FC Porto 0-0 FC Internazionale: A bola não quis mesmo entrar

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A CRÓNICA: FC PORTO FORTE, MAS INEFICAZ, FICA A LAMENTAR OPORTUNIDADES FALHADAS E A DERROTA DA 1.º MÃO

No Estádio do Dragão, numa noite fresca, sem ser fria, era jogo de caráter decisivo. FC Porto e FC Internazionale jogavam o acesso aos quartos de final da Liga dos Campeões naquele que era o segundo jogo da eliminatória, depois da vitória da formação italiana por 1-0 no Giuseppe Meazza.

Para os dragões, o sonho mantinha-se vivo apesar da desvantagem trazida para este jogo e da ausência de Otávio e Pepe – peças fundamentais na equipa. A qualidade demonstrada no primeiro jogo dava esperança. Para a formação de Milão, a vontade de voltar a fazer um percurso significativo nesta competição era uma grande motivação, até para fazer esquecer os maus resultados recentes no campeonato. Um grande jogo em perspetiva, repleto de emoções fortes.

Os portistas entraram com muita vontade e logo numa fase inicial do jogo Uribe ameaçou a baliza de Onana, no primeiro lance de perigo do jogo. A estratégia era clara, pressionar, recuperar a bola em zonas adiantadas do terreno e anular por completo o meio-campo cerebral do Inter. No plano ofensivo, o posicionamento híbrido de Taremi ajudava a atrair sempre pelo menos um dos centrais adversários e trazer incerteza.

A história da primeira parte é relativamente simples de contar. Dividida quase sempre, com as oportunidades também a não fugirem à regra. Do lado forasteiro, a dupla de atacantes ainda chegou a assustar um par de vezes e do lado azul e branco a ameaça foi sul-americana. Uribe e Evanilson dispuseram de boas oportunidades para empatar a eliminatória, mas o perigo não se traduziu em golo. Ao intervalo, um 0-0 que não satisfazia as pretensões da equipa de Sérgio Conceição.

No segundo tempo, o Porto não quis perder tempo e foi Uribe também que deu o primeiro sinal de que o dragão estava bem acordado. A dinâmica imposta pelo campeão nacional, sobretudo na ala direita através de Pepê, era intensa e nunca dava descanso ao Inter. O brasileiro fez mesmo um jogo incansável, foi inesgotável. Para a equipa de Inzaghi não havia dúvidas, a estratégia era defender e procurar os avançados em transição rápida.

 Com o passar do tempo, cada vez houve menos Inter no jogo e a equipa do Porto praticamente vivia acantonada no último terço do adversário. Na fase crítica do jogo, o azar apoderou-se por completo dos azuis e brancos. Primeiro Toni Martinez no início do período de descontos – que fica muito perto de marcar num remate acrobático – e depois, numa dupla oportunidade mesmo ao cair do pano, Taremi acerta no poste e de seguida Grujic cabeceia na barra, num momento de levar as mãos à cabeça – este ultimo lance acabaria por ser anulado por fora de jogo.

Pepê viria mesmo a ser expulso no último minuto por acumulação de amarelos e o Porto não conseguiria marcar o desejado golo que levaria o jogo para prolongamento. Assim, o resultado ficou tal como começou, com empate a zero e que deixou a equipa da invicta por terra na Liga dos Campeões, avançando assim os nerazzurri.

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Atitude resiliente até ao último segundo – É preciso mesmo uma alma enorme para fazer um jogo deste tipo, com ausências de peso e um plantel mais limitado, contra uma grande equipa como o Inter e mesmo assim ficar a centímetros de levar o jogo para outra discussão. Uma equipa incansável, que fez por merecer uma sorte diferente.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Ineficácia azul e branca – A equipa italiana foi uma equipa quase sempre eficaz a defender, mas teve alguns momentos de quebra que não foram bem aproveitados. Em alguns momentos faltou arte, noutros engenho e o Porto não conseguiu quebrar o nulo, mesmo apesar do ímpeto final onde dispôs de um par de oportunidades criadas.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC PORTO

Não foi possível colocar questões ao técnico do FC Porto, Sérgio Conceição.

FC INTERNAZIONALE

Não foi possível colocar questões ao técnico do Inter Milão, Simone Inzaghi.

Fernando Coelho
Fernando Coelho
Jogador de futsal amador, treinador de bancada profissional. A aprender diariamente, acredita que o desporto pode ser diferente. Escreve com acordo ortográfico.

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