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FC Porto 2-0 Boavista FC: À moda do Porto

Ricardo Anselmo · 3 min

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Um golo a fechar a primeira parte e outro a abrir a etapa complementar foi o bastante para que os dragões saíssem por cima no dérbi da Invicta. Soares e Otávio, o melhor em campo, deram corpo à superioridade portista ao longo de toda a partida. Boavisteiros nunca incomodaram verdadeiramente a baliza de Casillas e, assim, a certa altura deu até para começar a pensar em Liverpool. A liderança do campeonato, pelo menos até domingo, pinta-se de azul e branco.

Sem cada um dos técnicos no respetivo banco de suplentes, o dérbi mostrou, naturalmente, equipas apostadas em objetivos muito diferentes. Os dragões, impedidos de qualquer percalço, focavam-se apenas na vitória, ao passo que do lado da pantera, a meta passava por fechar todos os caminhos da baliza de Bracalli.

Sérgio Conceição, apesar de não orientar diretamente a equipa nesta partida, trouxe Brahimi de volta à titularidade, mantendo Otávio no onze e recuando Corona para o lado direito da defesa. Em tudo o resto, os dragões não registaram qualquer novidade, a não ser a inclusão de Pepe no onze, por força do castigo de dois jogos de Felipe.

Quanto a Lito Vidigal, deixou bem clara a ideia do Boavista FC no momento em que no onze inicial foi possível observar a inclusão de três centrais. Assim, com uma linha de cinco à frente de Bracalli e outra, de quatro médios, bem junto aos defesas, a receita passava por adiar o mais possível o golo azul e branco.

Soares fez o primeiro golo da partida
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Esse acaba por surgir já perto do final da primeira parte, quando Soares assumiu a marcação de uma grande penalidade por falta de Raphael Silva sobre Brahimi. O desbloqueio do resultado surgiu na altura certa para os portistas, que iam acumulando oportunidades de golo junto da baliza de Bracalli, o que, com o acumular dos minutos, ia colocando os cabelos em pé aos 39 mil adeptos presentes no Dragão.

Nenhuma das equipas optou por mexer no respetivo onze para o reinício do jogo e, se o Boavista FC quereria reentrar na discussão do resultado, rapidamente se confrontou com uma ‘machadada’ nas aspirações. Do meio da rua, Otávio atirou a contar, ainda com a ajuda de Bracalli, que se atirou tarde, para o segundo e último golo da noite, o da tranquilidade.

A partir daqui, toda a conjuntura permitiu partir para uma segunda parte de gestão, com os dragões em velocidade de cruzeiro e sem forçar muito o terceiro golo. Ele esteve perto de aparecer, é certo, mas seria também já um resultado algo pesado para a turma axadrezada. Yusupha, que parecia um corpo estranho neste momento, não conseguia praticar qualquer ligação com os colegas e, por isso, saiu no imediato, por troca com Edu Machado que, a par de Falcone e Mateus, tentou dar maior clarividência da saída para o ataque.

Os portistas, com esse tal jogo de Champions em perspetiva, aproveitaram o desenrolar dos acontecimentos para dar algum descanso a peças importantes como Corona, Danilo e Soares. O mais importante estava feito e, agora, tem a palavra o SL Benfica, no domingo, em Santa Maria da Feira.

ONZES INCIAIS E SUBSTITUIÇÕES

FC Porto: Casillas, Corona (Maxi Pereira, 64’), Pepe, Militão, Manafá, Danilo (Loum, 86’), Herrera, Otávio, Brahimi, Marega e Soares (Hernâni, 77’).

Boavista FC: Bracalli, Carraça, Neris, Jubal, Raphael Silva, Sauer (Mateus, 79’), Rafa (Falcone, 60’), Rafael Costa, Bueno, Matheus Índio e Yusupha (Edu Machado, 54’).

A FIGURA
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Otávio – A ‘formiguinha’ operária esteve em noite inspirada. Rápido, desconcertante e a aparecer em todo o lado, seja na direita ou na esquerda do ataque ou até em missão defensiva, a compensar as subidas dos laterais. Marcou o golo da tranquilidade, aquele que impediu que o eventual ímpeto com que o Boavista FC pudesse ter voltado para a segunda parte fosse evitado.

Uma palavra também para Soares que esteve muito ativo no primeiro tempo e, para além do golo que marcou, baixou muitas vezes para ser um importante contributo no municiamento dos ataques. Brahimi também esteve muito bem neste seu regresso à titularidade, desconcertando os adversários com arrancadas desde o meio campo e dribles de quebrar os rins a qualquer um.

O FORA DE JOGO
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Yusupha – Condenado à partida pela estratégia de Lito Vidigal/Neca, pois esteve sempre muito longe dos restantes colegas, dificultando dessa forma qualquer tipo de combinação e ligação com os médios mais ofensivos da equipa.

Foto de Capa: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

Ricardo Anselmo

Redação Bola na Rede · ver artigos