Águias e dragões empataram a um golo esta quinta-feira no Estádio da Luz, em jogo da 31.ª jornada da Primeira Liga. Com este empate, o FC Porto solidificou o segundo lugar, quatro pontos à frente do Benfica, que continua em terceiro, mas está agora a oito do líder Sporting CP, que pode garantir o título na próxima jornada. Um resultado que não interessou a nenhum dos conjuntos.

Os azuis e brancos, apresentaram-se com o tradicional 4-4-2, onde Luis Díaz rendeu Corona no onze. A partida começou com um ritmo algo fraco, com muitas faltas nos primeiros 15 minutos. Com menos posse de bola, a turma de Sérgio Conceição foi mais agressiva no meio-campo ofensivo e foram raras as vezes que o adversário conseguiu importunar os visitantes.

Com um setor defensivo hesitante e adormecido, pouco apoiado por um meio-campo incapaz de anular o perigo, a equipa de Jorge Jesus adiantou-se no marcador numa das poucas vezes que se aproximou da baliza de Marchesín. Contudo se as melhores oportunidades já tinham sido do FC Porto, a partir do golo, os atuais detentores do título garantiram também a posse de bola. As águias só puseram as garras de fora nos minutos finais do primeiro tempo, Pizzi desmarcou Rafa e o extremo foi travado em falta por Manafá na área portista. Artur Soares Dias apontou para a marca de grande penalidade, mas a decisão foi revertida pelo VAR, que assinalou fora de jogo.

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FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

O domínio do encontro por parte do clube da Invicta manteve-se com o retomar da partida, seja pelas incursões rápidas de Luis Díaz ou pelos remates de Mateus Uribe. Aos 56 minutos, o VAR voltou a corrigir uma má decisão do árbitro, Diogo Gonçalves pisou Zaidu dentro dá área e a interpretação de Soares Dias tinha sido ao contrário.

Com as primeiras substituições feitas, foi notória a intenção de segurar a vantagem por parte de Jorge Jesus, lançou Gabriel e Taarabt para os lugares de Rafa, que estava a ser o jogador mais perigoso, e do amarelado Weigl. Conceição respondeu com mexidas mais ofensivas, tentando mudar o resultado do marcador – entrou Toni Martínez e João Mário. Acertou em cheio, o jovem extremo português criou o lance do empate, que o FC Porto há muito fazia por merecer. Poucos minutos depois o mesmo protagonista poderia ter feito o 1-2, o remate saiu ligeiramente por cima da baliza.

Os dragões controlavam a partida e criavam mais oportunidades, o SL Benfica ia tentado desestabilizar por meio de contra-ataques perigosos por culpa de um FC Porto muito exposto a transições. Devido a este fator, acabou por ser o Benfica a estar mais perto de chegar à vitória. Adel Taarabt acertou no poste e, muito perto do fim, Pizzi festejou um golo, anulado pouco depois pelo VAR por fora de jogo de Darwin numa fase anterior da jogada.

Ambas as equipas necessitavam da vitória, mas fizeram muito pouco para a merecer, um clássico com um futebol praticado muito fraco.

Resultado semelhante ao da primeira volta, novo empate a uma bola. Um resultado mais interessante para o FC Porto na luta pelo segundo lugar, mas que, no fundo, só beneficia quem não participou, o Sporting CP.

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