FC Porto x Sporting CP | A componente tática

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Logo há terceira jornada, com o regresso de um jogo histórico: o Clássico. O FC Porto terá a vantagem de jogar em casa perante os seus adeptos e parte em relação ao Sporting como o mais bem colocado para ficar, no dia de hoje com os três pontos.

A equipa leonina, tal como a equipa nortenha até ao momento, tem vindo a ultrapassar situações algo complicadas, com perdas de jogadores fundamentais no atual mercado de transferências. Desse modo, os treinadores de ambas as equipas foram à procura de soluções que, para as suas identidades e filosofias de jogo, permitam manter as duas equipas focadas ofensivamente, com o mesmo critério equilibro-ofensivo tático. Hoje teremos diante dos nossos olhos um jogo com um potencial de veia finalizadora, um grande espetáculo de Futebol, prometendo ser um dos melhores clássicos dos últimos tempos.

Nas horas que antecipam este clássico, existe um grande desafio que ambos os treinadores partilham e que querem ver decifrado: o meio-campo. Depois de quatro saídas de jogadores de onze inicial, tanto Sérgio como Rúben tiveram, nos treinos desta semana, que reinventar os seus meios-campos, para preparar este dérbi. No lado do Sporting, a saída de Matheus Nunes, posterior à de Palhinha, provocou uma enxaqueca no treinador dos leoninos.

Matheus era um jogador determinante no meio-campo do Sporting, pelas suas caraterísticas ofensivas. Era um pilar, já que assegurava uma consistência ofensiva, no segundo terço ofensivo da equipa Leonina. O Sporting vai mesmo a jogo com Ugarte e Morita, que mesmo tendo caraterísticas diferentes em relação a dupla anterior mencionada, parecem ser, na equipa Leonina, as apostas para um futuro imediato, onde ainda se espreita soluções de jovens provenientes da academia, e que podem vir a ser importantes para o futuro curto-espaço, no Sporting.

Já no lado dos portistas, a saída de Fábio Vieira para o Arsenal e de Vitinha para o PSG, a de um jovem Maestro, um playmaker que com a sua Varinha sacava de trunfos com uma batuta e que enchia o meio-campo portista de magia, foram perdas difíceis. Para Sérgio, tais perdas ainda são algo difíceis de igualar com a entrada de novos jogadores, mesmo com recentes criativos que os Dragões já contam nas suas galerias. Em nota, Sérgio avançou para escolhas de substituição destas saídas e parece mesmo ter descoberto jogadores, que bem trabalhados podem a curto/ médio prazo vir a ser peças interessantes do reinventado meio-campo Portista. A pouco e pouco vai-se esquecer o passado, já que estes novos jogadores vão fazer olvidar os anteriores.

Para este jogo, as equipas precisam de ser cautelosas e avaliar os riscos que o jogo trará durante os noventa minutos. É expectável que o Sporting mantenha o seu 3x4x3. A defesa Leonina vai manter-se idêntica de si mesma. No meio-campo já não se dirá o mesmo. O Sporting vai mesmo alinhar com Morita para o lugar de Matheus Nunes. Morita tem o perfil de alinhar-se como o sucessor, e vai recuperar a titularidade que teve na primeira jornada, em Braga. O médio fará dupla com Ugarte, que é um jogador de recuperação nos momentos defensivos, dando a Amorim a agressividade que este pretende.

Com Morita, o jogo fica tipo-transicional, caraterísticas algo semelhantes a Matheus Nunes, que a Rúben Amorim agrada, já que Morita consegue carregar e fazer construir jogo. Na frente ofensiva, Rúben manterá o estilo criativo-finalizador da sua equipa. Edwards, Trincão e Pote serão os homens de delantera, já que tiveram ligações ofensivas nos três golos do jogo passado, dando a Amorim as sensações agradáveis, para que estes três sejam os seus homens de confiança para o clássico.

Vítor Vieira
Vítor Vieira
O Vítor tem 21 anos e é natural de Santa Maria da Feira. Estuda Comunicação Social em Coimbra. Colabora com o Bola na Rede para partilhar as suas ideias e opiniões, enquanto adquire experiência profissional. Gosta de Ténis, mas o seu desporto de eleição é o futebol. Com o seu FC Porto sempre no seu coração, escreve os artigos sempre com a mesma paixão.

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