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Caso a temporada do FC Porto terminasse a 31 de dezembro de 2018, certamente elegeríamos Moussa Marega como um dos jogadores em destaque. Se a segunda metade da época coincidiu com exibições mais pobres da equipa e com a perda de todos os troféus em disputa, os primeiros meses de 2018/19 foram completamente arrasadores na Invicta. Uma vantagem confortável sobre os rivais, uma campanha memorável na fase de grupos da Liga dos Campeões, presença em ambas as taças internas… tudo isso alicerçado num plantel coeso e em boa forma, cujas individualidades, por vezes, sobressaíam mais que o coletivo.

Uma dessas individualidades era o atacante maliano, um jogador que adorava as terças e as quartas-feiras milionárias e que acabaria por deixar escrito o seu nome na “Grande Enciclopédia da Champions”, muito por conta da marca de seis tiros certeiros alcançada na maior prova europeia de clubes. Foi fundamental na participação imaculada da equipa na fase de grupos e também na eliminação da equipa da capital italiana, AS Roma, nos “oitavos”. Internamente, marcou ainda 15 golos nas três competições que disputou.

Moussa Marega foi um dos destaques na campanha europeia do FC Porto
Fonte: FC Porto

Três competições? Exato. Eventualmente, poderiam ter sido quatro, se Sérgio Conceição o tivesse levado a jogo na Supertaça. Porém, tal acabou por não acontecer, devido a uma suposta proposta milionária vinda de terras de Sua Majestade que, alegadamente, Marega estaria tentado a aceitar. O aparente desejo de abandonar Portugal acabou por pesar nas escolhas do técnico que acabaria por deixá-lo de fora, não só do jogo frente ao CD Aves, como também de algumas partidas da fase inicial da liga portuguesa.

Infelizmente, durante o seu percurso em Portugal, algumas foram as ocasiões nas quais o seu nome esteve associado a polémicas, nomeadamente aquando da sua passagem por Guimarães. O que pretendo concluir com tudo isto? O maliano parece não ser o melhor exemplo no que diz respeito a comportamento fora das quatro linhas. Contudo, no mundo do futebol, não existem anjinhos, muito menos santos. Poucos são aqueles que, em nenhum momento, não deram trabalho a quem comanda. E, se é factual que existem alguns episódios menos positivos associados a este avançado, muitas foram as ocasiões onde este conseguiu calar os críticos dentro das quatro linhas.

No atual cenário do FC Porto, vejo quase como que obrigatória a permanência deste jogador. Confirmando-se ou não a saída do seu companheiro de ataque, Soares, o FC Porto deverá tentar ao máximo segurar os seus ativos fundamentais, de entre os quais o camisola onze. Com tantas lacunas para colmatar, não criem mais uma, se faz favor.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

José Mário Fernandes
José Mário Fernandeshttp://www.bolanarede.pt
Um jovem com o sonho de jogar futebol profissionalmente. Porém, como até não tinha jeito para a coisa, limita-se a gritar para uma televisão quando o FC Porto joga.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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