Fique orgulhoso, Paulo Fonseca! Afinal, já entrou para a história.

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Que maravilha! Nós aqui a pensarmos que a equipa ia ficar qualificada para os oitavos da Liga dos Campeões e eis que chega o treinador e nos garante a Liga Europa. Que orgulho! Que boa surpresa!

Este é o pior registo de sempre na Champions, em casa. Apenas isso. Depois de um jogo contra o Nacional da Madeira, onde a nossa posse de bola foi esmagadoramente superior mas que em nada adiantou, o senhor Fonseca volta a fazer das suas. O jogo de sábado era um daqueles em que devíamos estar a ganhar por 2-0 no final da primeira parte, meter o Quintero e o Ricardo na segunda (apenas para jogar! Ouvi dizer que dá jeito fazer isso com os jogadores…), e acabar com uma vitória por 4-0. Mas não. Deixámos o Varela em campo, cheio de maus remates e fraquíssimas intervenções, vimos, mais uma vez, que o Fernando até ajuda no ataque quando não há qualquer perigo no meio-campo, e tivemos pena que o Alex Sandro estivesse meio apagado. Importante lembrar que este último craque é o único defesa esquerdo que temos. Paulo Fonseca demora demasiado tempo a mexer na equipa… Uma característica que lembra o Co Adriaanse, quando o Porto estava a precisar de arrebitar, de correr, de marcar, mas o mister holandês ficava a olhar, impávido e sereno, como se estivesse a treinar o pequenino Paços de Ferreira, digo, AZ Alkmaar.

Alex Sandro e Daniel Royer no jogo do Dragão. Fonte:http://www.uefa.com/
Alex Sandro e Daniel Royer no jogo do Dragão.
Fonte:http://www.uefa.com/

E se no sábado já tinha corrido tudo mal, então na passada terça-feira foi um pesadelo. A primeira parte foi ver jogar, tanto treinador como jogadores. A facilidade com que o Áustria de Viena, na nossa casa, sem ter marcado qualquer golo na “Europa”, chegou e trocou a bola foi, no mínimo, uma prendinha de natal do Papá Paulinho. E, no futebol, quando o assunto é prendas ninguém faz cerimónias e raramente acaba em outra coisa que não golos. O Porto lá ia atacando, com cruzamentos a torto e a direito para a área que de nada serviam, com Jackson em fase má e defesas adversários de estatura superior à habitual. Maicon e Mangala são, na minha opinião, a dupla certa na defesa, e, se calhar, já é tempo de se contratar um segundo defesa esquerdo, quanto mais não seja para deixar o Alex fazer o papel de extremo. O homem defende e ataca muitíssimo bem, e um extremo assim faz falta ao Porto. O Ghilas não joga, logo, não pode ser opção. Culpa de quem? Pois… A primeira parte ficou marcada pelas trocas do Viena, pelo seu golo, e pela falta de ideias com que os dragões foram jogando. Porque é mesmo isso: foram jogando! Confiando sempre em demasia no Jackson e nas investidas do Alex Sandro (eu farto-me de falar neste homem).

A segunda parte melhorou mas facilmente se percebeu quem impulsionou ainda mais a equipa, já depois do empate: Ricardo e, principalmente, Quintero. Este último, finalmente, a uma hora decente, e não a 15 ou 10 minutos do fim de jogo. E ficou mais uma vez provado que, quando a equipa titular não mostra vontade, é preciso recorrer à ambição, necessidade e, quiçá, arrogância da juventude. Lembram-se do Quaresma no Porto? E do Anderson? E do Ronaldo, quando ainda estava no Sporting? Porque a experiência e a segurança até podem fazer defesas, mas são a ambição e a vontade que marcam golos. E ontem vimos muito de um e quase nada de outro.

Com o nosso pior registo caseiro de sempre na Champions e um campeonato que parece feito de escorregões e cascas de banana, acho que se pode dizer que Paulo Fonseca não tem bem noção daquilo que é o Porto, das suas necessidades e ambições. Não estamos numa fase terrível, apenas estamos mal, mas se é para ficarmos assim mais vale mandar vir uma encomenda das Arábias com o nome Vítor Pereira.

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