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Deveria ser sempre assim

João Castro · 2 min

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Ontem à noite, jogou-se o maior clássico do futebol nacional e um dos maiores da Europa, que opôs o FC Porto ao SL Benfica. De um lado, estavam os dragões, que para muitas vozes, não tem um plantel à medida do atual campeão nacional, e, do outro, estavam as águias, que, para muitos, iriam conquistar uma fácil vitória, muito devido ao seu plantel recheado de “craques”, como é muitas vezes apelidado.

Pois bem, o que se verificou foi precisamente o contrário. Os comandados de Sérgio Conceição foram superiores em quase todas as linhas, e, a meu ver, esta vitória teve dois pecados: a falta de eficácia (para até construir um resultado mais volumoso) e os erros defensivos, pese embora o mérito individual de Carlos Vinícius, que mostrou ser ele e mais dez na equipa encarnada.

Os azuis e brancos souberam explorar e bem os erros defensivos dos comandados de Bruno Lage (que ainda são a melhor defesa do campeonato), principalmente entre Grimaldo e Ferro. A perfeita amostra disso foi no lance do terceiro golo dos portistas, em que Marega deixou o central português para trás e obrigou Rúben Dias a um auto-golo.

Do lado do FC Porto, o que prevaleceu neste encontro foi o coletivo, sendo que não houve ninguém que tenha estado propriamente mal.

Já do lado do SL Benfica, não se viu a “super-equipa”, que é vista por muitos, favorita a conquistar todas as competições nacionais em que está inserida. Vinícius claramente em destaque, com Rafa no apoio. Mas de resto, não se viu Pizzi, Grimaldo, o “todo poderoso” Weigl, entre outros… Dá que pensar, não?

Tecatito Corona esteve mais uma vez endiabrado, e ninguém o parou
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Mais uma vez, o dragão voou mais alto do que a águia, como tinha acontecido na primeira volta, em pleno Estádio da Luz.

Claro que os portistas preferiam que o campeonato fosse apenas decidido pelo confronto direto, mas a consistência de resultados e de exibições tem de ser a imagem de marca de um campeão… E é aqui que vem a minha crítica: Porque é que o FC Porto não joga com esta intensidade e qualidade com todas as outras equipas? Deveria ser sempre assim, e claramente, a classificação do campeonato poderia ser outra…

É impensável a derrota com o SC Braga quer para o campeonato como para a Taça da Liga, e a perda de pontos noutros jogos.

Há dois problemas que, como referi acima, assombram esta equipa: a falta de eficácia (que ontem se notou) e alguns erros defensivos, que fazem a equipa sofrer muitos golos, que são, muitas vezes, inadmissíveis.

Esta importante vitória não apaga, de todo, os problemas na estrutura azul e branca, e na gestão dos jogadores, como também na qualidade do futebol praticado pela equipa que ontem me surpreendeu.

Restam agora 14 finais para FC Porto e SL Benfica, na certeza de que, de um lado, vemos um plantel a querer mostrar o que vale, e do outro, aqueles que para muitos são imbatíveis, mas ontem provou-se precisamente o contrário.

Acreditar é a palavra de ordem que reina no dragão, sendo que o mais difícil ainda pode estar por vir.

Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

João Castro

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