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FC Porto 4-1 FC Paços Ferreira: Da lentidão à goleada final

Ricardo Anselmo · 3 min

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Na despedida dos jogos no Dragão esta época, o FC Porto realizou uma exibição de altos e baixos, acabando por conseguir um resultado enganador para o que foram as incidências da partida. Com o campeonato decidido no que às contas do título diz respeito, a equipa de Nuno Espírito Santo voltou a ser agraciada com grandes penalidades, e logo em dose dupla… André Silva voltou aos golos, num jogo em que Herrera foi o melhor dos azuis e brancos.

Pouco público para assistir à última partida dos azuis e brancos no seu estádio na época 2016/2017. Nuno não surpreendeu na definição do onze e apareceu com um 4-2-3-1, com Casillas na baliza, Maxi (regressou após castigo), Boly (no lugar do castigado Felipe), Marcano e Telles na defesa, André André, Herrera, Brahimi, Otávio e Corona no apoio a Soares, o homem mais avançado. Por seu lado, a equipa pacense apareceu completamente descomplexada e distribuída no tradicional 4-4-2, com Mário Felgueiras na baliza, Bruno Santos, Gegé, Miguel Vieira e Christian na defesa, Felipe Melo, Andrézinho, Rocha e Medeiros no meio campo, Ricardo Valente e Luiz Phellype no ataque.

Com uma entrada lenta, previsível e ausente de ideias da equipa da casa, pertenceu ao Paços a primeira e a segundas oportunidade flagrantes de golo da partida. Primeiro Phellype, na sequência de um canto, cabeceou ao lado, e logo depois, numa perda de bola em zona central de Otávio, Christian rematou a rasar o ferro da baliza de Casillas. Os avisos pareceram não surtir efeito e o FC Porto continuou sem criar qualquer tipo de perigo junto de Felgueiras, que, ainda assim, teve de segurar um cabeceamento de Corona e, com mais dificuldade, um cabeceamento de Marcano, após canto de Telles. Sem surpresa, mas com uma boa dose de felicidade, o Paços chegou ao golo à passagem do minuto 31, depois de o remate de Andrezinho sofrer um desvio em Ricardo Valente e enganar o guardião espanhol.

André Silva voltou aos golos Fonte: FC Porto
André Silva voltou aos golos
Fonte: FC Porto

Parecia ter sido dado o clique necessário para o despertar do dragão (da equipa; não do estádio, que esteve sempre ruidoso), que cinco minutos volvidos haveria de restabelecer a igualdade, na primeira vez que os comandados de Nuno imprimiram um pouco de velocidade numa jogada. Herrera tabelou com Corona e foi receber mais à frente o cruzamento do extremo e, com um forte cabeceamento, não deu hipóteses a Felgueiras. Era a sociedade mexicana a dar frutos. Ainda antes do intervalo, momento assinalável no Dragão: foi assinalada uma grande penalidade a favor dos azuis e brancos. Brahimi, chamado a converter, não desperdiçou.

A segunda parte começou como havia terminado a primeira, ou seja, com o FC Porto a marcar. Herrera, o melhor em campo, isolou Jota (que substituiu Corona ao intervalo) com um passe acrobático que o internacional sub 21 português aproveitou para dilatar a contagem. A melhor jogada deste final de tarde um tanto ou quanto cinzenta no Dragão. Até ao final o FC Porto limitou-se a recuar linhas e a aproveitar as costas da defensiva pacense, sem que tenham existido grandes lances de perigo junto das balizas. Mas foi já em cima do minuto 90 que André Silva (entretanto a trocar de lugar com o desinspirado Soares), ainda incrédulo com a marcação, num só jogo, de uma segunda grande penalidade a favor dos dragões, aproveitou para selar o resultado final.

Foto de Capa: FC Porto

A FIGURA

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Herrera – Começou mal, à imagem da equipa, com uma lentidão desesperante e uma quantidade inusitada de passes errados, até que… Também à imagem da equipa, decidiu acordar. Fez jus ao nome da posição que ocupa e, como bom médio de rutura que é, foi rompendo por meio da linha defensiva dos pacenses e arrastou a equipa consigo. Exemplar a oferecer linhas de passe aos colegas, o mexicano marcou e assistiu, despedindo-se dos adeptos com uma boa imagem.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: FC Porto
Fonte: FC Porto

Soares – Está uma sombra dos primeiros dois meses de dragão ao peito. O ponta-de-lança brasileiro tem vindo a perder fulgor e hoje pouco ou nada lhe correu bem. Não teve nenhum momento de finalização e complicou sempre que era preciso jogar de forma simples.

Ricardo Anselmo

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