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Extração de ADN

Francisco Sebe · 1 min

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Por fim, já chega. Ao longo das últimas três épocas tem-se tolerado muita coisa, mas agora bateu no fundo. Algo de que o FC Porto se tem orgulhado tem sido a sua identidade resiliente e que resiste ainda e sempre a qualquer rombo, desportivo ou não, que o clube possa sofrer.

O culpado? Primeira e obviamente, Julen Lopetegui, mas também à boleia das más decisões que a estrutura diretiva tem tomado nos tempos recentes. Escrever estas linhas custou-me, mas custa-me mais ver aquilo que está a acontecer ao clube da Invicta.

Absurda é como qualifico a opção por um sistema 3-5-2 em Londres. Numa partida em que era imperiosa a necessidade de vencer, contrariar a génese portista e jogar sem qualquer ponta-de-lança de início foi simplesmente… inadmissível. Há anos que não via algo do género acontecer, e, tomando como exemplo o jogo de Munique na temporada passada, onde se poderia exigir mais facilmente um sistema defensivo, até nessa ocasião Lopetegui pôs um “homem-alvo” em campo, na altura Jackson Martínez.

Imbula esteve perdido no sistema desenhado por Lopetegui para o jogo com o Chelsea Fonte: FC Porto
Imbula esteve perdido no sistema desenhado por Lopetegui para o jogo com o Chelsea
Fonte: FC Porto

É imperdoável ver que a identidade de um clube que pautou a hegemonia do futebol nacional se vai perdendo a pouco e pouco e pensar que o Presidente do mesmo ainda não foi capaz de tomar a decisão que se impõe, face às constantes desilusões que o FC Porto, mais apetrechado em termos de recursos financeiros e desportivos, tem proporcionado aos seus adeptos.

Como o meu colega Pedro Morais escreveu há uns dias, parece que a SAD se preocupa mais com aquilo que o clube pode ser a nível mercantil do que no plano desportivo, que, na verdade, é o que dá prestígio às instituições. O ADN do FC Porto vai-se perdendo entre transferências milionárias, nomes sonantes e… falta de títulos.

Objetivos? Olhar para tudo com o objetivo de vencer. Poderão ser alcançados? Só o tempo o dirá, mas não o serão pelo crédito dado ao treinador. Parece que isso já não valerá a pena.

Foto de Capa: FC Porto

Francisco Sebe

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2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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