Última hora2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica
Publicidade

Em momentos de pressão… O Porto diz presente

André Eusébio · 2 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

portosentido

Paulo Fonseca está em risco. Os recentes resultados meteram o treinador do Porto numa situação de espada contra a parede. Pinto da Costa e a direcção do Porto não aceita treinadores que não apresentem resultados. Como tal, Paulo Fonseca partia “em bicos de pés” para o jogo com o Braga. 12ª jornada, Braga. Não é um jogo fácil, embora o Braga de Jesualdo aparente ser muito frágil. O Braga tinha mostrado bons indícios no jogo com o Benfica. Na verdade, foi até injusto não ganhar, pelo menos, um ponto. No entanto, Porto não é Benfica…

À partida, sem Fernando no meio campo qualquer jogo é mais complicado. Já disse mais do que uma vez que o brasileiro é fundamental no jogo do Porto. Paulo Fonseca apostou (novamente) em dois pivôs no meio-campo: Herrera e Defour. À frente, Josué continua a fazer a posição de falso extremo que, como já disse no passado, não dá grande vantagem à táctica do Porto.
Na primeira parte do jogo com o Braga parecia que o Porto se encontrava num estado de inércia desportiva no qual nada corre bem e tudo parece fraco. O início do Porto deu o controlo do jogo ao Braga. Os homens de Jesualdo não conseguiram, porém, aproveitar a fragilidade azul e branca. Uma primeira parte dividida sem grandes oportunidades. Nem uma única ocasião, verdadeira, de golo para os dois lados. Um desperdício de tempo no que toca a um jogo do campeão nacional. Apenas perto do fim da primeira parte é que o Porto pareceu querer jogar futebol.

O intervalo fez maravilhas à equipa do Porto. A segunda parte mostrou, por fim, o que todos os adeptos portistas ansiavam há já alguns jogos: Qualidade!
Mesmo com a saída de Lucho logo nos primeiros minutos o Porto subiu a parada e dominou. O regresso de Jackson aos golos também ajudou no aumento da moral do Porto. O golo do colombiano, após um bom centro de Alex Sandro, foi o tónico que levou o jogo do Porto ao próximo patamar. Após o golo a equipa estava confiante e isso reflectiu-se na forma como os jogadores interagiam entre si. Com o primeiro golo marcado o Porto pude fazer o tipo de jogo que mais gosta, o jogo de posse e controlo.

Sem surpresas, Jackson volta a facturar. Que o colombiano é craque não há dúvida. Esteja num bom, ou mau, momento nunca se pode por de parte um jogador como Jackson. Hoje, voltou a mostrar que é um jogador incrível. Um matador com faro de golo.

O avançado colombiano voltou aos golos contra o Braga Fonte:http://www.jornalacores9.net/
O avançado colombiano voltou aos golos contra o Braga
Fonte:http://www.jornalacores9.net/

No final, dois a zero, quase três, não fosse a brilhante defesa de Eduardo no minuto 88’. No jogo da pressão, após ter perdido a liderança, contra um adversário complicado, o Porto disse “presente”. Ainda é muito cedo para dizer se é o final do mau momento de forma do Porto. A segunda parte do jogo de hoje foi um indício muito bom de retoma. Agora, Atlético de Madrid no último esforço da passagem da fase de grupos. No porto é preciso sempre mais. Porto é pressão, de vitória, de títulos e de domínio. E nos momentos de pressão, o Porto diz, sempre, “presente”.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.