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Depois das vitórias de Vitória de Guimarães, Sp. Braga, Sporting e SL Benfica, o FC Porto entrava em campo, esta noite, frente ao Rio Ave, com a “obrigação” de vencer, sob pena de ver o fosso para vimaranenses e encarnados aumentar na tabela classificativa. Diante da equipa de Vila do Conde, Julen Lopetegui optou por apenas fazer uma alteração relativamente ao onze que havia entrado em campo na última terça-feira, para a Liga dos Campeões, na Bielorrússia, frente ao Bate Borisov. Do lado do Rio Ave, Pedro Martins fez uma autêntica “revolução” na equipa inicial, deixando apenas três elementos comparativamente a Kiev: Lionn, Tiago Pinto e P. Moreira.

Os dragões entraram bem na partida, e, sobretudo nos primeiros 25 minutos, criaram lances suficientes para se colocarem em vantagem. Cristian Tello acabou por justificar a aposta de Lopetegui, provocando sempre o pânico junto dos laterais contrários, enquanto, na ala contrária, Yacine Brahimi raramente conseguia ter espaço para mostrar o seu futebol, levando a que esta noite tenha produzido uma das exibições mais pobres desde que assinou pelo FC Porto. Apesar dos ameaços constantes junto à baliza de Cássio, o que é facto é que o Rio Ave – que no primeiro terço da partida nunca conseguiu estender o jogo pelos corredores – acabou por baixar a intensidade do jogo, provocando um último terço do primeiro tempo algo lento de parte a parte. Ao intervalo, o 0-0 premiava a eficácia defensiva dos comandados de Pedro Martins e a falta de capacidade dos portistas para finalizarem as jogadas de ataque que haviam produzido durante os primeiros 45 minutos.

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Tello voltou a ser decisivo na vitória do FC Porto, ao apontar o 1º golo da partida
Fonte: Página de Facebook de Cristián Tello

No segundo tempo, rapidamente o FC Porto conseguiu fazer aquilo que ainda não tinha feito: marcar. Estavam decorridos apenas pouco mais de dois minutos quando Tello inaugurou o marcador, aproveitando um erro individual de Marcelo para, num bela jogada individual, desfeitear Cássio e colocar os portistas por cima da partida. Apesar do golo sofrido, o Rio Ave não acusou o “toque” e acabou por subir as suas linhas. Por isso, não foi de estranhar que, a partir da desvantagem no marcador, a equipa verde e branca tenha começado a acercar-se com perigo da baliza de Fabiano, com Wakaso a ter o melhor remate da equipa de Vila do Conde durante este período, com uma tentativa que o guarda-redes portista segurou.

Com o passar dos minutos, o “jogo dos bancos” acabou por se revelar decisivo: Lopetegui decidiu colocar Rúben Neves e Quintero no terreno de jogo e as apostas do treinador basco foram mesmo decisivas. Com maior controlo sobre o jogo, e sobretudo sobre o perigo das transições rápidas do Rio Ave, o FC Porto foi conseguindo, principalmente a partir do minuto 70, ser mais forte na pressão e, por consequência, mais perigoso no último terço do terreno. Assim, não foi de estranhar o segundo golo da partida para os dragões, apontado por Jackson Martinez aos 78 minutos. O 2-0 foi um autêntico “soco no estômago” para a equipa de Pedro Martins que, até ao apito final de Olegário Benquerença, acabou por cair no relvado do Dragão como um perfeito baralho de cartas. Num lance bafejado pela sorte, Alex Sandro assinou o 3-0, enquanto Oliver Torres e Danilo – com um autêntico golaço – acabaram por fazer o 5-0 final, que se revelou profundamente pesado para a equipa de Pedro Martins. O FC Porto conseguiu o mais importante e mantém o terceiro lugar no campeonato, com 1 ponto de desvantagem para o Vitória e 3 para o Benfica.

 

A Figura

Danilo – O golo “maradoniano” que marcou no último suspiro da partida foi o culminar de uma bela exibição do jogador brasileiro.

O Fora de jogo

Brahimi – A partida com o Rio Ave foi possivelmente a pior do argelino com a camisola azul e branca. Sempre desligado do jogo e dos colegas, Brahimi não conseguiu mostrar a qualidade que tem evidenciado esta temporada.

Foto de capa: Página de Facebook do FC Porto