Dragão procura voltar a voar na Choupana frente a Nacional em dificuldades | CD Nacional x FC Porto

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Primeira Liga, 22ª jornada: quinta-feira, 15 de fevereiro de 2026, 15h30.

A ANTEVISÃO: O FC PORTO É LÍDER ISOLADO, MAS NÃO VENCE HÁ DOIS DESAFIOS, VISITA UM NACIONAL QUE TAMBÉM PROCURA REGRESSAR AOS TRIUNFOS

As últimas duas semanas foram marcantes pelo reino do dragão. Nas últimas duas jornadas, o FC Porto perdeu mais pontos do que em toda a primeira volta só com a derrota no terreno do Casa Pia (1-2) e com o empate caseiro a uma bola no clássico, a equipa de Francesco Farioli experienciou estar sem vencer dois jogos consecutivos pela primeira vez esta época. O resultado desta experiência é claro para os azuis e brancos. A equipa continua líder isolada, mas já não é invicta e a margem é mais curta no avanço em relação aos rivais (quatro pontos acima de Sporting e sete acima de Benfica). O principal pensamento nas hostes portistas é voltar rapidamente aos triunfos e de preferência, uma sequência de três (Nacional fora, Rio Ave e FC Arouca em casa) até chegar a semana em que os pupilos de Farioli terão dois clássicos bem decisivos para o resultado da época (Alvalade na primeira mão da meia-final da Taça de Portugal e Luz cinco dias depois para 25ª jornada da Liga Portuguesa, além de estar pela mesma altura os oitavos de final da UEFA Europa League).

Procurando regressar às vitórias e construir um novo ciclo de vitórias, alguns pontos serão de reflexão e trabalho interno. Estando com um rendimento claramente positivo e notável no setor defensivo (apenas sete golos sofridos em 21 jogos na Liga), a equipa demonstra algumas lacunas no ataque. Embora já marque consecutivamente (um golo no mínimo) há 13 jogos na Liga e há 22 no cômputo geral das competições, os portistas têm apenas 42 golos marcados na Liga em 21 jogos e 68 golos em 34 jogos disputados no geral das competições. Números esses que estão bem abaixo dos rivais e não só. O Sporting tem 55 golos na Liga e 90 em todas as competições, o Benfica tem 44 na Liga e 70 em todas as competições e o Braga tem 44 golos na Liga e 87 em todas as competições. Curiosamente, até o sétimo classificado Estoril-Praia tem mais um golo marcado na Liga (43 golos marcados) do que a equipa de Farioli que é líder. Entre Liga Portuguesa e UEFA Europa League, já são dez jogos ganhos pela margem mínima e 14 pontos perdidos em jogos onde a falta de eficácia ofensiva teve peso significativo

Procurando trabalhar a (alguma) lacuna no setor atacante, as melhoras irão fortalecer uma equipa que é muito coesa no setor defensivo e cheia de qualidade no meio-campo e alas ofensivas. Apesar do infortúnio (até final da época) de Samu na posição nove, surge uma oportunidade não só para outros jogadores somarem mais minutos, como Rodrigo Mora ou Deniz Gül , mas também para o técnico italiano procurar alternativas ao sistema tático atual, com vista a potenciar o meio-campo e redefinir as funções dos extremos, eventualmente formando uma dupla móvel sem uma referência fixa.

Para o jogo da Madeira, espera-se um FC Porto igual a si mesmo. Ofensivo, com posse e a procurar alcançar a vantagem desde cedo. Dependendo da exibição apresentada pelo CD Nacional, espera-se que o FC Porto busque o triunfo pelo talento ou pela energia. Se o jogo for aberto, o talento pode resolver cedo, no entanto, se for fechado, a energia e profundidade do banco poderão decidir tarde. Restando apenas a dúvida se Farioli apresentará uma equipa igual a si própria até ao momento ou se apresentará alguma surpresa de um elemento menos utilizado ou um sistema diferente do atual e adaptado aos jogadores disponíveis no momento.

Para este encontro, Francesco Farioli tem seis ausências. Francisco Moura encontra-se suspenso por ter visto o quinto amarelo na grande penalidade cometida no clássico frente ao Sporting. Embora ainda estivesse castigado pela expulsão frente ao Casa Pia, William Gomes está de regresso à equipa após ter sido aceite a providência cautelar apresentada pelo clube azul e branco. Já Samu, Kiwior e Martim Fernandes entraram no lote de indisponíveis por lesão após o clássico com os verde e brancos. O avançado espanhol sofreu uma rotura de ligamentos no joelho e perderá o resto da temporada, já o defesa polaco contraiu uma lesão muscular e o defesa-lateral contraiu uma fáscia plantar. Os três juntam-se a Nehuén Perez e Luuk de Jong no mesmo parâmetro.

Do lado do CD Nacional, o cenário está bem mais complicado. Encontra-se num modesto 12º lugar e embora seja uma equipa que disputa bem o resultado na maioria dos jogos (marcou pelo menos um golo em 12 dos últimos 15 jogos da Liga, perdeu menos vezes do que aquelas em que pontuou), a verdade é que a equipa de Tiago Margarido tem apenas duas vitórias nos últimos 13 jogos da Liga. As três últimas vitórias foram todas em casa, já não vence fora desde setembro (1-0 em Braga). Estando apenas quatro pontos acima dos lugares de descida, a equipa madeirense precisa de pontos para não começar a sentir a pressão adicional do desespero de escapar à “linha de água”.

Neste jogo, espera-se que a equipa de Tiago Margarido seja mais defensiva, procurando o contra-ataque e aproveitar as lacunas que o FC Porto possa apresentar, nomeadamente defensivas, tanto em transições como em lances de bola parada. A equipa insular tem cinco jogadores indisponíveis por lesão no embate com os dragões: João Aurélio, Ivanildo Fernandes, Filipe Soares, Lucas França e Ulisses Wilson. Já o defesa-central Léo Santos também não estará ao serviço da equipa por acumulação de amarelos.

10 DADOS RÁPIDOS

  1. O histórico global entre os dois clubes é extremamente desigual a favor dos portistas, com 37 vitórias azuis e brancas, quatro empates e oito vitórias da equipa madeirense em 49 jogos.
  2. Além de 43 jogos entre os dois emblemas para a Liga Portuguesa, também se defrontaram três vezes para a Taça de Portugal (100% de vitórias do FC Porto) e outras três vezes para a Taça da Liga (dois triunfos dos dragões e um dos insulares).
  3. Nos oito triunfos do CD Nacional frente ao FC Porto, o histórico é inteiramente repartido, com quatro triunfos na Choupana e os outros quatro na cidade Invicta.
  4. Em 49 jogos entre CD Nacional e FC Porto, os madeirenses marcaram apenas 35 golos, enquanto os portistas furaram as redes dos insulares por 109 ocasiões.
  5. A primeira vez que o CD Nacional venceu o FC Porto, foi na Liga Portuguesa 1990/91 por 2-1 no Estádio das Antas.
  6. A jogar na Ilha da Madeira, os dois clubes defrontaram-se 26 vezes (21 para a Liga Portuguesa, as três vezes para a Taça de Portugal e duas para a Taça da Liga), com os portistas a ganharem 19 das mesmas, três terminaram com repartição de pontos e os da casa saíram por cima em quatro ocasiões.
  7. No histórico da Choupana, a equipa portista regista 55 tentos e 20 para a coletividade da casa.
  8. O último jogador do CD Nacional a marcar à equipa azul e branca foi o defesa central brasileiro Zé Vitor, fê-lo na última vitória (na época passada) da sua equipa frente ao FC Porto no Estádio da Choupana.
  9. Samu marcou dois golos nos últimos dois jogos caseiros do FC Porto frente aos alvinegros, um tento em cada jogo e ambos de grande penalidade.
  10. O árbitro do encontro será José Bessa da Associação de futebol do Porto.

JOGADORES A TER EM CONTA

Jesús Ramírez Nacional
Fonte: Pedro Figueira/Bola na Rede

Jesús Ramírez – A figura da equipa com números inequivocamente notáveis (14 golos) e autor de quase metade dos golos madeirenses no total (32 golos), o avançado venezuelano é a principal arma para procurar alcançar um resultado positivo frente aos líderes da Liga. Desde logo, tentando explorar as lacunas de defesa azul e branca aproveitando a ausência de Kiwior. Um típico finalizador, a referência do ataque insular e com boa movimentação, Jesús Ramirez tem tudo para voltar a ser decisivo.

Rodrigo Mora FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Rodrigo Mora – Após a lesão de Samu e perda do jogador para o resto da época, abre-se uma vaga no ataque dos dragões. Farioli poderá não preencher essa vaga de forma definitiva por um só jogador (Deniz Gül), mas procurar uma dinâmica de sistema no ataque e de opções. Aqui claramente entra Rodrigo Mora. O jovem portista volta a ganhar espaço, poderá entrar como opção mais frequente daqui para a frente e terá fortes hipóteses de ser mais vezes o “joker” decisivo para a equipa chegar à vitória, nomeadamente em jogos mais apertados com adversários a fechar espaços. Mora pode ser opção como médio mais ofensivo, mas também na ala e seria interessante como “falso nove”, abrindo jogo para os dois extremos, sendo o elemento a ligar o meio-campo com o ataque e podendo faturar muito mais vezes. Sendo um criativo, tecnicista, inteligente taticamente e com boa mobilidade, Rodrigo Mora tem aqui o seu momento esta época e pode começar a ser decisivo já na Choupana.

XI´s PROVÁVEIS

CD Nacional: Kaique, Alan Núñez, Chico Gonçalves, Zé Vítor, José Gomes; Matheus Dias, Joel Silva, Liziero,  Pablo Ruan, Paulinho Bóia e Jesús Ramírez.

Treinador: Tiago Margarido

«A matriz do jogo do FC Porto é basicamente a mesma, independentemente dos executantes, obviamente que as caraterísticas individuais fazem a diferença. Mas aquilo que é a base, em nada se vai alterar. Como tal, foi fácil no sentido de preparar a semana consoante aquilo que nós perspetivamos para o jogo, porque têm padrões muito bem definidos, que são muito fáceis de identificar, mas muito difíceis de anular como já alguém disse. O que pode mudar será uma ou outra unidade e pode configurar nuances diferentes. Aquilo que era o grosso modo foi preparado consoante aquilo que pretendemos até agora».

FC Porto: Diogo Costa, Alberto Costa, Thiago Silva, Bednarek, Zaidu, Alan Varela, Froholdt, Rodrigo Mora, Pepê, Borja Sainz e Deniz Gul.

Treinador: Francesco Farioli

«Vamos jogo a jogo. Espero que sejamos capazes de conseguir os resultados que queremos. Mas vamos enfrentar alguns desafios. A viagem, o relvado… E para a maneira como o Nacional joga e tendo em conta a qualidade que têm na frente, são uma equipa perigosa para qualquer equipa».

PREVISÃO DE RESULTADO: CD Nacional 1-2 FC Porto

Jorge Afonso
Jorge Afonso
O Jorge apaixonou-se pelo futebol num dérbi em Alvalade e nunca mais largou. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Ciência Política, vive entre estatísticas, memórias épicas e o encanto de equipas como o Barça de Guardiola ou a França de Zidane.

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