FC Porto 5-1 CD Feirense: Dragão sedento de golos na festa da Taça

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A CRÓNICA: ATAQUE ARDENTE FRENTE A FOGACEIROS SEM BRASA

A festa da Taça de Portugal esteve de volta ao Estádio do Dragão, que foi palco do encontro entre o FC Porto e o CD Feirense. Esperava-se um encontro difícil para ambas as formações, dado que ambas ocupam o lugar desejado nas suas tabelas classificativas, perante os seus objetivos. Na Primeira Liga, os dragões ocupam o primeiro lugar, enquanto na Segunda Liga, os fogaceiros se mantêm no segundo lugar, atrás da equipa B do SL Benfica (onde, para as contas da subida, esta não entra).

A pressão ofensiva do FC Porto sobre o CD Feirense esteve imposta desde o primeiro minuto de jogo. Aos sete minutos, Francisco Conceição personificou essa mesma pressão quando roubou bola a Sidney Lima, deixou para Evanilson que acabou por atirar largo por cima da barra da baliza de Arthur.

O golo cedo se adivinhava, dada a quantidade de tempo que os azuis e brancos passavam dentro da grande área adversária. A única questão que se levantava, na altura, era a capacidade de definição no último passe. Perto do primeiro quarto de hora, no seguimento de um pontapé livre praticamente em cima da linha, Vitinha cruzou de forma teleguiada para a cabeça de Matheus Uribe, a quem restou encostar de cabeça para o golo inaugural da partida e da vantagem do FC Porto no marcador.

Com muitas soluções no pouco espaço dado pela defesa dos fogaceiros, o FC Porto apresentou bastante criatividade e isso culminou mesmo na produtividade ofensiva. Aos 39 minutos, Francisco Conceição passou o esférico para Wilson Manafá, que assistiu Otávio. O jogador portista recebeu no peito e rematou para o fundo das redes da baliza de Arthur.

Apenas cinco minutos depois, no seguimento do canto batido por Vitinha, a confusão instalou-se na pequena área e Otávio bisou depois de cabecear inconsequentemente, numa defesa incompleta de Arthur. Estava completa a primeira parte de deleite dos comandados de Sérgio Conceição e de desespero da turma de Rui Ferreira.

O dragão voltou dos balneários com a mesma identidade com a qual subiu ao relvado: sedento de golos e com um grande calibre ofensivo. Bastaram dez minutos do reinício para alargar a vantagem no marcador. Bruno errou o passe para João Pinto em zona proibida e Evanilson fez o que tinha a fazer: intercetar a bola e atirar para a baliza.

O CD Feirense não quis perder a sua honra e continuou a jogar no contra-ataque e no erro portista em busca do golo, nas poucas oportunidades que assim teve. Depois de um mau alívio de Marchesín e de uma perda de bola de Vitinha, Vargas rematou para o fundo das redes. Estava reduzida a vantagem e o 4-1 no marcador.

No entanto, se já poucas dúvidas existiram, o coletivo portista quis mesmo desfazê-las. Foi assinalada uma grande penalidade a favor do FC Porto, depois do árbitro Hugo Miguel apitar falta de João Pinto sobre Mehdi Taremi dentro da grande área fogaceira. Francisco Conceição converteu o quinto golo dos dragões sem dó. Foi um momento marcante nas bancadas e mesmo no banco de suplentes do Estádio do Dragão que acabou por fechar o encontro.

 

A FIGURA

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Otávio – Forçado a sair aos 60 minutos por lesão, Otávio não passou, de todo, indiferente no encontro. Jogou e fez jogar, para além do “bis” na partida. O capitão do FC Porto, até à entrada de Sérgio Oliveira, foi um dos homens fortes no potenciar do jogo da formação portista.

O FORA DE JOGO

Fonte: Diogo Cardoso/Bola na Rede

Defesa do CD Feirense – A dar pouco espaço para o ataque portista, o plano defensivo da equipa de Rui Ferreira poderia até ter corrido bem, não fosse a linha estar desfasada daquilo que efetivamente se julga ter sido o plano. Comprometeu perante um FC Porto com sede de golos e bastante criatividade a nível ofensivo.

 

ANÁLISE TÁTICA – FC PORTO

O FC Porto de Sérgio Conceição voltou a alinhar no esquema de 4-4-2. Nos flancos defensivos, Zaidu pela esquerda e João Mário na direita imprimiram velocidade e verticalidade ao jogo. Fábio Cardoso e Chancel Mbemba ocuparam as posições mais centrais da defensiva azul e branca, para culminar a ausência de Pepe.

Com Francisco Conceição e Otávio a darem profundidade nas alas, Vitinha e Matheus Uribe compuseram o restante do meio-campo. Na frente, restavam Evanilson e Taremi, snedo que o avançado iraniano estava encarregue de elaborar movimentos de aproximação ao meio-campo.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marchesín (6)

Zaidu Sanusi (6)

Chancel Mbemba (6)

Fábio Cardoso (6)

Wilson Manafá (6)

Matheus Uribe (7)

Vitinha (6)

Otávio (8)

Francisco Conceição (8)

Evanilson (7)

Mehdi Taremi (6)

SUBS UTILIZADOS

Wendell (6)

Sérgio Oliveira (6)

Fábio Vieira (6)

Danny Loader (6)

Luis Díaz (7)

 

ANÁLISE TÁTICA – CD FEIRENSE

Rui Ferreira apostou num 3-5-2 tradicional, mas moldável num 5-3-2 a defender. Arthur assumiu o comando entre os postes, com uma linha de três centrais alinhada à sua frente: Bruno, João Pinto e Sidney Lima. No meio-campo, alinharam João Paulo, Latyr e Mau, com Diga e Zé Ricardo dar profundidade pelas alas, mas que desciam à primeira linha aquando das transições ofensivas.

No último setor do terreno, Vargas e André Rodrigues eram as setas apontadas à baliza do FC Porto. 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Arthur (5)

Diga (5)

João Pinto (5)

Manu (5)

Vargas (6)

Zé Ricardo (5)

João Paulo (5)

Latyr (5)

André Rodrigues (5)

Sidney Lima (6)

Bruno (5)

SUBS UTILIZADOS

Jardel (5)

Steven Petkov (5)

Fábio Espinho (6)

Washington (5)

Samuel Teles (5)

Andreia Araújo
Andreia Araújohttp://www.bolanarede.pt
A Andreia é licenciada Ciências da Comunicação, no ramo de Jornalismo. Depois de ter praticado basquetebol durante anos, encontrou no desporto e no jornalismo as suas maiores paixões. Um dos maiores desejos é ser uma das vozes das mulheres no mundo do desporto e ambição para isso mesmo não lhe falta.

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