Marega, Otávio e Sérgio Oliveira – O atraso das renovações

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O núcleo duro de jogadores está em perigo, Pepe deu o mote para o começo de negociações para a renovação de mais jogadores. Marega, Otávio e Sérgio Oliveira parecem ser aqueles que se seguem. Anteveem-se momentos de tensão, dúvida e muito suspense para a direção e, ainda mais, para os adeptos que não querem ver os melhores jogadores a ir embora sem recompensar financeiramente. O trio, a partir de Janeiro, está livre para assinar por qualquer clube.

Ao FC Porto, esta situação compromete todo o projeto desportivo para a temporada presente, na medida em que a equipa continua a lutar por todas as competições em que está inserida. Eventualmente, a direção pode vir a analisar propostas lucrativas para ambas as partes, contudo, nesta fase parece arriscado libertar jogadores com tanta influência no terreno de jogo e dentro do balneário.

A situação financeira débil do clube pode complicar as negociações, visto que os atletas em questão pretendem receber mais de um milhão de euros limpos pela extensão dos contratos. Neste caso, a Liga dos Campeões é essencial para conseguir liberdade bancária, garantir a passagem aos oitavos de final garante cerca de dez milhões de euros livres, sendo assim possível atacar as negociações com mais argumentos para aliciar os jogadores com quantias mais avultadas.

Sérgio Oliveira parece ser o mais fácil de convencer, pois o amor pelos dragões pode falar mais alto, ele que aos 28 anos é um pilar portista. A preponderância que demonstra é à medida com o salário que pede, 1.5 milhões e um contrato de longa duração.

Para persuadir Marega o salário pode não ser suficiente. Aos 29 anos e com o desejo já antigo de ingressar na Premier League, pode dificultar as negociações. O maliano começa agora a pensar no futuro da sua família que poderá beneficiar de uma “reforma antecipada” em outros campeonatos.

Já Otávio é uma incógnita, os clubes europeus acenam com o triplo do vencimento que aufere em Portugal, aos 25 anos já atingiu o pico de competitividade na carreira, parece que cumprirá o último ano de dragão ao peito. Além disso, todas as transferências livres equivalem a um encaixe financeiro gigante diretamente para o jogador e o seu empresário.

Com as equipas fortemente prejudicadas com a Covid-19, por terras lusas, é cada vez mais difícil lutar pela permanência dos jogadores mais importantes, uma vez que são aliciados com salários completamente incompatíveis com a realidade que se vive em Portugal.

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Ricardo Rafael Silva
Ricardo Rafael Silvahttp://www.bolanarede.pt
O Ricardo Rafael é um jovem estudante de ciências da comunicação e adepto do FC Porto. Olha para o futebol sempre com ar crítico e procura ver o melhor do desporto.

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