FC Porto 4–0 FC Paços de Ferreira: Calor persa e samba alegram noite fria no Dragão

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A CRÓNICA: PEPÊ E O RENASCER DO NÚMERO 10

Os maus resultados contra GD Estoril Praia e CD Santa Clara, após jogos na Liga dos Campeões, levantaram fantasmas de que, o FC Porto poderia novamente vacilar, desta vez, contra o lanterna vermelha da Liga Portuguesa, o FC Paços de Ferreira.

Em quatro minutos, todos os receios dissiparam-se com o golo de Evanilson, depois de uma boa combinação entre Pepê e Eustáquio, com o último a cruzar para o brasileiro dominar com classe e fazer o primeiro golo no Estádio do Dragão, antes disso, o FC Paços de Ferreira já tinha deixado boas indicações conquistando espaços no meio-campo portista de que resultou um canto cedo no jogo.

O golo tranquiliza a equipa portista que começa a fazer valer o seu jogo, ao trocar a bola com calma e propósito, liderados por Eustáquio e Otávio no início da construção, instalada no meio-campo pacense e com a reação à perda sufocante típica dos comandados por Sérgio Conceição. O FC Paços de Ferreira, por sua vez, recua no terreno, defendendo no seu meio-campo, dando a iniciativa ao FC Porto e apostando no contra-ataque e bolas paradas, como tentativas para ferir os Dragões.

Com Mehdi Taremi novamente a ter uma exibição de alto nível, surge, entre linhas, alguém que nos fez viajar ao tempo em que, no ataque, existiam os virtuosos “10” aqueles jogadores vagabundos, que, no momento atacante, não têm posição definida e são livres de espalhar a sua magia pelo último terço do terreno. Esse alguém, era Pepê, como vértice mais ofensivo do meio-campo portista, está em três dos quatro golos portistas, ao combinar com Eustáquio para a assistência no primeiro golo, seguindo de duas assistências para os dois golos seguintes.

Apesar da noite fria sentida no Estádio do Dragão, Mehdi Taremi juntou o seu calor persa ao ritmo do samba, bailado por Pepê, os três pontos ficam no Dragão e o calvário do FC Paços de Ferreira na Primeira Liga Portuguesa continua.

A FIGURA:

Pepê Mignolet Club Brugge KV FC Porto
Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Pepê – Com Taremi a assumir as luzes da ribalta nos azuis e brancos, o posicionamento atacante de Pepê trouxe belas memórias de tempos mágicos do futebol, exímio a defender, mágico e vertiginoso a atacar, desbloqueou o jogo a favor dos portistas e não parou até que esse desbloqueio se tornasse numa vantagem segura. Pepê junta mais uma bela exibição, a tantas outras, que fizeram com que Sérgio Conceição fizesse o que raramente faz, ao elogiar individualmente Pepê na antecâmara do jogo.

O FORA DE JOGO:

Flávio Ramos
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Flávio – O esquema de três centrais promovido por José Mota não funcionou, com a equipa a permitir muito espaço no centro do terreno que foi devidamente aproveitado pela equipa do FC Porto, acaba por ser substituído à entrada para a segunda parte do jogo, quando José Mota assume um esquema com dois centrais, deixando a ideia de que passou completamente ao lado do jogo.

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto começa o jogo na sua tática habitual 4-2-4, com as variações táticas típicas, assumindo um 4-4-2 a defender, com a linha defensiva bem definida e com Pepê e Otávio a descer para a mesma linha de Uribe e Eustáquio, a atacar, o 4-4-2 mantém-se mas Uribe assume a posição em frente aos centrais, cobrindo Otávio e Eustáquio, com Pepê a posicionar-se atrás dos avançados com liberdade de atuação e assumindo a produção do movimento atacante, Evanilson por sua vez, descai para a direita do terreno e Taremi para a esquerda, com os alas, Rodrigo Conceição e Wendell, a darem largura máxima no terreno. A entrada de Galeno, destrói o losango a meio-campo, passando, os azuis e brancos, a assumir um meio-campo a três com Gujic, Otávio e Pepê novamente na posição mais avançada do meio-campo.

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Diogo Costa (6)

Rodrigo Conceição (7)

Fábio Cardoso (5)

Marcano (5)

Wendell (6)

Uribe (6)

Eustáquio (7)

Otávio (7)

Pepê (9)

Taremi (9)

Evanilson (8)

SUBS UTILIZADOS

Grujic (4)

João Mário (3)

Galeno (6)

Toni Martinez (4)

Gonçalo Borges (-)

ANÁLISE TÁTICA – FC PAÇOS DE FERREIRA

O FC Paços de Ferreira começa o jogo em 3-4-3, variando para um 5-4-1 a defender com Antunes e Juan Delgado a recuar para a linha defensiva, e com Gaitán e Koffi a recuar para a linha média ficando somente Zé Uilton na pressão aos defesas. A atacar assume um 3-5-2 com Gaitán na posição atrás dos avançados sendo o principal responsável pelo ataque pacense. Ao intervalo, José Mota, muda a equipa para um 4-3-3, passando Gaitán para a direita, apesar de uma maior dinâmica ofensiva, esta alteração não provocou alterações no jogo.

11 INICIAL E SUBSTITUIÇÕES

Jordi (4)

Juan Delgado (6)

Tiago Ilori (3)

Flávio Ramos (3)

Nuno Lima (4)

Antunes (3)

Rui Pires (6)

Matchoi Djaló (5)

Nico Gaitán (6)

Uilton Silva (4)

N’Dri Koffi (5)

SUBS UTILIZADOS

Pedro Ganchas (5)

Bastien Toma (4)

Adrian Butzke (5)

Nigel Thomas (3)

Jorge Silva (-)

 

 

Rescaldo da autoria de João Filipe Alves Magalhães

João Magalhães
João Magalhães
Desde pequeno a seguir Futebol, Fórmula 1 e MotoGP, apaixonado pelo desporto, com Licenciatura em Gestão do Desporto e com o grau um de Treinador de Futebol. Ambicioso, lutador e sempre com vontade de saber mais, espera tornar o desporto mais simples e ainda mais interessante para os seus leitores.

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