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Marchesín entre os grandes guardiões portistas nesta década

Tiago Moura · 2 min

Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Que Agustín Marchesín já se tornou dono da baliza portista isso já se sabe. No jogo do FC Porto, frente ao Manchester City, a contar para a Liga dos Campeões, percebe-se o porquê. Mas nem só de um jogo sobrevive um guarda-redes. E Marchesín que o diga, pois tem mostrado a cada jogo de dragão ao peito o porquê de terem investido nele. O argentino de 32 anos totaliza 54 partidas pelo FC Porto nas quais sofreu 49 golos e, pelo meio, fez inúmeras defesas vistosas.

Se olharmos para o leque de guarda-redes dos últimos dez anos no FC Porto chegamos à conclusão de que apenas três se conseguiram impor no clube. Helton, Iker Casillas e, agora Marchesín, podem ser considerados os três grandes “porteiros” do Estádio do Dragão na última década, tendo em conta o número de jogos e a consistência que apresentaram ao longo do tempo.

Contudo, Marche é ainda o quarto guarda-redes da última década com a melhor média no plantel portista (0,91 golos sofridos por jogo). Quarto, porque Fabiano Freitas, que chegou a fazer a temporada de 2014/2015 como dono da baliza, tem 49 golos sofridos em 73 jogos, perfazendo um total de 0,67 golos sofridos a cada jogo. Porém, realçar que muitos deles foram a contar para as taças internas, em jogos em que o FC Porto encontrou adversários de escalões inferiores. Helton, lenda da baliza azul e branca, vem logo a seguir a Fabiano com 0,70 golos sofridos por jogo enquanto que Casillas conquista o terceiro lugar do pódio, com 0,74 golos sofridos por jogo.

No entanto, a verdade é que a média de golos sofridos por jogo acaba por ser influenciada pela qualidade (ou falta dela) da defesa que a equipa tem. Neste momento, Marche, em 13 jogos realizados nesta temporada tem 29 remates defendidos, o que lhe dá uma média de 2,2 defesas por partida. Mas, pelo que é possível ver nos jogos em que o FC Porto disputa os três pontos até à última, o guardião argentino é muitas vezes decisivo no resultado ao evitar, de forma quase impossível para um mero mortal, o golo da equipa adversária.

A flexibilidade, a rapidez nos reflexos e a coragem distinguem Marche de tantos outros guarda-redes que já passaram pelo FC Porto. Tem ainda a melhorar o jogo de pés, que o comprometeu na temporada passada frente ao FC Famalicão, sendo que foi episódio único até à data. Com 32 anos e sabendo que os guarda-redes conseguem competir até mais tarde, o FC Porto pode ter em Marchesín uma segurança na baliza para muitos mais anos.

Tiago Moura

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