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Um golo a fechar a primeira parte e outro a abrir a etapa complementar foi o bastante para que os dragões saíssem por cima no dérbi da Invicta. Soares e Otávio, o melhor em campo, deram corpo à superioridade portista ao longo de toda a partida. Boavisteiros nunca incomodaram verdadeiramente a baliza de Casillas e, assim, a certa altura deu até para começar a pensar em Liverpool. A liderança do campeonato, pelo menos até domingo, pinta-se de azul e branco.

Sem cada um dos técnicos no respetivo banco de suplentes, o dérbi mostrou, naturalmente, equipas apostadas em objetivos muito diferentes. Os dragões, impedidos de qualquer percalço, focavam-se apenas na vitória, ao passo que do lado da pantera, a meta passava por fechar todos os caminhos da baliza de Bracalli.

Sérgio Conceição, apesar de não orientar diretamente a equipa nesta partida, trouxe Brahimi de volta à titularidade, mantendo Otávio no onze e recuando Corona para o lado direito da defesa. Em tudo o resto, os dragões não registaram qualquer novidade, a não ser a inclusão de Pepe no onze, por força do castigo de dois jogos de Felipe.

Quanto a Lito Vidigal, deixou bem clara a ideia do Boavista FC no momento em que no onze inicial foi possível observar a inclusão de três centrais. Assim, com uma linha de cinco à frente de Bracalli e outra, de quatro médios, bem junto aos defesas, a receita passava por adiar o mais possível o golo azul e branco.

Soares fez o primeiro golo da partida
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede
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Esse acaba por surgir já perto do final da primeira parte, quando Soares assumiu a marcação de uma grande penalidade por falta de Raphael Silva sobre Brahimi. O desbloqueio do resultado surgiu na altura certa para os portistas, que iam acumulando oportunidades de golo junto da baliza de Bracalli, o que, com o acumular dos minutos, ia colocando os cabelos em pé aos 39 mil adeptos presentes no Dragão.

Nenhuma das equipas optou por mexer no respetivo onze para o reinício do jogo e, se o Boavista FC quereria reentrar na discussão do resultado, rapidamente se confrontou com uma ‘machadada’ nas aspirações. Do meio da rua, Otávio atirou a contar, ainda com a ajuda de Bracalli, que se atirou tarde, para o segundo e último golo da noite, o da tranquilidade.

A partir daqui, toda a conjuntura permitiu partir para uma segunda parte de gestão, com os dragões em velocidade de cruzeiro e sem forçar muito o terceiro golo. Ele esteve perto de aparecer, é certo, mas seria também já um resultado algo pesado para a turma axadrezada. Yusupha, que parecia um corpo estranho neste momento, não conseguia praticar qualquer ligação com os colegas e, por isso, saiu no imediato, por troca com Edu Machado que, a par de Falcone e Mateus, tentou dar maior clarividência da saída para o ataque.

Os portistas, com esse tal jogo de Champions em perspetiva, aproveitaram o desenrolar dos acontecimentos para dar algum descanso a peças importantes como Corona, Danilo e Soares. O mais importante estava feito e, agora, tem a palavra o SL Benfica, no domingo, em Santa Maria da Feira.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Corona (Maxi Pereira, 64’), Pepe, Militão, Manafá, Danilo (Loum, 86’), Herrera, Otávio, Brahimi, Marega e Soares (Hernâni, 77’).

Boavista FC: Bracalli, Carraça, Neris, Jubal, Raphael Silva, Sauer (Mateus, 79’), Rafa (Falcone, 60’), Rafael Costa, Bueno, Matheus Índio e Yusupha (Edu Machado, 54’).

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Comentários

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O azul e o branco é parte fundamental da vida do Ricardo. O amor pelo FC Porto faz dele um adepto ferrenho dos 'dragões'. Tem na escrita um amor quase tão grande como o que tem pelo clube, sendo sobre futebol que incide a maior parte das suas escrituras. No futuro, espera encontrar no jornalismo a sua ocupação profissional.                                                                                                                                                 O Ricardo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.