FC Porto 2-1 Vitória SC | Remontada portista no show de Luis Díaz

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A CRÓNICA: OS DRAGÕES REAGIRAM BEM AO GOLO SOFRIDO E ACABARAM POR VENCER

Em jogo a contar para a décima segunda jornada do campeonato português, o FC Porto recebeu o Vitória SC, sétimo classificado, no 153.º confronto entre as duas equipas para o principal escalão do futebol português.

Num duelo sempre difícil para as duas equipas, foram os da casa que tiveram a primeira iniciativa de ataque e logo com perigo. Luis Díaz partiu para cima da defesa, deixou para Evanilson que entregou a Otávio, ficando este na cara do guarda-redes. Valeu Rafa, que de carrinho, evitou o primeiro dos azuis e brancos ainda antes do primeiro minuto estar completo.

A segunda oportunidade de grande perigo também pertenceu ao FC Porto, aos 17 minutos, quando Taremi, com um grande passe, descobriu Luis Díaz nas costas da defensiva vitoriana. Na cara de Varela, o colombiano atirou em chapéu, mas a bola passou a rasar o poste da baliza dos forasteiros.

Na resposta, o Vitória SC criou também muito perigo. Rochinha partiu para cima de João Mário, cortou para dentro e atirou para a baliza, valendo Diogo Costa, que, com uma grande defesa, deixou a baliza dos dragões a zeros.

À passagem do minuto 34, o primeiro grande momento do jogo. Zaidu, muito imprudente, chega atrasado e derruba Edwards, fora da área (em primeira instância). Depois do recurso ao VAR, Luís Godinho apontou para a marca dos 11 metros e o mesmo Edwards faz o primeiro para os vitorianos, gelando o Dragão.

Ainda estavam os adeptos vitorianos a festejar quando apareceu a resposta portista. Luis Díaz, com a genialidade a que já nos tem acostumado, tirou um coelho da cartola e proporcionou a todos os presentes o momento do jogo.

Puxou para dentro e rematou cruzado, com muita força, a bola ainda embateu no poste, mas acabou por beijar a rede da baliza defendida por Bruno Varela, restabelecendo a igualdade apenas dois minutos depois do golo da equipa visitante.

Até ao fim da primeira parte, nota para um golo anulado a Taremi por fora-de-jogo e uma grande defesa de Varela, completada por Mumin, após um cabeceamento de Uribe, evitando o golo da reviravolta já na compensação da primeira parte.

A segunda parte iniciou-se com maior domínio do FC Porto, e logo aos sete minutos surge a primeira contrariedade para a equipa vitoriana. Mumin carrega Taremi em falta à entrada da área e é admoestado com o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho, deixando os conquistadores a jogar com dez elementos.

Bastaram mais sete minutos para aparecer o golo da reviravolta. Recuperação de bola a meio-campo, Uribe passa a bola para Luis Diaz, que provoca dentro e solta fora em Otávio. Este joga para dentro onde aparece Evanilson a finalizar com a baliza escancarada. Grande jogada da equipa portista que termina em golo.

O FC Porto foi gerindo o jogo, não dando chances de perigo à equipa vimaranense e ainda criando com vista a aumentar a vantagem. Tentou por Taremi, Zaidu, Vitinha e Corona, mas a bola acabou por não entrar na baliza à guarda de Bruno Varela.

O FC Porto mantém assim a liderança do campeonato, com os mesmos pontos do Sporting CP.

A FIGURA

FC Porto Vitória SC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Luis Díaz – Começam a faltar as palavras para descrever o colombiano. Disputa todos os lances como se fossem o último, aliando a isso uma qualidade técnica enormíssima. Está nos dois golos, sendo que o seu golo é o momento da noite, tamanha a espetacularidade do remate. O campeonato português começa a ser demasiado pequeno para ele

O FORA DE JOGO

FC Porto Vitória SC
Fonte: Diogo Cardoso / Bola na Rede

Mumin – Acabou expulso muito cedo no jogo, fruto de dois erros infantis. O primeiro amarelo é de muita imprudência, sendo que é um lance longe de uma zona de possível perigo para a sua baliza. Pedia-se mais.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto alinhou no 4-4-2 habitual, entrando apenas Fábio Cardoso para o lugar do lesionado Pepe, em relação ao jogo em Liverpool.

Num 4-4-2 que vai variando para um 4-3-3, os dragões impuseram um foco no corredor direito aquando em organização ofensiva, insistindo nas combinações entre João Mário e Otávio. Taremi foi trocando bastante com Luis Diaz, insistindo o colombiano em diagonais em zona central, enquanto o iraniano pedia em apoio do lado esquerdo. Os avançados focaram-se mais num apoio curto, deixando a profundidade para os extremos e médios.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Diogo Costa (7)

João Mário (6)

Mbemba (6)

Fábio Cardoso (6)

Zaidu (5)

Uribe (8)

Sérgio (5)

Ótavio (7)

Luis Díaz (9)

Taremi (7)

Evanilson (7)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (6)

Manafá (5)

Wendell (5)

Corona (5)

Fábio Vieira (-)

ANÁLISE TÁTICA – VITÓRIA SC

O Vitória utilizou o 4-3-3 habitual, que vai alternando entre um pivô defensivo e ofensivo, jogando com Handel por trás dos outros dois médios ou com André Almeida à frente dos outros dois.

Por vezes em processo defensivo, Rochinha juntou à linha defensiva, para conter as incursões ofensivas de João Mário, ficando assim uma linha de 5 por parte do Vitória, entrando Rafa mais dentro.

Ofensivamente, a equipa tentou sair em transições, utilizando Bruno Duarte como pivô, a receber e jogar de frente para alguém lançar os extremos que, bem abertos, faziam movimentos nas costas da defensiva portista.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Varela (6)

André Amaro (5)

Mumin (4)

João Ferreira (5)

Rafa (5)

Handel (5)

André Almeida (5)

Janvier (6)

Edwards (6)

Rochinha (6)

Bruno Duarte (5)

SUBS UTILIZADOS

Jorge Fernandes (5)

Quaresma (5)

Alfa (6)

Sacko (-)

Lameiras (-)

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

FC Porto

Não foi possível fazer qualquer pergunta ao treinador Sérgio Conceição

Vitória SC

Bola na Rede: Hoje vimos um Vitória um pouco diferente do habitual, a jogar mais em transição, mas com a ideia de jogo a manter-se e o futebol apoiado a continuar bem vincado. Uma das diferenças foi nos extremos, que jogaram mais abertos do que o costume e a jogar muito no limite do fora de jogo, ao invés de procuraram entrelinhas e em zonas interiores. O que é que procurou explorar na equipa do Porto com essa nuance tática?

Pepa: Jogamos em transição, mas o que importa é a forma como o fazemos. Tentamos criar situações de um contra um com os laterais e com as características do Rochinha e do Edwards criar mossa no Porto. Sabíamos que os alas do Porto pressionam muito subidos e podíamos criar perigo naquela zona do campo. Tentamos carregar ali e fizemo-lo com sucesso, talvez até nos tenha faltado mais um bocado de agressividade nesse momento do jogo. O lance do penalti surge desse momento, em que há uma variação de ala para ala e criamos o lance que fazemos o golo.

Francisco Moreira e Silva
Francisco Moreira e Silvahttp://mariooliveira
O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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