira, a contar para a Liga NOS, que permitiu ao SL Benfica chegar à liderança isolada do campeonato nacional, mas o relevo geral foi para a conferência de imprensa protagonizada por Sérgio Conceição. Pode-se dizer que houve um choque geral um pouco por todo o mundo do futebol português, dado que a meio do rescaldo da partida com os madeirenses, o treinador dos azuis e brancos lançou uma frase menos eloquente para se referir ao que é dito nas redes sociais sobre o seu desempenho à frente do clube nortenho.

Já não é a primeira vez que o técnico do FC Porto é notícia pelos seus momentos nos espaços comunicativos de antevisão/análise a cada desafio da sua equipa, mas não é descabido afirmar que nenhum teve tanto impacto como este. Também não é surpresa para ninguém o temperamento que acompanha o líder dos azuis e brancos, visto que o mesmo também não faz questão de o esconder e já afirmou várias vezes que diz o que sente e que nunca deixará nada por dizer!

Para alguns, este aspeto do ex-jogador é sinal de frontalidade e de liderança, para outros já é um lado mais rude e até de pouca educação por parte de Sérgio Conceição. Desta vez, quase toda a opinião pública parece unânime ao considerar que houve um claro excesso por parte do “timoneiro” dos dragões, talvez justificado pelo resultado menos positivo da sua equipa e com isso alguma “cabeça quente” durante a conferência de imprensa.

Sérgio Conceição tem estado em destaque por declarações menos felizes nas conferências de imprensa
Fonte: FC Porto

Todavia, estes excessos comunicacionais não pertencem apenas a Sérgio Conceição ou à classe dos treinadores em que, pelo menos em Portugal, há por vezes uma clara falta de noção até onde pode ir a nossa liberdade de expressão. Uma vez que, é recorrente assistir a constantes “incendiamentos verbais” de dirigentes, de comentadores e até de alguns adeptos notáveis, que assim procriam num ambiente não tão harmonioso no futebol nacional.

A pergunta que se impera é saber quem terá competência para regular “acidentes” como estes e como tentar atenuar estas afirmações não tão condignas com os valores que imperam no desporto-rei. O importante não é repudiar certas declarações ou atitudes, mas sim mostrar que cada ato tem a sua consequência e a este nível Portugal ainda está muito atrasado! Veja-se, por exemplo, o que acontece em Inglaterra, onde há instituições e medidas implementadas para castigar este tipo de comportamentos. Várias vezes, foi visto José Mourinho a ser repreendido com multas e outros castigos por várias citações suas consideradas desadequadas e nefastamente excessivas do ponto de vista da sua comunicação.

É claro e notório que este momento menos feliz de Sérgio Conceição foi fruto do momento e que em condições normais não teria acontecido. Mas não é por este incidente que o treinador é mais ou menos do que outros, nem será este episódio que colocará em causa a sua competência e o seu caráter como treinador e pessoa. Todavia, o futebol não é apenas um espaço competitivo, também é um espaço educativo, dado que, na generalidade, milhares de jovens encontram neste desporto os seus ídolos e heróis de uma vida e como qualquer fã tentam replicar as suas atitudes e comportamentos. Desta forma, é que deve haver uma maior atenção por parte dos profissionais deste mundo para uma maior consciencialização do que fazem.

Por fim, não foi apenas a atitude infeliz de Sérgio Conceição que merece destaque, mas também de certa forma algum aproveitamento que houve desta situação. Alguma minoria tentou pegar neste assunto para atacar o treinador como Homem e igualmente desestabilizar o FC Porto, algo que merece igual ou até mais repúdio do que uma simples frase proferida após um dia mau dos azuis e brancos, em que o descontentamento do técnico era visível.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Diogo Ataíde
Diogo Ataídehttp://www.bolanarede.pt
O Diogo “respira” futebol desde que se conhece, tendo estado sempre ligado a este mundo da bola, onde sofre pelas cores azuis e brancas do FC Porto. Agora, estudante de direito, é através da escrita que encontra o espaço ideal para continuar ligado a este universo sem par.                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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