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Se, até então, o Porto já sentia dificuldades para ter bola ou para sair no contra-ataque, a partir desse momento tornou-se missão impossível. Foi uma longa hora de futebol rendilhado da Juventus, que tomara conta do meio campo e cercara a área portista, procurando incessantemente tomar a baliza de assalto. Esta pressão apenas foi interrompida aos 47 minutos, num cabeceamento de Herrera, ao lado, na única oportunidade digna desse nome do Porto em todo o jogo.

Poderia enumerar todas as oportunidades para o lado italiano e respetivos minutos mas não vou sujeitar os leitores a esse massacre. Limito-me a dizer que a chave do jogo esteve no lado esquerdo da defesa do FC Porto e no lado direito da equipa da Juventus. Ora vejamos, na Juve saíram Cuadrado e Lichtsteiner, para as entradas de Pjaca (autor do primeiro golo) e Dani Alves (autor do segundo). No FC Porto, Alex Telles foi expulso e Layún (substituiu André Silva) entrou para ocupar a posição, sendo deste a “assistência” para o primeiro golo. Após o golo, Nuno troca Brahimi por Diogo Jota, que deixa Dani Alves solto nas suas costas, antes de este finalizar a jogada do segundo golo.

Foram dois minutos (72 e 74) fatais para a equipa portuguesa que, embora sem qualidade de jogo, foi heróica quando teve que defender e soube, na maioria do tempo, condicionar o fortíssimo jogo interior italiano, atirando o jogo para as alas, onde, apesar de toda a qualidade, esta equipa da Juventus não é tão forte. Por isso, mereceu tantos aplausos do Dragão durante e no final da partida.

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Foi um jogo ingrato porque não nos permite avaliar o que o Porto poderia ter feito se o disputasse no seu todo em igualdade numérica mas, diga-se, em nome da honestidade intelectual, que mesmo com onze jogadores em campo o FC Porto já vivia sérias dificuldades na partida.

A eliminatória fica, assim, praticamente decidida e resta aos comandados de Nuno colocarem todas as suas energias no objetivo primordial da época: a conquista do 28º título de campeão nacional. Domingo há derby frente ao Boavista e cabe à equipa técnica assegurar que esta partida não deixa mazelas físicas e psicológicas nos jogadores.

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