E se tudo fosse resumido a séries?

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Em mais um ano atípico do Futebol Clube do Porto e com o Benfica a reclamar o tri-campeonato mesmo ao virar da esquina, as pessoas esquecem-se de que, ainda assim, caso os dragões vençam a Taça de Portugal, a época é bem mais positiva do que, por exemplo, a do Sporting, que mesmo que consiga o segundo lugar “apenas” ganhou uma Supertaça (e com isto não estou a dizer que o Porto ganhará ao Braga nem a desculpar mais uma época horrível do meu clube! É só um ponto prévio para todos aqueles que se acham donos e senhores da única verdade, das boas maneiras e dos costumes do futebol português).

Seguindo: hoje trago uma pequena analogia, comparando o estado do nosso futebol com conhecidas séries do conhecimento geral do público. Como não podia deixar de ser, começo pelo meu clube, e depois abordo uns temas ou outros clubes que me parecem importantes:

Futebol Clube do Porto – “Lost” (“Perdidos”): Como o nome indica, nestes últimos anos, o clube da invicta, clube com mais títulos internacionais e maiores feitos do futebol português, clube que mais e melhor representa as cores nacionais no estrangeiro, parece estar completamente perdido: mesmo que Pinto da Costa se assuma como um verdadeiro “Jack Shephard” e tente levar o desnorte e o barco a bom porto, a verdade é que existem pessoas que parecem estar mais interessadas com o próprio umbigo do que com o bem geral da tripulação, e a essa pessoa dou o nome de Antero Henriques, vulgo “Sawyer” na aclamada série.

Pinto da Costa, o líder da nação azul e branca
Pinto da Costa, o líder da nação azul e branca
Fonte: FC Porto

Depois, temos situações enigmáticas e imprevisíveis, como as contratações de Indi, Angél ou Marega (entre outros), que são jogadores/personagens que nada acrescentam ao enredo principal, e a esses dou o nome de “Bernard”, “Bram” e “Rose”. Depois, temos aquele jogador adorado por todos chamado André André (que poderia ser “Hugo”, não pela dimensão física, mas pelo carisma!), que ainda não está maduro o suficiente para se assumir como um jogador do estilo de Deco (que saudades!). Por fim, temos o mal amado Herrera, que me faz lembrar “Sayid Jarrah”, o iraquiano do qual todos inicialmente desconfiavam mas que depois provou ser do melhor que havia na tripulação. O mesmo se passa com o mexicano no Porto, que quando é preciso alguém pegar nas rédeas da equipa este diz “presente”.

Espero sinceramente que o “fumo preto” que tem atormentado o nosso treinador, Peseiro (ou “John Locke”), se desfaça rapidamente, e que se faça uma enorme luz do fundo de um túnel, e assim ainda salvemos a honra da época com uma taça de Portugal, manifestamente pouco mas o ainda possível.

Redação BnR
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