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FC Porto 2-0 Vitória FC: Com os artistas em greve, cumpriram-se os serviços mínimos

Redação BnR · 5 min

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Com Pepe no banco, Militão deslocado para o meio e Manafá a fazer a estreia a titular sobre o lado direito da defesa, o FC Porto voltou às vitórias, frente a um Vitória FC de tração atrás, que nunca incomodou verdadeiramente Casillas.

Se o jovem lateral deu boas indicações para o futuro, na frente as ausências de Marega e Brahimi continuam sem resolução a cem por cento. Para piorar o cenário atual, Danilo saiu uma vez mais lesionado e Soares falha a visita a Tondela. Tudo o que pode correr mal, corre ainda pior, pensará Conceição. Valeu o resultado, alcançado com golos de Herrera e Tiquinho.

Uma rápida e incisiva reação à perda da bola, aliada a uma pressão alta e forte sobre um Vitória FC já de si com uma estratégia altamente defensiva, foram os condimentos essenciais para um dragão que precisava de resolver as coisas cedo para não entrar em crises existenciais. Daí até ao golo de Herrera foi um quarto de hora de distância.

Obrigado a circular a bola pelos três corredores na procura de uma brecha na fechada linha defensiva sadina, foi graças a uma incursão de Corona sobre a esquerda que os homens mais recuados da equipa de Sandro se desmobilizaram. O mexicano ainda serviu Adrián López, mas o remate foi bloqueado e caiu direitinho na cabeça do capitão portista, Herrera, que atirou facilmente para o primeiro.

Já agora, e porque as peças azuis e brancas foram alvo de uma pequena revolução no que aos posicionamentos diz respeito, convém sublinhar que Corona surgiu ao lado de Soares, mas vagueou por todo o ataque, ao passo que Otávio, outra das novidades, encostou à direita, combinando muitas vezes com Manafá. Adrián, autor do golo da esperança em Roma, mereceu novamente a confiança do técnico e manteve a titularidade.

Soares viu o quinto amarelo e está fora do próximo jogo
Fonte: Bola na Rede

Sem abrandar, mas aparentemente mais solto depois de chegar ao golo, o FC Porto viu ainda as tentativas de Telles e de Soares pararem, primeiro, nas mãos de Cristiano e, depois, a poucos centímetros da trave sadina. Foi já no término da primeira parte que o desenho ensaiado na cabeça de Óliver (entretanto chamado para render o lesionado Danilo) acabou transportado para os seus pés, mas Corona não finalizou da melhor maneira uma bela triangulação que teve ainda Manafá com intermediário.

Sem ver a vantagem mínima ameaçada, mas consciente de que era preciso mais, o FC Porto voltou dos balneários com a mira na baliza de Cristiano, mas uma vez mais a “fase das bolas na trave” como apelidou Conceição a este período de menor fulgor, ainda não se afastou da equipa portista. Nova jogada com o cunho de Óliver, a picar sobre a defesa para uma receção monstruosa de Corona, que rapidamente cruzou ao segundo poste, mas o cabeceamento de Adrián, em suspensão, foi travado por uma enorme mancha do guardião setubalense.

Sem capacidade para criar perigo, a formação visitante viu tudo piorar quando Éber Bessa tentou ludibriar Nuno Almeida dentro da área e acabou expulso. O erro ganhou maior proporção já que, logo a seguir, Soares acabou com as dúvidas, ao responder com categoria a um cruzamento largo de Alex Telles. Era a machadada no resultado, que não engordou porque os portistas decidiram dar uso à velocidade de cruzeiro. O objetivo principal estava salvaguardado, numa fase em que a margem de erro é nula.

Onzes e substituições

FC Porto: Casillas, Manafá, Felipe, Militão, Alex Telles, Danilo (Óliver, 30′), Herrera, Otávio (André Pereira, 61′), Corona, Adrián López (Fernando, 77′) e Soares

Vitória FC: Cristiano, Cascardo, Artur Jorge, Vasco Fernandes, Sílvio, Nuno Valente, Éber Bessa, Semedo, Berto (Mano, 74′), Mendy (Sekgota, 69′) e Cádiz (Valdo, 78′)

A FIGURA
Fonte: FC Porto

Manafá – Uma estreia positiva para o lateral direito, com a camisola do FC Porto. Certo a defender, deu também profundidade no corredor, algo que vinha a faltar à equipa desde a lesão de Maxi e adaptação de Militão à posição. Destaque também para a boa combinação com Corona.

O FORA DE JOGO
Fonte: Vitória FC

Éber Bessa – Com o segundo amarelo, e consequente expulsão, deixou a equipa desfalcada ainda no início do segundo tempo. O árbitro não perdoou o que considerou ser uma simulação de grande penalidade e, com a equipa a perder ainda pela margem mínima, as hipóteses de chegar à igualdade ficaram mais diminutas. O FC Porto acabou, depois, por ampliar e fazer o 2-0.

BnR na Conferência de Imprensa

 

FC Porto

Sérgio Conceição

Outras respostas – “Analisamos o que foram os três jogos da nova equipa técnica e mudaram um pouco o que era a estrutura em que tinham jogado ultimamente. Contávamos um pouco com isso, daí jogarmos como jogámos. Com muita gente por dentro. Tivemos muito bem no que foi a ocupação do espaço no meio campo ofensivo. Foi um jogo positivo, numa dinâmica interessante”

“Não sei a gravidade da lesão, sei que foi um entorse (Danilo). Mas já estamos a ficar habituados. O plantel é competitivo e está toda a gente disponível. Vamos andar para a frente com os jogadores que temos disponíveis”

“Eu não sou de tangas. O amarelo tem de acontecer, o jogo é como é (amarelo para Soares). Quando tiver de acontecer acontece, e espero que toda a gente pense dessa forma.

 

Vitória FC

Sandro Mendes 

Outras respostas – “à minha equipa só tenho de dar os parabéns. Os jogadores tiveram uma entrega muito grande, a cumprir tacticamente o que tínhamos treinado. O FC Porto, na primeira vez que vem à baliza, faz o golo. Na segunda parte vínhamos com a ideia de dar a volta, mas há a expulsão. Uma expulsão muito fácil, mais uma. Alguém terá de analisar se o jogador é tocado ou não. A mim parece-me que sim”

“Sabemos que o FC Porto é uma equipa muito forte. A equipa seria defender bem, tínhamos a lição bem estudada mas não conseguimos cumprir por completo, porque o FC Porto fez o golo. Na segunda parte, com a expulsão tudo mudou e tivemos de refazer tudo. A partir do 2-0, o jogo ficou sem história”

“A verdade é que nos jogos anteriores podíamos ter ganho. Hoje não, o FC Porto foi melhor. Mas nos jogos anteriores podíamos. Agora é fazer tudo no próximo jogo para voltar às vitórias”

Rescaldo com opinião de Ricardo Lopes e Joana Quintas

Foto de Capa: Bola na Rede

Artigo revisto por: Jorge Neves

 

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