Publicidade

Harry Wilson? Não será melhor apostar na formação? | FC Porto

Flávio Fernandes · 2 min

Harry Wilson
Foto: Liverpool FC

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Harry Wilson é um jovem avançado que fez toda a sua formação no Liverpool, estreando-se em 2017 pela equipa principal. Contudo, não teve vida fácil. Wilson tornou-se um jogador de empréstimos recorrentes. Nas épocas seguintes, foi emprestado a Hull City, Derby County, Bournemouth e, na última, ao Cardiff City, do País de Gales, onde marcou sete golos e assistiu para outros 12, em 38 jogos. Prestação que lhe valeu a chamada ao Euro 2020 (jogou 54 minutos).

Uma jovem promessa cotada de estrela que foi perdendo o brilho em Merseyside. Uma vez que o jogador não entra nas contas de Jürgen Klopp, o clube irá tentar lucrar com a venda do seu passe tendo em conta as suas boas épocas de empréstimo.

O FC Porto aparece como um dos interessados no extremo, segundo o que aponta a imprensa britânica, referindo mesmo que é um pedido explicito de Sérgio Conceição.

Apesar de reconhecer qualidade ao jogador, não vejo razões suficientemente válidas para a sua contratação tendo em conta o plantel disponível. Harry Wilson tem tendência a ser um avançado desequilibrador na ala direita, muitas vezes fugindo para o meio. Estas são características que os dragões já possuem com Jesús Corona, João Mário, Francisco Conceição ou até mesmo com Fábio Vieira.

Sendo um defensor assumido da “prata da casa”, acho que a aposta deve passar pelos três nomes que vêm da formação, porque, mesmo que venha a acontecer uma eventual saída de Tecatito, os azuis e brancos não necessitam de reforçar esse setor.

O galês, de 24 anos, tem tido uma carreira muito instável passada sempre na Grã-Bretanha, o que o torna numa aposta não muita segura em relação ao seu valor de mercado.

O FC Porto deverá concentrar-se em apostar nos seus jovens que já provaram ter muita qualidade, e não gastar milhões em contratações completamente desnecessárias.

Artigo revisto por Gonçalo Tristão Santos

Flávio Fernandes

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.