O regresso aos golos em grande do pequeno Óliver

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O FC Porto venceu o CD Tondela por 0-3 no Estádio João Cardoso e uma parte da vitória deve-se à magia que Óliver Torres espalhou em campo. O espanhol marco um dos golos da vitória, mas não foi um golo qualquer, quer para os adeptos e até mesmo para o próprio jogador.

O 11º golo de Óliver foi de levantar as bancadas… Fernando Andrade perdeu a bola dentro da grande área e, após o corte do jogador do CD Tondela, a bola sobrou para Óliver Torres que, à entrada da grande área, rematou de primeira com força para dentro da baliza. O centro-campista já não marcava desde 4 de março da temporada 2016/2017, frente ao CD Nacional, num jogo que acabou por ficar 7-0.

Contudo, a pergunta que os adeptos portistas muitas das vezes colocam acerca do médio espanhol é – “Mas porque é que ele não joga sempre assim?”. Nesta época, Óliver precisou de algum tempo para assumir a titularidade. Foi após a vitória por 6-0 ao SC Vila Real para a Taça de Portugal (jogo em que assistiu para dois golos e foi dos melhores jogadores em campo) que agarrou a titularidade. No entanto, quer por razões de rotatividade da equipa ou por razões táticas do treinador, o ex-Atlético de Madrid não conseguiu ainda o estatuto de titular indiscutível e mostrar o porquê de ter sido, a par de Gianelli Imbula, um dos jogadores mais caros da história do FC Porto.

Segundo a GoalPoint, Óliver alcançou 85% de eficácia de passe
Fonte: FC Porto

A sua melhor época ao serviço do FC Porto foi a sua primeira época, quando ainda estava emprestado pelo Atlético de Madrid, em 2014/2015. Apesar de não ter conseguido ajudar os dragões a serem campeões Óliver, no final da época, contabilizou sete golos e seis assistências. Após essa temporada o espanhol regressou aos colchoneros onde jogou grande parte da época como suplente utilizado e, de seguida, voltou para ficar nos azuis e brancos.

Na era Sérgio Conceição, mais precisamente na primeira época com o português nos encargos do FC Porto, Óliver apenas somou 1538 minutos em todas as competições, pouquíssimo para a qualidade que o jogador sempre demonstrara. Ainda assim alcançou a marca das cinco assistências e tornou-se pela primeira vez campeão pelo FC Porto.

Após o golo no jogo de ontem, a explosão de alegria foi imensa por parte dos colegas e equipa técnica e Óliver acabou por afirmar – “É verdade que tinha muitas saudades de marcar. Não chutei eu, chutou toda a equipa, toda a família e todos os portistas que me dizem: acredita em ti. Fico contente por mim, mas sobretudo pela equipa”. Nesta época, em 30 jogos conta com um golo e seis assistências e caso mantenha o nível dos últimos jogos acabará a temporada com excelentes números.

Foto de Capa: FC Porto

artigo revisto por: Ana Ferreira

Tiago Moura
Tiago Mourahttp://www.bolanarede.pt
Desde criança a colecionar cromos e recortes de jornais de vários jogadores até às longas carreiras nos videojogos no seu clube do coração, foram muitas as alegrias que o desporto rei lhe proporcionou. Assume ficar fulo quando não consegue acompanhar um jogo da equipa da cidade Invicta, mas no que toca a tudo o que acontece à volta do seu clube sente a obrigação de estar sempre atualizado. Estuda Ciências da Comunicação e é através da escrita que se prefere expressar.

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