Deveria ser sempre assim

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    Ontem à noite, jogou-se o maior clássico do futebol nacional e um dos maiores da Europa, que opôs o FC Porto ao SL Benfica. De um lado, estavam os dragões, que para muitas vozes, não tem um plantel à medida do atual campeão nacional, e, do outro, estavam as águias, que, para muitos, iriam conquistar uma fácil vitória, muito devido ao seu plantel recheado de “craques”, como é muitas vezes apelidado.

    Pois bem, o que se verificou foi precisamente o contrário. Os comandados de Sérgio Conceição foram superiores em quase todas as linhas, e, a meu ver, esta vitória teve dois pecados: a falta de eficácia (para até construir um resultado mais volumoso) e os erros defensivos, pese embora o mérito individual de Carlos Vinícius, que mostrou ser ele e mais dez na equipa encarnada.

    Os azuis e brancos souberam explorar e bem os erros defensivos dos comandados de Bruno Lage (que ainda são a melhor defesa do campeonato), principalmente entre Grimaldo e Ferro. A perfeita amostra disso foi no lance do terceiro golo dos portistas, em que Marega deixou o central português para trás e obrigou Rúben Dias a um auto-golo.

    Do lado do FC Porto, o que prevaleceu neste encontro foi o coletivo, sendo que não houve ninguém que tenha estado propriamente mal.

    Já do lado do SL Benfica, não se viu a “super-equipa”, que é vista por muitos, favorita a conquistar todas as competições nacionais em que está inserida. Vinícius claramente em destaque, com Rafa no apoio. Mas de resto, não se viu Pizzi, Grimaldo, o “todo poderoso” Weigl, entre outros… Dá que pensar, não?

    Tecatito Corona esteve mais uma vez endiabrado, e ninguém o parou
    Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

    Mais uma vez, o dragão voou mais alto do que a águia, como tinha acontecido na primeira volta, em pleno Estádio da Luz.

    Claro que os portistas preferiam que o campeonato fosse apenas decidido pelo confronto direto, mas a consistência de resultados e de exibições tem de ser a imagem de marca de um campeão… E é aqui que vem a minha crítica: Porque é que o FC Porto não joga com esta intensidade e qualidade com todas as outras equipas? Deveria ser sempre assim, e claramente, a classificação do campeonato poderia ser outra…

    É impensável a derrota com o SC Braga quer para o campeonato como para a Taça da Liga, e a perda de pontos noutros jogos.

    Há dois problemas que, como referi acima, assombram esta equipa: a falta de eficácia (que ontem se notou) e alguns erros defensivos, que fazem a equipa sofrer muitos golos, que são, muitas vezes, inadmissíveis.

    Esta importante vitória não apaga, de todo, os problemas na estrutura azul e branca, e na gestão dos jogadores, como também na qualidade do futebol praticado pela equipa que ontem me surpreendeu.

    Restam agora 14 finais para FC Porto e SL Benfica, na certeza de que, de um lado, vemos um plantel a querer mostrar o que vale, e do outro, aqueles que para muitos são imbatíveis, mas ontem provou-se precisamente o contrário.

    Acreditar é a palavra de ordem que reina no dragão, sendo que o mais difícil ainda pode estar por vir.

    Foto de capa: Diogo Cardoso/Bola na Rede

    artigo revisto por: Ana Ferreira

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    João Castro
    João Castrohttp://www.bolanarede.pt
    O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva. Apesar de estar distante do clube do seu coração, procura ao máximo não perder nenhuma novidade da cidade invicta e do futebol em geral.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
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