Publicidade

Heróis Improváveis

Rafael Velho · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

fc porto cabeçalho

A menos de um mês da final do Jamor, o FC Porto continua a tentar perceber que jogadores é que vai manter no plantel e quais são os que vai tentar vender durante o próximo mercado. Na última janela de transferências do Verão, Layún e Maxi Pereira chegaram à Invicta com uma tarefa difícil: substituir Alex Sandro e Danilo, respetivamente. Com a época a chegar ao fim é justo dizer que ambos cumpriram bem a missão que lhes foi designada.

O uruguaio chegou ao Dragão sob o olhar desconfiado dos adeptos. Sofreu com essa desconfiança através de insultos nas redes sociais e não só. Mas foi desde cedo que Maxi Pereira mostrou que a sua passagem pelo SL Benfica estava para trás das costas e que queria ser mais um para ajudar. Não foi preciso esperar muito tempo para que o lateral de eleição do Uruguai conquistasse a confiança dos adeptos e se tornasse um elemento chave na equipa azul e branca. Maxi é dos poucos jogadores que têm de ter o estatuto de intocáveis para o resgate ao título, uma vez que o lateral direito é um jogador que sabe atacar muito bem e que cumpre as tarefas defensivas de forma competente.

A única coisa que falta a Maxi é a concorrência. Victor Garcia pode ser um nome desconhecido mas para todos aqueles que acompanham a magnífica campanha da equipa B do FC Porto não é bem assim. O lateral venezuelano tem muita qualidade e já merece pelo menos o estatuto de suplente de Maxi. A SAD também tem de perceber que Maxi já não é um jogador jovem e um clube com a dimensão do FC Porto precisa de olhar para o seu futuro e cuidar dele. Para já, e na minha opinião, Maxi e Victor Garcia servem para desempenhar o papel com qualidade e de forma consistente.

Layún era um jogador relativamente desconhecido quando envergou pela primeira vez o Dragão ao peito Fonte: FC Porto
Layún era um jogador relativamente desconhecido quando envergou pela primeira vez o Dragão ao peito
Fonte: FC Porto

Já para o outro lado do campo, Miguel Layún foi um dos escolhidos para colmatar a venda de Alex Sandro. Foi a contratação mais inesperada do clube no mercado de transferências, tendo chegado apenas no último dia e com a expectativa de ser uma alternativa a Aly Cissokho, jogador emprestado pelo Aston Villa. Mas o jogador francês desiludiu a massa associativa e Layún soube conquistar de volta os adeptos. Demonstrando uma enorme maturidade e consistência, o mexicano emprestado pelo Watford foi um dos jogadores com melhor rendimento na equipa azul e branca. Conseguiu superar a tarefa de substituir Alex Sandro e, na minha opinião, provou ser um jogador mais completo que o lateral brasileiro uma vez que defende melhor que o jogador que atua agora na Juventus FC.

Já no banco de suplentes, verificamos que Layún não tem concorrência credível. José Angel é o patinho feio da equipa e tem de ser despachado assim que possível, e o segundo melhor lateral esquerdo da equipa está emprestado. Rafa tem de fazer parte da equipa A na próxima temporada e tem de ser uma alternativa válida ao mexicano uma vez que o FC Porto usou e abusou de Miguel Layún. O jovem lateral esquerdo formado no FC Porto é um jogador com um enorme potencial e os Dragões podem tirar proveito de um dos jogadores da casa para tentar combater a falta de “referências” no plantel.

Com isto, dá para perceber que, apesar de o FC Porto ter de reforçar em peso o seu plantel em alguns sectores, o clube tem soluções credíveis e com grande qualidade para as posições de lateral esquerdo e direito. A SAD tem de aproveitar o enorme rendimento da equipa B e o potencial de jogadores como Victor Garcia e Rafa para concorrerem a Maxi e Layún. Os Dragões não podem passar outra época a arriscar ao colocar centrais a jogar nas linhas e laterais a jogar na zona central da defesa. O erro não pode ser o dominante comum na época 2016/2017.

 

Foto de Capa: FC Porto

Rafael Velho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Jorge Jesus chegou e Portugal voltou a jogar como uma grande seleção

Quatro jogos, quatro vitórias e um lugar nos quartos de final da Liga das Nações já assegurado. Dificilmente Jorge Jesus poderia ter imaginado um arranque melhor enquanto selecionador nacional.  Mais importante do que os resultados, porém, é aquilo que começa a acontecer dentro de campo. Ainda estamos perante uma pequena amostra, e existem problemas por corrigir (sobretudo defensivamente), mas Portugal parece finalmente uma equipa disposta a explanar todo o potencial que tem.Há mais velocidade, mais movimentos sem bola, mais jogadores a aparecerem entre linhas e menos posse estéril. Depois de uma seleção demasiadas vezes previsível sob o comando de Roberto Martínez, os primeiros sinais da nova era são refrescantes.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.