fc porto cabeçalhoEnquanto se debate a falsa questão dos reforços, o FC Porto segue a preparação para a nova época e Sérgio Conceição (SC) continua a avaliação dos jogadores que tem ao dispor. A verdade é que para quase todos existe qualidade para explorar, sendo o exemplo maior disso a direita da defesa. Se na última época Layún e Maxi foram os donos do lugar, em 2017/2018 as coisas prometem não ser assim tão lineares. Em apenas um ano, Fernando Fonseca e Dalot mostraram que, tendo oportunidades para tal, serão jogadores de enorme qualidade e Ricardo Pereira provou que sempre teve lugar no plantel azul e branco.

São cinco nomes a ter em conta para duas vagas, isto já depois de Sérgio Conceição ter dado sinais de ter excluído Víctor García do lote de candidatos. Enquanto o venezuelano procura novo clube para jogar por empréstimo, os mais jovens – Fonseca e Dalot – têm na equipa B o destino mais provável, sobrando apenas Maxi, Ricardo e Layún. Curiosamente, todos eles associados recentemente a possíveis transferências.

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

De um ponto de vista mais racional, o português seria aquele a manter a todo custo e Maxi o candidato número um à saída. Existem alguns argumentos para defender esta linha de pensamento: a polivalência de Ricardo é uma vantagem no sistema que, aparentemente, SC quer utilizar (4-4-2) uma vez que, por vezes, é necessário um extremo mais rigoroso defensivamente; e porque o uruguaio já não mostra qualidades que exibiu no passado – sendo cada vez mais evidente a falta que o manto protector que o cobriu aquando da passagem por outro emblema português lhe faz – e, além disso, é um dos jogadores mais bem pagos no plantel.

Mas esbarramos noutro problema: Layún acabou a época com problemas disciplinares e não se sabe até que ponto será possível que sejam ultrapassados. Se o processo culminar na saída do mexicano, Maxi e Ricardo serão, por defeito, as escolhas para o lugar. Mas, sabendo de antemão que ambos têm mercado e a SAD não parece estar em condições de recusar ofertas que superem um certo valor – como parece atestar o brinde feito ao Wolves com Rúben Neves – esta janela de transferências pode terminar com o FC Porto a dar a oportunidade de uma vida a um dos miúdos ou a ter de ir ao mercado para reforçar a posição que, nesta altura, é a que oferece mais escolhas ao treinador.

Foto de Capa: Facebook oficial Layun

Artigo revisto por: Beatriz Silva

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