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FC Porto e GD Chaves empataram a uma bola esta noite, em jogo a contar para o grupo C da Taça da Liga. Hernâni marcou para os dragões e Eustáquio assinou o empate já para lá do minuto 80.
Depois da paragem para os compromissos de seleções, o FC Porto e o GD Chaves deram o pontapé de saída para a fase de grupos da Taça da Liga. A competição, que tem vindo a escapar aos azuis e brancos desde que surgiu, motivou alterações nos escolhidos de Sérgio Conceição. Muitos dos habituais titulares estiveram fora a representar o seu país e acabaram por não treinar e a habitual rodagem já se fazia prever, não fosse terça-feira dia de Champions.
Na baliza, Casillas deu lugar a Vaná, num onze onde se destacou o regresso à titularidade de Danilo. De resto, alinharam ainda de início Diogo Leite, Corona, João Pedro e Adrian López. Também Daniel Ramos promoveu alterações na sua equipa, com cinco caras novas no onze: António Filipe, Nuno Coelho, Luís Martins, Jefferson e Niltinho.
Com a casa bem composta mas longe da lotação esgotada, foi o FC Porto o primeiro a dar sinais de perigo. Logo aos dois minutos Marega serviu Felipe já dentro da área, o brasileiro tocou de calcanhar mas o GD Chaves conseguiu o alívio. Os flavienses tentaram reagir e, ao contrário da primeira jornada do campeonato, fizeram o primeiro remate aos sete minutos. O pontapé de fora da área acabou por não incomodar Vaná, que agarrou sem dificuldade.
Felipe voltou a ficar perto do golo à passagem do minuto 11. Após livre de Alex Telles à entrada da área, no lado direito do ataque, o central subiu mais do que os adversários mas o cabeceamento saiu à figura de António Filipe, que segurou o nulo. Com o domínio do jogo mas perante um GD Chaves bem posicionado a defender, o FC Porto não criou muito incómodo ao guarda-redes adversário. Do outro lado, também a formação de Daniel Ramos não ameaçou verdadeiramente as redes de Vaná.
Apesar da partida ainda se encontrar no primeiro tempo, a impaciência da equipa e dos adeptos começou a ser cada vez mais visível (e audível), com os jogadores a tentarem apressar as reposições de bola do GD Chaves e os adeptos a assobiarem as sucessivas quedas do adversário.

Fonte: Bola na Rede
No regresso para a segunda parte, a grande novidade esteve mesmo fora das quatro linhas. No banco dos dragões, faltou Sérgio Conceição. O treinador foi expulso no final da primeira parte, já para lá do túnel, uma vez que no recinto ninguém se apercebeu do momento. A ausência apenas foi notada no reatar da partida, com o adjunto a assumir as instruções para dentro das quatro linhas.
Aos 53 minutos, na sua estreia a titular esta época, Danilo encheu o pé e tentou abrir o marcador. O internacional português rematou de pé esquerdo, de fora da área, com a bola a passar pouco ao lado do poste. O GD Chaves também tentou, por Perdigão, mas o remate saiu igualmente ao lado.
Já com Brahimi em campo, os azuis e brancos voltaram a estar perto do golo. Ao minuto 60, e após canto de Alex Telles, Adrian López cabeceou para fora, num remate que ainda sofreu o desvio de Marcão. Da bancada, continuavam os assobios para com os jogadores flavienses e as constantes paragens impostas no jogo.
Aos 74 minutos, o golo. Depois de várias ameaças, o FC Porto conseguiu desbloquear o marcador. Primeiro Marega surgiu na cara de António Filipe mas permitiu a defesa, depois, na insistência, Brahimi tentou cruzar na esquerda mas viu a bola ficar presa no adversário. Recém-entrado na partida, Hernâni apareceu para recuperar a posse e rematar para o 1-0.
Pouco menos de dez minutos depois, o GD Chaves voltou a devolver a igualdade à partida. Eustáquio apareceu ao segundo poste, depois do desvio de Diogo Luís, e assinou o um igual. O FC Porto reagiu a instalou-se no ataque, mas a defesa flaviense foi evitando males maiores. Aboubakar ainda fez o 2-1, mas o golo acabou invalidado por mão na bola.
Depois da goleada cedida para o campeonato, o GD Chaves apresentou-se com uma postura diferente no Dragão e acabou por arrecadar um ponto. As sucessivas paragens impostas e quebra de ritmo motivaram vários protestos azuis e brancos, mas o FC Porto acabou por não conseguir ser eficaz e converter as oportunidades que criou.
Onze inicial FC Porto: Vaná, Alex Telles, Diogo Leite, Felipe, João Pedro, Danilo, Herrera, Otávio (Aboubakar, 84’), Corona (Brahimi, 60’), Marega e Adrian López (Hernâni, 72’)
Onze inicial GD Chaves: António Filipe, Brigues (André Luís, 79’), Nuno André Coelho, Marcão, Luís Martins, Eustáquio, Jefferson, Bruno Gallo, Nilinho (Avto, 71’), Perdigão e William (Filipe Melo, 85’)
A FIGURA

Danilo – O regresso à titularidade foi bem conseguido por parte do internacional português. Depois de uma longa paragem por lesão, Danilo voltou para dar mostras de querer lutar pela presença no onze em todas as partidas, apesar de ainda não estar ao nível do que já mostrou. Bom entrosamento no meio campo e tentativas de remate de longe, para furar uma defesa bem organizada, marcaram o regresso.
O FORA DE JOGO

António Filipe – A abordagem no lance do golo de Hernâni não foi bem conseguida e podia ter deixado a equipa sem pontos neste encontro do grupo C da Taça da Liga. Para além disso, o guarda-redes foi um dos mais visados pelos longos períodos de tempo na recolocação das bolas em jogo, o que acabou por quebrar o ritmo da partida.
Conferência BnR
FC Porto
Sérgio Conceição – Outras respostas:
“A minha expulsão teve a ver com o que foi a primeira parte. Houve pouco tempo útil de jogo. No túnel, disse ao árbitro que o tempo útil de jogo era muito curto, isto perante 10, 12 pessoas, e a minha expulsão teve a ver com isso”
“Houve alguma ineficácia da nossa parte, sem dúvida. Faltou alguma dinâmica, velocidade na circulação. Abordamos isso no intervalo. Sem fazer um jogo espetacular, merecíamos a vitória. Eu quero ganha-la (a Taça da Liga)!”
“Se tivemos o VAR hoje teríamos ganho”
“É de realçar a importância que as pessoas dão a esta competição. Estava uma moldura humana muito interessante. É de realçar o público estar com a equipa nos momentos menos positivos do jogo”
“É verdade que fomos superiores. Naquilo que foi o jogo, não há dúvida que fomos superiores. O Chaves veio cá com o intuito de levar o pontinho”
GD Chaves
Daniel Ramos – Outras respostas:
(acerca da exibição da equipa) “Com coragem, com boa postura, com uma forma de encarar o jogo que acho que era melhor. Jogarmos com sentido de entreajuda. Sabíamos que íamos ter pela frente uma grande equipa”
“Considero, pelo que fizemos e pela forma como encaramos o jogo, o resultado como um grande prémio para o GD Chaves”
“Mérito do Chaves. Basta olharmos para o nível de agressividade, pela forma rápida como dificultamos os corredores, concedemos pouco espaço, tivemos audácia ofensiva”
“Não vi um FC Porto relaxado, vi um FC Porto a tentar fazer golos”
“O enervar faz parte. Chegar ao intervalo a não perder aqui é um passo de gigante para um bom resultado aqui. Hoje jogamos com o relógio”
Foto de Capa: Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira













