Publicidade

Dínamo espanhol

Telmo Martins · 3 min

Dínamo espanhol

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

Quando se soube do regresso do pequeno génio espanhol à cidade Invicta, os adeptos suspiraram pelo pequeno jogador que viram a jogar na primeira época de Lopetegui ao serviço do FC Porto mas que, depois de uma excelente época, sobretudo devido a uma soberba campanha na Liga dos Campeões, foi resgatado por Diego Simeone e a estrutura colchonera. Estes, quando o emprestaram, sabiam que o potencial e o talento estavam lá: toque de bola, controlo e recepção, visão de jogo, domínio dos momentos de jogo. Ou seja, tudo aquilo que caracteriza os médios de classe espanhóis e, quando chegou Oliver Torres, ele vinha sem opção de compra, para assim o Atlético ter uma palavra a dizer.

Fez uma época 2015/2016 mediana, com 33 jogos, 19 deles como suplente utilizado, o que perfaz 14 jogos a titular e um total de 1337 minutos jogados, dando o valor médio de 40 minutos por jogo, ou seja, nem uma parte completa efetuada, em média, e com um golo marcado. A sua habilidade de aparecer na área a finalizar tem de melhorar, e na época transata faturou por uma vez, na Liga dos Campeões, contra a equipa do Astana na fase de grupos.

Mas, deixando o passado e analisando a presente temporada, Oliver Torres vem por empréstimo mas com uma cláusula de compra de aproximadamente 20M € e é um empréstimo de época e meia, ou seja, até dezembro de 2017, o que mostra uma mentalidade diferente do Atlético e, ao mesmo tempo, apesar de ser um valor muito elevado para o panorama português (e para o FC Porto, que tem como obrigação melhorar as contas), se tornará um valor ativo e poderá significar uma boa venda no futuro, já que a qualidade do jogador é comprovada por todos (infelizmente, os dragões continuam a ser um clube que necessita de vendas elevadas).

Analisando até agora o reforço portista, vemos que tem sido uma aposta constante a titular por parte de NES, somando já quase 1000 minutos de utilização e faturando um golo. Mas, neste jogo com o SL Benfica, Oliver fez, provavelmente, a melhor exibição de dragão ao peito e foi fundamental para o recital de futebol que foi a primeira parte portista. Ora vejamos:

– 91% de precisão de passe;

– 4 desarmes de bola;

– 8 duelos ganhos;

– 3 passes decisivos;

– 2 dribles conseguidos

Números muito interessantes para um médio centro do FC Porto que, para além do transporte de bola e qualidade de passe, conseguiu contribuir decisivamente para o excelente comportamento defensivo da equipa. Analisando agora o heatmap do jogador:

heatmap

Vemos que a sua ação se verificou maioritariamente no flanco esquerdo do ataque portista e consequente faixa direita da defesa encarnada. E aqui estava a dor de cabeça, porque neste flanco caíam Alex Telles, Diogo Jota e Oliver, o que obrigava Salvio a resguardar-se no apoio a Nelson Semedo e este (o melhor elemento ofensivo do Benfica na primeira parte) a ter cuidados redobrados. Oliver Torres apareceu sempre entre Salvio e o médio centro do SL Benfica, oferecendo sempre linha de passe e conseguindo receber e poder olhar de frente para a baliza e para o jogo e, oferecendo ainda, superioridade numérica porque à sua frente estavam os avançados do FC Porto e Oliver a aparecer entre a linha defensiva e média dos encarnados. Foi um jogo em cheio do jovem espanhol pelo FC Porto que, com a sua saída, começou a perder a luta a meio campo, tendo menos critério na saída, menos desequilíbrios e capacidade de resguardar a bola quando assim tinha de ser. Um jogo excelente em todos os pontos e que faz o seu passe valer os 20M € da sua cláusula.

Artigo revisto por: Francisca Carvalho

Telmo Martins

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Fórmula 1

Antevisão GP Singapura: Max Verstappen conquista a 50.ª pole position da carreira

A ANTEVISÃO: MAX VERSTAPPEN CONQUISTA A PRIMEIRA POLE EM SINGAPURA, OS FERRARI PROMETEM DAR LUTA E A MERCEDES FICA AQUÉM DAS EXPETATIVAS Está a ser um fim de semana perfeito para Max Verstappen. Depois da vitória na corrida Sprint, o tetracampeão mundial foi o mais rápido no circuito de Marina Bay e conquistou a sua primeira pole position em Singapura e a 50.ª da carreira na Fórmula 1. Será que o Max Verstappen do final de 2025 está de volta?

Gonçalo Carneiro · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Lamber as feridas do Dragão | Benfica x Vitória SC

Quase três semanas depois, e com muita polémica em torno da seleção nacional, as emoções do campeonato estão de volta. O Benfica é o último dos três grandes a apresentar-se nesta jornada. Após os triunfos de Sporting e FC Porto os encarnados estão obrigados a vencer para não se atrasarem ainda mais na corrida pelo título. As águias vão defrontar o Vitória SC, que tem estado a realizar um campeonato aquém das expetativas, e este poderá ser o adversário ideal para sarar as feridas provocadas no Estádio do Dragão. Marco Silva tem algumas dores de cabeça para esta partida, mas nada que não se resolva. O treinador encarnado não vai poder contar com os lesionados Daniel Banjaqui, Alexander Bah, Jaden Umeh, Jakub Kaminski e Enzo Barrenechea. Georgiy Sudakov é o único do departamento médico que está em dúvida. Clément Lenglet também não vai a jogo por estar a cumprir castigo após a expulsão frente ao FC Porto. Oportunidade para Alessandro Circati estrear-se como titular no eixo da defesa.  Com Banjaqui e Bah indisponíveis, Fredrik Aursnes irá ocupar o lado direito da defesa. Nada que o médio norueguês já não esteja habituado, pois recentemente desempenhou essa função ao serviço da sua seleção. Em relação a Sudakov, mesmo que entre na convocatória não será titular. Andreas Schjelderup deverá ocupar novamente a posição 10 atrás de Vangelis Pavlidis.

Rui Alves Maria · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.