Gil Vicente FC 2-1 FC Porto: Grande bicada nas aspirações do Dragão

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Ponto prévio: A vitória do Gil Vicente é inteiramente justa e assenta na promessa de uma grande época 2019/20. FC Porto anárquico, sem ideias e assustadoramente incapaz de criar lances de perigo sai vergado a um resultado que o atrasa, logo de início, na luta pelo título. Contestação atinge níveis cada vez mais altos e a ausência de Danilo da ficha de jogo é apenas mais uma acha para uma fogueira que Sérgio Conceição terá de apagar. Não será fácil e os indícios são muito desanimadores. Terça feira há jogo decisivo e a cabeça dos jogadores já ferve.

A vitória em Krasnodar havia revelado uma equipa com personalidade e adulta, a privilegiar o resultado ao invés da exibição. Resumindo, fora o FC Porto possível nesta altura da época, com uma equipa para construir e várias dinâmicas para implementar. A moral extraída dessa vitória suada na Rússia poderia ser capitalizada para este jogo em Barcelos, que tinha tudo para ser complicado. Um Gil Vicente supermotivado, com muito boas mais valias individuais e cada vez mais coeso coletivamente, aliado a um terreno difícil para colocar a bola a circular. As opções iniciais de Vítor Oliveira não foram nada surpreendentes, já as de Sérgio Conceição… começa a ser difícil defender o técnico do FC Porto perante tamanho descalabro.

Os galos, montados num 4-3-3 bastante organizado e nada defensivo como se poderia esperar, geriram, com e sem bola, o jogo e, depois, o resultado, que lhes acabou favorável, fruto dos golos das duas estrelas da companhia nesta altura: Lourency e Kraev. O brasileiro acabou por ser o grande destaque, marcando o primeiro e sendo decisivo no lance do segundo golo, fechando a sua categórica exibição com uma mão cheia de arrancadas alinhadas com pormenores técnicos desconcertantes.

Os dragões, talvez por mera tentativa de poupar as pernas para o compromisso da Liga dos Campeões, fizeram-se ao jogo sem Danilo e Marega, as ausências mais significativas. O meio-campo ficou, então, entregue a Sérgio Oliveira e Bruno Costa, nunca carburando com eficiência e sendo muitas vezes a auto estrada que os gilistas tanto apreciaram para lançar as suas contra ofensivas.

Bruno Costa foi surpresa no onze para o lugar de Danilo e formou com Sérgio Oliveira uma dupla que ficou muito aquém
Fonte: FC Porto

Marchesín, confirma-se, é mesmo um reforço. No primeiro tempo, onde as oportunidades se distribuíram salomonicamente pelos dois conjuntos, pertenceu ao guardião argentino do FC Porto a título de salvador, ao negar com duas paradas impressionantes o golo gilista. Do FC Porto, o que se via baseava-se muito no futebol direto desde a defesa ao ataque, já que o meio-campo parece neste momento uma inexistência no futebol azul e branco. Não há quem pegue na bola, quem fure linhas e quem ofereça criatividade. Ou seja, não há ideias…

Os golos estariam reservados para o segundo tempo, quando se esperava um FC Porto a impor-se, finalmente, no relvado. Não foi assim e o Gil cresceu com o decorrer dos minutos. Num dos muitos contra-ataques que idealizou, a turma de Vítor Oliveira fez explodir as bancadas (10.962 adeptos), pelo intratável Lourency, a beneficiar da anarquia tática e posicional do setor mais recuado dos portistas. Sandro Lima endossou-lhe a bola e Lourency só teve de a desviar de Marchesín.

Faltavam 25 minutos para o fim e o empate portista caiu totalmente do céu, através de um penálti. Telles não tremeu e devolveu a esperança para o quarto de hora final. Ainda assim, o ânimo esfriou de imediato, com o Gil a recolocar-se por cima no marcador. Desta vez, Lourency esteve novamente envolvido no lance, ao rematar com a bola a ser prensada e a sobrar para o desvio de Kraev à boca da baliza.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

Gil Vicente FC – Denis, Alex Pinto, Rodrigo, Ruben Fernandes, Edwin, Soares, João Afonso (Claude Gonçalves, 75’), Kraev, Arthur, Lourency (Erick, 82’) e Sandro Lima (Nidji, 64’).

FC Porto – Marchesin, Manafá, Pepe, Marcano, Alex Telles, Sérgio Oliveira, Bruno Costa, Otávio (Fábio Silva, 79’), Corona (Marega, 59’), Zé Luís e Soares (Lis Diaz, 58’).

Redação BnR
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